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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Série Salmo 23: Parte 6 - GUIA-ME PELAS VEREDAS DA JUSTIÇA, POR AMOR DE SEU NOME


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Há uma inscrição em um monumento da Flórida que diz o seguinte: “Venho aqui para encontrar-me a mim mesmo. É tão fácil a gente se perder no mundo!” Isto e verdade.

Muitas vezes nós chegamos às encruzilhadas da vida e não sabemos que direção seguir. Há muitas decisões a serem tomadas, e, às vezes, é muito difícil chegar-se a uma delas. É então que nos sentimos desorientados, perdidos, e precisamos de orientação. Nesse Salmo 23, Davi diz confiantemente: “Guia-me pelas veredas da justiça” E (por caminhos certos).

Com certeza, Davi está se recordando de seus dias de pastor. Ele sabia que as ovelhas não tinham muito senso de direção. Um cão, um gato ou um cavalo, quando se extraviam, sabem perfeitamente achar o caminho de volta. Eles parecem possuir uma bússola interior. Com a ovelha isto não acontece.

A ovelha não possui boa visão. Não enxerga mais que oito ou dez metros à sua frente. As campinas da Palestina eram cortadas por trilhas estreitas, pelas quais os pastores levavam o rebanho para o pasto.

Algumas destas trilhas terminavam à beira de precipícios, nos quais a ovelha desavisada poderia cair e morrer. Outras iam dar em becos sem saída. Havia, outras, porém, que levavam a pastos verdejantes e às águas tranqüilas. Algumas vezes, o pastor as guiava através de passagens íngremes e perigosas, mas os caminhos por que passavam sempre iam dar em um bom lugar.

As ovelhas estavam sempre dispostas a deixar a escolha deste lugar aos cuidados do pastor. Era assim, como no cântico:

Senhor, quero colocar a minha mão na tua,
Sem murmurar, sem reclamar.
Contente estar, qualquer que seja minha sorte
Contanto que seja meu Deus quem me guie.

Talvez Davi estivesse pensando em seus antepassados, marchando por um deserto sem trilhas certas, em sua caminhada do Egito para a terra prometida. Deus enviou uma coluna de fogo para guiá-los à noite, e uma nuvem, de dia. Foi seguindo-a que os israelitas chegaram à terra pela qual ansiavam.

Para algumas pessoas, essas “veredas da justiça”, às vezes, vão significar dificuldades. Ouvi a história de um rapazinho inglês que resolveu engajar-se no exército britânico, para servir na Índia.

Perguntado sobre a razão desta escolha, ele respondeu: “Soube que no exército indiano eles pagam bem, e a gente trabalha pouco. Depois de algum tempo de serviço, eles aumentam o salário, e diminuem o serviço.
Quando a gente se aposenta, eles pagam bem, para não se fazer nada.”

Embora Deus não nos dê um mar de rosas, neste campo de batalha, nem coloque um tapete em nossa pista de corridas; embora ele não nos prometa uma vida sem lutas, ele nos garante forças para a caminhada e a sua presença constante.

Notemos que o salmo diz: “Guia-me.” Ele não nos empurra por este caminho, ele vai à frente, subindo a mesma ladeira que subimos —  o homem não se encontra sozinho. Quando vamos pela vida, dando um passo de cada vez, nós andamos com ele nas “veredas justas”.

O grande sábio Salomão afirmou: “Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas” (Pv. 3:6). Isto é verdade. Todos que, sinceramente, procuram fazer a vontade de Deus, qualquer que seja ela, conhecerão a força de orientação da sabedoria eterna.

Ele o levará à sua terra prometida.

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Charles L. Allen

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