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segunda-feira, 16 de março de 2015

CANÇÃO DO DEPOIS


A solidão bateu, como quem chega para ficar.

Não vou deixar. Antes que se transforme em melancolia, auto piedade, apatia, eu a lanço como mais um fardo sobre o Senhor: fazendo o estar sozinha estar "a sós com Deus" nessa hora tranquila, que é encontro de amor.

E assim aqui no seu pavilhão, pela própria mão de Deus escondida, a solidão se faz vida, escada que liga ao céu.

E essa alegria que ninguém vê, substituindo a tristeza que, também, ninguém via, é como uma melodia que se canta a dois: A Canção do Depois.


Depois da noite, o novo dia que nasce; depois do arrependimento, a paz que vem com o perdão; depois da tribulação, um "peso de glória"; depois da morte a ressurreição.


Depois da apara, um gramado macio; depois da busca, a certeza; depois do andaime, a beleza da construção acabada; depois da renúncia, a bênção: o tudo depois de nada.


Depois de sair chorando para lançar a semente, a canção daquele que volta com o fruto que a terra deu. 

 Depois do estar sozinha se tornar "a sós com Deus", maior a graça que chega, preenchendo todo o vazio dessa solidão da terra, com uma visão de plenitude, com Ele, em glória, no céu!

terça-feira, 10 de março de 2015

Colocando-se na brecha por nosso país


Leia Ezequiel 22: 23-31 e reflita

 "E veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
Filho do homem, dize-lhe: Tu és uma terra que não está purificada; e que não tem chuva no dia da indignação.
Conspiração dos seus profetas há no meio dela, como um leão que ruge, que arrebata a presa; eles devoram as almas; tomam tesouros e coisas preciosas, multiplicam as suas viúvas no meio dela.
Os seus sacerdotes violentam a minha lei, e profanam as minhas coisas santas; não fazem diferença entre o santo e o profano, nem discernem o impuro do puro; e de meus sábados escondem os seus olhos, e assim sou profanado no meio deles.
Os seus príncipes no meio dela são como lobos que arrebatam a presa, para derramarem sangue, para destruírem as almas, para seguirem a avareza.
E os seus profetas têm feito para eles cobertura com argamassa não temperada, profetizando vaidade, adivinhando-lhes mentira, dizendo: Assim diz o Senhor DEUS; sem que o SENHOR tivesse falado.
Ao povo da terra oprimem gravemente, e andam roubando, e fazendo violência ao pobre e necessitado, e ao estrangeiro oprimem sem razão.
E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei.
Por isso eu derramei sobre eles a minha indignação; com o fogo do meu furor os consumi; fiz que o seu caminho recaísse sobre a sua cabeça, diz o Senhor DEUS."


"E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei." ( Ezequiel 22.30)

É difícil ler esse versículo sem nos entristecer muito. O Senhor esta falando ao povo de Israel por meio do profeta Ezequiel e explicando porque é impossível evitar o juízo sobre a terra. Deus afirmou ter procurado uma só pessoa que orasse e intercedesse pela nação para que esta não fosse destruída, mas não conseguia achar ninguém. Que tragédia.

Como podemos ler essa passagem sem pensar em nosso país, com todo pecado e toda rebelião? Nosso dia do juízo também chegará. Assim como há uma lei física da gravidade, há uma lei espiritual de colher o que plantamos. Pode haver um lapso de tempo entre o que semeamos e o que colhemos, mas a colheita virá.

As coisas más não vem de Deus. Elas nos sobrevêm porque plantamos sementes de maldade ou como resultado do trabalho do inimigo. De qualquer forma, Deus nos dá a oportunidade de evitar isso tudo ao nos colocarmos 'na brecha', mediante a oração! Apesar dos erros de nosso país, ainda gozamos de bênçãos devido ao grande numero de pessoas que se colocou na brecha em favor dele.

Quando Deus procurou alguém para orar e não achou ninguém, a terra de Israel foi conquistada por inimigos. Você percebe o papel importante que cada um de nós desempenha ao aprender a orar juntos pela proteção de nosso país? Ao oramos de acordo com a Palavra de Deus e invocarmos o poder dele como intercessores, podemos influenciar o resultado dos eventos e evitar o juízo sobre nossa terra.

Vamos nos colocar, todos, na brecha e ver as grandes coisas que Deus fará.

A Bíblia da Mulher que Ora
Stormie Omartian
 

Feminilidade - A natureza da Mulher


A feminilidade é uma realidade projetada e criada por Deus - seu dom precioso a toda mulher - e, sob um aspecto diferente, um gracioso presente também para os homens.

Nem o homem nem a mulher são suficientes para abrigar, sozinhos, a imagem divina (Gn 1.27). Os dois juntos, no entanto representam a imagem de Deus - um deles, de uma forma especial, o iniciador; o outro, o correspondente.

A submissão é o ingrediente da feminilidade. Como noiva, a mulher no casamento abre mão da sua independência, de seu nome, de seu destino, de sua vontade e, por ultimo no quarto nupcial, de seu corpo para o noivo. Como mãe, ela abre mão, no real sentido, da própria vida em beneficio do filho. Como solteira, ela se rende de forma ímpar para servir ao Senhor, à família e à comunidade.

A feminilidade é receptiva. Ela aceita o que Deus lhe dá, seguindo o exemplo de Maria (Lc1.38), e não insistir no que não lhes é dado, repetindo o engano de Eva (Gn 3.1-6). Isso não implica que a mulher deva submeter-se a perversidade, como coerções ou conquistas violentas.


O espírito manso e tranquilo do qual Paulo fala é o ornamento da feminilidade(1Pe 3.4).


O desafio da feminilidade bíblica é que você seja uma mulher realmente santa, que nada pede a não ser o que Deus deseja lhe dar, recebendo com ambas as mãos, e de todo coração, seja o que for. A feminilidade é um tesouro a ser guardado e acalentado a cada dia. 


A Biblia da Mulher - Editora Mundo Cristão e SBB

sábado, 24 de janeiro de 2015

Série AS LEIS DIVINAS PARA A VIDA - Os Dez Mandamentos - 2º Mandamento: NÃO FARÁS PARA TI IMAGENS DE ESCULTURA


O segundo mandamento de Deus é: “Não farás para ti imagens de escultura.”  Este é um mandamento que não afeta a maioria das pessoas. 

Entretanto a Bíblia fala mais dele do que de qualquer outro. Os homens primitivos achavam difícil entender um Deus que não viam , e por isso criaram expedientes para auxiliar sua imaginação e dar mais realidade ao seu momento de culto. Isto em si,  não é errado. 


Ouvi falar de um certo homem que orava diante de uma cadeira vazia. Ele imaginava Deus assentado naquela cadeira e aquilo tornava sua oração mais real.

Tenho vários exemplares da Bíblia em minha escrivaninha. Utilizo-os para estudo e meditação, mas mesmo que nunca os abrisse, ainda seriam de grande valor para mim. Basta-me vê-los ali, para pensar em Deus. Está claro que é possível adorar-se ao Senhor em qualquer lugar, mas é muito mais fácil cultuá-lo num templo. Não é somente pelo lugar, mas também pelo programa de culto. A música e o sermão são de grande valia na adoração.

O perigo está em que é muito fácil adorar o meio em vez do objetivo. A Bíblia, a igreja, os hinos, os pastores e todos os símbolos e recursos visuais utilizados no culto são sacros apenas porque nos conduzem a Deus. O sentimento denominacionalista, por exemplo, pode bem ser uma violação deste mandamento. Eu sou metodista, mas seria crente do mesmo jeito se fosse batista ou presbiteriano ou de qualquer outra denominação, que, como Pedro, diz ao Senhor: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”

Mais nocivos do que estes símbolos auxiliares do culto são certas imagens que criamos. Sabemos que Deus “criou... o homem à sua imagem”.  (Gn. 1:27), mas é muito difícil viver à altura deste plano. É tão difícil, que a maioria das pessoas vivem bem aquém dele. Por isso, em vez de procurarmos ser semelhantes a Deus, tentamos criar um Deus semelhante a nós. É bem mais fácil tornar Deus parecido conosco, do  que nos fazermos iguais a ele.

Deus ordena que não pequemos. Todavia, existem algumas coisas que desejamos fazer, não importando se são certas ou erradas. Por isso, criamos um Deus que não se preocupa muito com o que fazemos. Pensamos no Deus do céu azul, das montanhas majestosas, das flores belas, mas ignoramos o Senhor que disse: “Vós me roubais... nos dízimos e nas ofertas” (Ml. 3:8); ou o que disse: “Aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl. 6:7). Alguém já observou que Jesus não foi crucificado por ter dito: “Considerai como crescem os lírios do campo”, mas, sim porque disse: “Vejam como roubam os ladrões!”

É bem mais fácil reduzir Deus às proporções que nos são mais convenientes, do que nos arrependermos de nossos pecados, modificarmos nosso modo de viver e nos tornarmos santos. Quando Horace Bushnell estava na faculdade, considerava-se ateu. Certo dia pareceu-lhe ouvir uma voz que indagava: “Já que você não acredita em Deus, em que crê você?” Ele respondeu: Creio que existe uma diferença entre o certo e o errado.” “Você esta vivendo de acordo com os padrões que considera mais elevados?” perguntou-lhe ainda a voz. “Não”, respondeu ele, “mas vou viver.” E naquele dia, ele resolveu ter um padrão moral de vida que fosse o mais elevado possível. Anos mais tarde, após ter servido como pastor de uma igreja durante 47 anos, ele afirmou: “A pessoa que conheço melhor — melhor que qualquer membro de minha igreja — é Jesus Cristo.” Depois que passara a ajustar sua vida às suas crenças, em vez de procurar adaptar as crenças à sua vida, ele chegou ao conhecimento de Deus.

O próprio processo de pensar exige a criação de quadros ou imagens mentais. Se pensarmos numa maçã, logo veremos uma em nossa imaginação.

Pensando numa determinada pessoa, o seu rosto aparecerá na tela de nossa mente. Quando pensamos em Deus, fazemos uma representação mental dele. O perigo está no fato de que esta imagem pode não ser a certa, e isto é muito temerário. Nós nos tornamos iguais à imagem divina por nós criada, e se ela não for correta, o produto final será defeituoso. Por isso, a Bíblia contém mais advertências acerca deste segundo mandamento, “não farás para ti imagens de escultura”, do que de qualquer um dos outros nove.

O homem vê características de Deus em várias de suas criações; nas montanhas, a sua majestade; nos mares, sua grandeza; nas flores, sua beleza; em seus santos, sua justiça. Tudo isso, porém, e insuficiente para nos mostrar Deus. Como Filipe, nosso coração clama: “Mostra-nos o Pai, e isso nos basta.” (Jo 14:8-9) A única imagem perfeita de Deus que nós temos é Cristo, e isto nos basta.

Quando visualizamos a Jesus, através das palavras dos evangelhos — Mateus, Marcos, Lucas e João — ficamos impressionados com seus olhos. Os homens que conviveram com ele esqueceram-se de mencionar sua aparência, mas não puderam deixar de falar de seus olhos. “Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro”, e Pedro se quebrantou. Houve vezes em que os olhos de Jesus brilharam de alegria. Outras vezes se suavizaram com ternura, e em outras ocasiões se revestiram de uma expressão de censura. Quando eu leio: “Os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor”, eu paro onde estou, e examino meus passos.

Quando pensamos no rosto de Jesus, sentimos que era um rosto alegre. As criancinhas corriam para ele, subiam em seu colo, e o abraçavam pelo pescoço. As pessoas o convidavam para suas festas. Ao vermos Deus através de Cristo, não temos medo dele; pelo contrário, queremos nos aproximar mais do Senhor. Nós o ouvimos dizer: “Nem eu tão pouco te condeno; vai, e não peques mais” (Jo 8:11), e nos envergonhamos de nossos pecados, desejamos nos purificar, e nos dirigimos a ele em confissão, pedindo a purificação de nosso ser. Vejamo-lo quando tomou a “intrépida resolução de ir para Jerusalém” (Lc. 9:51). Embora aquilo fosse significar a morte para ele, não desistiu do grande objetivo de sua vida aqui na terra.Quando o contemplamos, sentimo-nos fortalecidos para tomar a decisão certa. Nós o vemos fazer aquele percurso de 10 quilômetros até Emaus, para dar esperanças a corações desalentados (Lc. 24:13-32), ou então dar uma nova chance aos amigos que o abandonaram (Jo :19-31), e aí sentimos nossa esperança e alento se renovarem.

Que maravilha é contemplar a Deus! Desejando confortar aqueles cristãos que estavam suportando pressões quase intoleráveis, João lhes disse que aqueles que fossem fiéis contemplariam “a sua face” (Ap. 22:4). A promessa de vê-lo compensava qualquer sacrifício.

Após completar sua famosa estátua de Cristo, o escultor Thorwalssen convidou um amigo para vê-la. Os braços de Cristo estavam abertos, e sua cabeça reclinada sobre o peito. O amigo disse ao artista: “Mas não consigo ver seu rosto.” Ao que ele replicou: “Se quiser vê-lo, terá de ajoelhar-se!” Cristo é a perfeita imagem de Deus. Nunca tenhamos outra.

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Fórmulas Seguras para se conseguir
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Charles L. Allen

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Série AS LEIS DIVINAS PARA A VIDA - Os Dez Mandamentos - 1º Mandamento: NÃO TERÁS OUTROS DEUSES DIANTE DE MIM




OS DEZ MANDAMENTOS:
Então falou Deus todas estas palavras:
Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa de servidão. Não terás outros deuses diante de mim.
Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nós céus, nem embaixo da terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem, e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e  guardam os meus mandamentos.
Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
Lembra-te do dia de sábado para o santificar. Seis dias trabalharas, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia e o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.
Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.
Não matarás.
Não adulterarás.
Não furtarás.
Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem cousa alguma do que pertença ao teu próximo.
(Êx. 20:1-17)

1 - NÃO TERÁS OUTROS DEUSES DIANTE DE MIM

Pouco depois de Moisés ter livrado os filhos de Israel da escravidão no Egito, e ao iniciarem eles a viagem em direção à terra prometida, Deus chamou-o ao seu encontro no monte Sinai. Ele deve ter lhe falado mais ou menos o seguinte: “Moisés, seu povo está a caminho da prosperidade. A terra que eu lhes prometi é rica e produtiva. Ela lhes dará muito mais do que o essencial. Na verdade, é uma terra que mana leite e mel.
Contudo, o povo nunca será feliz, nem se sentirá realizado apenas com a posse de bens materiais. O modo como vivem deve ser mais importante do que as riquezas. Por isso, vou lhe dar dez leis para regerem este viver. 
Quero que você as ensine a eles. Se pautarem a existência por elas, prometo que serão grandemente abençoados. Todavia, desejo fazer uma advertência: se violarem estas leis, serão severamente punidos. Mais uma coisa: estas leis servirão para todas as pessoas de todas as épocas. 
Nunca serão ultrapassadas, nem abolidas ou modificadas.”

Estas leis — conhecidas como os Dez Mandamentos — estão registradas em Êxodo . Elas constituem mais que um conjunto de regras básicas para a conduta moral e espiritual dos homens. São também requisitos básicos para a paz e a prosperidade tanto do mundo como do individuo. A Bíblia afirma: “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus” (Sl. 14:1). Só um tolo se julga sábio e capaz de violar a lei imutável do Deus eterno sem sofrer as conseqüências. Ninguém consegue quebrar impunemente os mandamentos divinos; quando os desobedecemos, só conseguimos prejudicar a nós próprios.

É muito importante observarmos a ordem em que Deus apresentou estas regras de vida. As quatro primeiras tratam do relacionamento do homem com Deus; as outras seis, do relacionamento do homem com seu semelhante. 

Antes que o homem possa ter um relacionamento correto com seu próximo, tem que acertar as coisas com Deus. Alguém disse: “Minha religião é a Regra Áurea”, mas a Regra Áurea não pode ser a religião de ninguém, já que ela em si não e um culto. ela e simplesmente a expressão de uma religião.
Como bem disse H.G.Wells, “Enquanto o homem não encontra Deus, ele começa sem ter um principio, e luta sem finalidade.”

De um certo modo, este primeiro mandamento é um pouco surpreendente. Nós poderíamos pensar que ele devesse rezar assim: “Crerás em um Deus.” 

Seria uma prescrição abolindo o ateísmo. Mas não existe tal lei. Deus definiu a questão na criação do homem. Ninguém ensina um bebê a ter fome e sede; é a natureza quem faz isto. Entretanto, ensinamos a nossos filhos quais são os elementos adequados para saciarem a fome e a sede.

A crença e a adoração são instintivas no ser humano. Não há uma só passagem bíblica que tenha sido escrita com a finalidade de provar a existência de Deus. O homem foi criado incompleto em si mesmo, e não se sente perfeitamente bem, enquanto não satisfaz esta fome profunda — anseio de sua alma. O perigo aqui está no fato de ele poder perverter este instinto de adoração, e criar para si um deus falso.

Santo Agostinho disse: “Minha alma esta desassossegada, e sempre estará, enquanto não encontrar descanso em ti, ó Deus.” Nenhum ídolo realmente preenche este vazio da alma, mas nós podemos passar a vida toda buscando satisfação num falso objeto de adoração. E são muitos os que agem assim.

A primeira lei de Deus para nossa vida e: “Não terás outros deuses diante de mim.”
 
Em Vicksburg, no estado de Mississipi, um engenheiro mostrou-me um braço do rio que estava quase seco. Explicou-me que antes o rio passava por ali, mas seu curso fora desviado para um outro canal previamente construído. A correnteza não podia ser detida, mas pode ser desviada.

Dá-se o mesmo com nossa adoração a Deus. Sem um objeto de adoração o homem é incompleto, pois o profundo anelo de sua alma precisa ser satisfeito. Contudo, ele pode afastar-se do verdadeiro Deus, e criar para si uma falsa deidade. Tem havidos povos que adoram o sol, uma estrela, ou até uma montanha. Em alguns paises, adora-se uma vaca, um rio ou outros seres inanimados. Geralmente, consideramos estes povos como sendo muito primitivos. No entanto, eles não são muito mais primitivos do que milhares de pessoas que vivem nesta terra civilizada que chamamos de América. Deus disse: “Não terás outros deuses diante de mim”, e nós temos sido achados culpados de transgredir esta lei da vida.

São cinco os principais ídolos que a maioria das pessoas está colocando antes de Deus: riqueza, prazer, poder, fama e conhecimentos. Embora seja verdade que nem todos nós estejamos dominados pela idéia fixa de enriquecer, o fato é que nunca estamos satisfeitos com o que possuímos. 

Talvez esta situação não seja de todo nociva, a não ser que esta insatisfação suplante nosso impulso para Deus e desvie o curso de nossa busca dele. É possível nós ficarmos tão enlevados com nossas posses que esqueçamos as necessidades de nossa alma.

Proporcionalmente, são bem poucos os homens que buscam a fama conscientemente, contudo, é muito comum ouvirmos as criancinhas já dizerem: “Olha como eu pulo alto!” Ou então, “Olha para mim, papai!”
Este desejo de ser notado é inato em nós. Em si, ele não é pernicioso. 
Deus nos criou com identidade própria. Nós gostamos de ser conhecidos. 

Em minha função de ministro  do evangelho tenho encontrado muitas pessoas que viram sua vida destruída, e maltrataram a própria felicidade meramente por não terem recebido toda a atenção que desejavam. Muitos sentem-s insultados ao menor descaso que possam sofrer.

Neste país ( o autor refere-se aos EUA), gasta-se mais dinheiro em cosméticos, por exemplo, do que na propagação do reino de Deus. Não e errado querer o melhor para nós; o erro está em nosso supremo objetivo — nosso ídolo — estar em nos colocarmos em primeiro lugar.

 

Todos queremos ser felizes, mas erramos ao pensar que o prazer é o caminho mais certo para a felicidade. Os prazeres só nós ajudam a esquecer as rotinas da vida, mas não satisfazem a alma. O prazer é como uma droga: precisamos sempre ir aumentando a dose, gradativamente, para obter mais emoções, mais comoções, mais sensação, até que por fim nos encontramos perambulando por entre túmulos de nossas paixões mortas. É como fazer do tira-gosto a refeição principal. Uma das maiores tentações com que nos defrontamos é a de colocar os prazeres antes de Deus.

O poder em si não é um mal, nem o são os conhecimentos. O trabalho que a energia elétrica realiza para cada um de nós equivale ao de cento e cinqüenta escravos. Além disso, ela é uma grande bênção para todos. Se adorarmos o poder, nos transformaremos todos em pequenos Hitlers. O conhecimento em si também não e maléfico, mas a adoração do conhecimento destrói a obediência, assim como adorar o poder destrói o caráter.

Adorar a Deus nos leva a nos assemelharmos a ele e a nos ajustarmos à sua vontade. Portanto, se não colocarmos os ídolos adiante de Deus passamos a ter um viver reto.


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Charles L. Allen

terça-feira, 16 de setembro de 2014

“Não Desperte o Amor” por Nicole Whitacre

Uma mãe nos escreveu com a seguinte pergunta:
“Eu tenho uma filha de 15 anos, uma jovem mulher que tenta viver segundo os princípios bíblicos. Você tem algum conselho para nós em relação a esta fase da sua vida onde ela está muito consciente de homens jovens e percebendo as qualidades bíblicas e caráter deles, mas também ainda está na fase de crescimento, amadurecimento, término da escola … na fase de ‘casamento é no futuro’? Como podemos ajudá-la a guardar o seu coração? Manter suas emoções sob controle?”

Como minha mãe sempre lembrava a mim e às minhas irmãs: gostar de meninos é normal! Deus nos fez para ser atraídas pelo sexo oposto. E conforme uma jovem cresce em feminilidade, esses desejos certamente se tornarão mais evidentes.

E como é maravilhoso que a sua filha se sinta atraída por um caráter divino em homens jovens e não se encante simplesmente com aparência ou personalidade. Isso é um sinal de que ela foi treinada por seus pais para discernir o que é verdadeiramente admirável em um homem.

No entanto, também temos a advertência poética e ainda solene do Cântico dos Cânticos: “Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis, nem desperteis o amor, até que este o queira.” (Cântico dos Cânticos 3:5), seguido do santo pressuposto em 1 Coríntios 7, que “a mulher, tanto a viúva como a virgem, cuida das coisas do Senhor, para ser santa, assim no corpo como no espírito;” 1 Cor 7:34.

Na adolescência, o fato de Deus ter nos criado como mulheres para serem atraídas por homens, assim como a admoestação bíblica para guardar nossos corações até o momento apropriado, devem permanecer em constante e saudável tensão. E sua filha vai precisar da sua ajuda para fazer isso!


Para começar, minha mãe iniciou uma conversa comigo e com minhas irmãs sobre rapazes; consistentemente perguntando quem nos atraía e por quê. “Ser atraído não é um pecado”, ela nos disse. “Mas entregar-se a pensamentos sobre eles, mudar o comportamento em torno deles, permitindo-lhes que se distraiam da sua busca por Deus e do serviço a outros é errado.”

Pureza era para ser a nossa busca constante; a Bíblia nos exorta a “fugir paixões da mocidade” (2 Tm. 2:22). Através de conversas constantes sobre nossos corações, nos ajudando a evitar situações que nos tentam a ter pensamentos impuros ou ações, e uma dieta constante da Palavra de Deus sobre este assunto, mãe e pai foram a nossa maior ajuda em nossa busca pela pureza.

No entanto, não foi só sobre “fugir das paixões.” Mamãe nos ajudou a ver que, além de lutar pela pureza, também devemos estar ocupadas perseguindo as coisas de Deus. Ficar sentada tentando não pensar sobre um cara só tem eficácia limitada; mas uma jovem que está ocupada servindo a Cristo não terá muito tempo para saciar suas emoções. Então me deixe encorajá-la a ajudar a sua filha a encontrar formas que ela possa usar seus dons espirituais, servindo no lar e na igreja.

Por fim, até que um jovem tenha manifestado interesse em nós, mamãe nos ajudou a manter os pés firmemente plantados no chão: “Pense nele como o marido de outra pessoa”, ela dizia. “Você não iria considerar adequado sonhar ou fantasiar sobre um homem casado. E o mais provável: este cara que você gosta vai se casar com outra mulher um dia. Suponha que ele não vá ser o seu marido, a menos que ele torne suas intenções conhecidas”. E para a sua filha de 15 anos de idade, esse tempo estará, provavelmente a alguns anos de distância.

Há muito mais que poderia ser dito sobre esse assunto. Eu praticamente nem comecei e essa já é uma longa postagem. Eu quero recomendo três livros Joshua Harris: Eu Disse Adeus ao Namoro, Garoto Encontra Garota, e Not Even a Hint.

Eu oro para que estas poucas dicas, e mais importante, que esses recursos úteis, lhe sirvam, no sentido de ajudar a sua filha a andar pelo caminho da pureza em toda a sua adolescência!
___________________
b2d307377c700a7f023599.L._V341005666_SX200_*  Este é artigo foi publicado originalmente no site GirlTalk traduzido e publicado em português conforme autorização das autoras do site.
** Nicole Whitacre é esposa e mãe de quatro filhos. Ela é filha de C.J. e Carolyn Mahaney e é co-autora dos livros Girl Talk (publicado em português pela Editora Monergismo sob o título Papo de Garota), Shopping for Time e True Beauty. Ela tem um blog com sua mãe e irmãs no GirlTalk, um blog sobre a feminilidade bíblica.
*** Tradução: Bruna Bugana

“Querida Mamãe, não Desperdice a Sua Culpa!” por Jani Ortlund


by | quarta-feira, 10 setembro, 2014 |
 
Culpa é uma sombra constante na vida de uma jovem mãe e ela tem um jeito desagradável de saturar muitos de seus esforços em educar, servir e amar a outros. “Eu estou fazendo o suficiente por meus filhos? Por outros? O que eles pensam de mim? O que Deus pensa de mim?”
Quando você é uma jovem mãe, todos querem algo de você — sua família, sua igreja, seu chefe, seu vizinho. E o mais provável é que você ceda mais do que jamais pensou que poderia. Mas ao longo do percurso, a culpa mordisca a sua alma, comendo aos poucos a sua paz interior e a sua alegria. E ela frequentemente perdura por anos, mesmo após seus filhos terem crescido e ido embora.
Querida mãe: não desperdice a sua culpa!

Não desperdice a sua culpa
Não desperdice a sua culpa, mas ouça-a e avalie-a. Tire-a das sombras e a examine à luz da Escritura. Exponha os sentimentos diante de Cristo. Essa culpa é convicção legítima do pecado? Então confesse o seu pecado, receba o perdão de Cristo e pergunte onde e como ele quer que você mude.
Mas talvez a sua culpa seja um medo egocêntrico e incômodo de que se você fosse um pouco melhor ou trabalhasse só um pouco mais árduo, então você seria notada e admirada o suficiente para sentir-se bem consigo mesma. Isso é falsa culpa, arraigada em orgulho. Ela magoará a sua família e prejudicará o relacionamento com o seu gracioso Pai. Se isso descreve a sua culpa, então lembre–se que, através da morte e da ressurreição de Cristo, você é aceita por Deus. A solução para a falsa culpa, bem como para a verdadeira culpa, é o evangelho.

Paulo fala desses dois tipos de culpa em 2 Coríntios 7.10. Existe uma tristeza piedosa que produz arrependimento e uma tristeza do mundo que produz morte. Faça a si mesma a seguinte pergunta: aquilo para o que eu dedico o meu tempo e as minhas energias é guiado por arrependimento que dá vida ou por um orgulho que produz morte?

O campo de missão primário de uma jovem mãe
Uma razão pela qual uma jovem mãe pode se sentir erroneamente culpada é quando ela esquece que o seu campo de missão primário e crucial devem ser os filhos.

Deus valoriza as crianças. Ele dá grande importância em ensinarmos os nossos filhos a amá-lo e servi-lo (Dt 6.7-9). Jesus ficou indignado quando os discípulos não reconheceram o valor das crianças na expansão do reino de Deus (Mc 10.13-16). E Deus nos diz que os filhos são bênção dele para nós (Sl 127.3).

Maternidade exige o melhor de nós como mulheres. Como mães, moldamos as almas de nossos filhos e, em última análise, influenciamos o mundo. Filhos são o nosso presente para o futuro. Então aceite o chamado de Deus para servir a sua família. A culpa piedosa não afastaria você de um investimento em seus pequeninos de todo o coração por amor a Deus. Não se sinta culpada por investir em seus filhos como seu ministério primário quando eles são pequenos. Você está ensinando a geração mais nova a formar laços emocionais íntimos com outros. Sua sensibilidade, disponibilidade, devoção, afeição e sua paciente atenção são insubstituíveis.

Maternidade: trabalho árduo puro e simples
Por outro lado, a palavra de Paulo a mim como mulher mais velha é para instruir “as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos, a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada” (Tt 2.4-5).

Por que o apóstolo tem que dizer a nós, mulheres mais velhas, que ensinemos tais coisas às mulheres mais jovens? Porque pode ser difícil amar o seu marido e os seus filhos. De fato, pode ser mais fácil ministrar fora de casa. Por que é mais gratificante para nós planejar um retiro feminino para duzentas mulheres do que planejar um “acampadentro” para os nossos pequeninos em uma tarde chuvosa? Eu penso que é porque as recompensas são mais imediatas e não exigem tanto de nós.

Ser uma mãe jovem é trabalho árduo puro e simples. Às vezes parece trabalho escravo! Jovens mamães podem se identificar com o cartoon de um menininho vendo um álbum de casamento com seu pai e dizendo: “Então esse foi o dia em que a mamãe veio trabalhar para nós!”

Mas Deus chamou você para esse ministério. Ele sabe que não há momentos neutros na vida de uma criança pequena, cuja experiência está em contínua necessidade e desenvolvimento. Os seus filhos carregarão a marca do seu trabalho como mãe ao longo de suas vidas, pois muito do comportamento humano brota a partir da imitação.

Você é a única mãe que os seus filhos têm. O seu ministério para eles é a mais profunda expressão do seu amor por eles. Criar os seus filhos tem de ser feito da maneira correta logo de primeira. Essa é uma das poucas áreas na vida que não se pode dizer: “Se você não conseguir de primeira, tente novamente”.

Você recebeu essa comissão de Deus. Como mãe, seu privilégio é ensiná-los como respeitar o pai e ser gentil para com seus irmãos, como escolher comida nutritiva e entretenimento saudável, porque eles devem valorizar a cortesia e a capacidade de serem organizados, e quais causas são dignas dos seus esforços, de suas reputações e até mesmo do seu sangue.

Você é desencorajada quando passa dia após dia imersa nas tarefas mundanas da maternidade? Então pense na honra de guiar o desenvolvimento espiritual, intelectual e social das pequenas mentes e corações. Pense na emoção de ensinar-lhes as verdades da Palavra de Deus. Pense na importância de ensinar aos seus filhos pequenos como viver sob autoridade, e de prepará-los para futuros relacionamentos, ensinando-os a respeito de amor e confiança. Pense no deleite de enviar mais um jovem piedoso, vibrante, forte, seguro e amável a este mundo necessitado, com a coragem necessária para viver bem por amor de Cristo. Que investimento digno!

O que jovens mães precisam: um coração pelo lar
Outro desafio para uma jovem mãe é cultivar o amor pelo lar.

Deus nos chamou para amar os nossos filhos em nosso lar (Tt 2.4-5). Não somos capazes de melhorar o desígnio de Deus! Isso significa mais do que ficar em casa. Significa fixar o seu coração no seu lar. Contudo, as mulheres podem deixar seus lares por outros caminhos que não o trabalho ou ministérios externos.
Celulares, e-mails e salas de bate-papo também podem remover uma mãe de seu ministério primário.

Ministério significa estar “lá por inteiro”. Significa alegrar-se por poder mostrar aos seus filhos como pedalar um triciclo, arrumar a própria cama, construir boas memórias e compartilhar seus brinquedos com outros. Você pode servir a sua família e, em última análise, o seu Pai celestial, ao ajudar os seus filhos a montar aquele quebra-cabeças pela décima-sétima vez, ao lavar aqueles dedos grudentos, ao plantar um pequeno jardim, ao interpretar histórias bíblicas e orar juntos, e ao preparar-se para o retorno do papai como o ponto alto do seu dia!

Qual é a alternativa? “A criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe” (Pv 29.15).
Lembre-se disto: você tem o privilégio de transmitir a jovens corações uma percepção de Deus! Você deveria se sentir culpada por isso? Conforme você deixa seus filhos experimentarem intimidade, proximidade e disponibilidade em seus primeiros anos com você, você poderá fazê-los encontrar essas necessidades da alma em Cristo, o Salvador deles, quando eles amadurecerem. E então você terá o prazer de enviá-los com uma luz em suas almas para que abençoem este mundo em trevas.
Alguém irá influenciar os seus filhos, inculcando valores e marcando padrões em suas jovens mentes impressionáveis. Que essa pessoa seja você!

Esta fase passa
Isso significa que você nunca investirá em outros fora de sua família? É claro que não. Mas se você é uma jovem mãe, use o seu ministério primário da maternidade para guiar as suas escolhas sobre onde servir a Cristo agora. Não deixe nada afastá-la de seu papel singular como esposa e mãe.

Esta fase na sua vida é só isso – uma fase. E cada fase é um chamado divino do nosso Criador e Rei. Organizar um novo evento na igreja é importante. Ensinar o seu rapazinho a ser gentil com a sua irmã também é importante. Mas qual das duas coisas pode ser feita melhor por você durante esta fase? Sirva a Deus bem ministrando primeiro aos seus filhos. Muito em breve eles crescerão e irão embora, e todos aqueles momentos únicos de ensino terão passado. E você terá a ampla oportunidade de servir a Cristo fora do seu lar nas próximas fases da sua vida.

“Mas sede fortes! E não desfaleçam as vossas mãos, porque a vossa obra terá recompensa” (2Cr 15.7).

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Jani OrtlundEste post foi publicado originalmente no site MinisterioFiel, re-publicados com permissão.
Jani é casada com o pastor Ray Ortlund. Eles têm quatro filhos casados e cinco netos, e servem em Nashville, Tennessee.
 
 
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