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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Manifesto contra o romantismo no casamento


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Não abandone esta página ainda! Eu sei que o título da postagem é estranho, mas deixe eu explicar.
Penso que em alguns movimentos de acompanhamento de famílias há um problema muito sério: confundir amor e carinho com romantismo. Como conseqüência, não é tão difícil vermos pessoas muito ativas neste tipo de ministério chegar ao divórcio.
Alguns pregadores enfatizam o romantismo pois é uma idéia que agrada a grande maioria, afinal, faz parte de nossa cultura ocidental, e assim, muitos são tidos como bons ministros de família apenas por pregar valores oníricos que conduzem as pessoas a uma situação insustentável.
Digo que o romantismo é um valor onírico, pois foi feito para atender a uma demanda de arte num determinado período histórico, onde se buscava contrabalançar o tecnicismo de uma era com um apelo emocionado ao sentimento. Nesta tendência artística, valoriza-se o sofrimento pelo outro, nutre-se um sentimento de se esvaziar em prol do outro a tal ponto que, quando o outro torna-se inalcançável ou o desaponta, a solução passa por um vazio auto destrutivo, que não raro conduzia os escritores românticos à morte. A tuberculose foi considerada nesse tempo o mal do século, ou mal dos românticos que pela entrega a sentimentos exagerados e a comportamentos desregrados provenientes da visão de vida do romantismo, levava vários escritores à morte prematura.
Um sentimento desse tipo é impróprio para a vida prática, pois por pressuposto, deve buscar o máximo de expressão de sentimento a todo tempo, mas todos nós precisamos de uma certa dose de rotina e também de equilíbrio de emoções para vivermos bem, ao passo que o romantismo leva a expectativas falsas e a compromissos insustentáveis.
Daí dá pra ver que Amor e Carinho são coisas bem diferentes de romantismo. O grande problema é que criamos expectativas e assumimos compromissos baseados nesse romantismo ilusório. Devemos nos basear no padrão de amor bíblico.
O padrão bíblico é totalmente oposto ao padrão romântico por três fatores no mínimo:
– O amor não é anulação do eu. Só amamos aos outros se podemos manter nossa personalidade. Se passamos a nos anular ao ponto de amar ao outro mais do que a nós mesmos, estamos agindo contra a Bíblia que diz que devemos amar ao próximo como a nós mesmos, isto é, na mesma medida.
– Amor não é submissão irracional a quem não o ama. Cristo morreu por todos mas a salvação é condicional, devemos aceitá-lo como Salvador. O amor entre homem e mulher deve estar baseado em acolhimento e comprometimento de um pelo outro, mas também de submissão de um ao outro. O romantismo não ensina isso, antes prega a auto anulação em prol do ideal romântico. O amor do ponto de vista bíblico, é uma relação de valorização mutua, onde um está preocupado com o outro mas mantém sua personalidade estruturada.
– O amor é baseado na verdade. Ao passo que o romantismo serve a um princípio onírico, de sonhos, imaginativo, o amor é baseado na verdade. Uma relação, mesmo que muito romântica, onde não há verdade é uma relação sem amor.

Quero deixar claro que certas convenções sociais como o tratamento educado e cordial, bem como a gentileza são fundamentais e não se confundem com o romantismo pois estes levam ao equilíbrio e não ao exagero. Mesmo assim se você gosta de romantismo, torne-o o mais equilibrado possível e não estabeleça compromissos ou expectativas com base nele, pois o romantismo NÃO É FUNDAMENTAL no casamento, apenas o amor é.

Vamos construir relações baseadas no verdadeiro amor cristão, que está muito além de qualquer opção que o mundo possa oferecer, para não sermos apanhados por conceitos que não podem sustentar nossas relações como casal ou como corpo de Cristo.
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Marco Teles
www.abibliaevoce.org
Devocionais Bíblicas

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