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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Série Salmo 23: Parte Final - ELE CONHECE O PASTOR!


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Existe uma historieta - não sei qual a sua origem — de um rapaz e um senhor idoso que se encontravam numa plataforma, diante de um grande auditório.

Estava-se realizando um programa especial. Numa parte dele, os dois tinham de dizer o Salmo 23 de cor. O jovem, que conhecia as técnicas da oratória e do drama, falou o salmo com a eloqüência de um grande orador.

“O Senhor e o meu pastor...”

Quando ele terminou, a platéia aplaudiu entusiásticamente, pedindo bis, para ter o prazer de apreciar novamente sua maravilhosa interpretação.

Depois foi a vez do outro. Apoiando-se pesadamente sobre sua bengala, o velhinho encaminhou-se para a frente da plataforma, e com voz fraca e trêmula, repetiu as mesmas palavras: “O Senhor é o meu pastor...”
Quando ele se assentou, os ouvintes permaneceram em profundo silêncio. 

Todos pareciam estar em atitude de oração. O jovem se levantou, e disse o seguinte:

“Amigos, quero dar uma explicação. vocês bisaram a minha declamação do salmo, mas ficaram em silêncio depois que meu amigo terminou. Por que?
Vou lhes dizer: eu conheço bem o salmo, mas ele conhece o Pastor.”

Talvez esta imagem do pastor com o seu rebanho não tenha grande significado para os habitantes das grandes cidades. Entretanto, nunca o povo da terra se pareceu tanto com um bando de ovelhas assustadas, como atualmente. Os governos das nações estão receosos uns dos outros. As pessoas tem receio do governo, de outras pessoas e de si mesmas.

Este salmo de Davi tem sido cantado através dos séculos, atravessando barreiras de raça e língua. Há vinte e cinco mil anos que ele esta sendo entesourado no coração dos homens. E hoje isto acontece mais que nunca.

Qual a razão disso? Não é somente pelo fato de ele ser uma bela peça literária, mas também porque ele ensina que, acima de todas as lutas e temores, acima das fomes e fraquezas da humanidade, há um Pastor.
E um Pastor que conhece suas ovelhas uma por uma, um Pastor que é amplamente capaz de atender a todas as suas necessidades; que guia e protege, e que, ao fim da jornada, lhes abrirá a porta do aprisco, daquela casa “não feita por mãos”.

Quando se achava no Pólo sul, o Almirante Byrd descobriu, de repente, que apesar da quietude ao redor, ele não estava sozinho. Esta sensação fez com que a fé brotasse em seu coração, e, embora estivesse “no lugar mais frio da terra”, ele sentiu o calor de uma presença reconfortante.

O Salmo 23 nos dá este mesmo senso de segurança. É por isso que ele permanece vivo no coração de todas as gentes, qualquer que seja o credo ou raça.

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