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quarta-feira, 23 de maio de 2012

A família na época pós-moderna

Publicado originalmente em Palavra da Verdade

Por Hernandes Dias Lopes


A pós-modernidade está firmada sobre o tripé: pluralização, privatização e secularização. A pluralização diz que há muitas ideias, muitos valores, muitas crenças. Não existe uma verdade absoluta, tudo é relativo. A privatização diz que nossas escolhas são soberanas e cada um tem sua própria verdade. A secularização, por sua vez, coloca Deus na lateral da vida e o reduz apenas aos recintos sagrados. A família está nesse fogo cruzado. Caminha nessa estrada juncada de perigos, ouvindo muitas vozes, tendo à sua frente muitas bifurcações morais. Que atitude tomar? Que escolhas fazer para não perder sua identidade? Quero sugerir algumas decisões:

Em primeiro lugar, coloque Deus acima das pessoas. No mundo temos Deus, pessoas e coisas. Vivemos numa sociedade que se esquece de Deus, ama as coisas e usa as pessoas. Devemos, porém, adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas. A família pós-moderna tem valorizado mais as coisas do que o relacionamento com Deus. Vivemos numa sociedade que valoriza mais o ter do que o ser. Uma sociedade que se prostra diante de Mamom e se esquece do Deus vivo.

Em segundo lugar, coloque seu cônjuge acima de seus filhos. O índice de divórcio cresce espantosamente no Brasil. Enquanto os véus das noivas ficam cada vez mais longos, os casamentos ficam cada vez mais curtos. Um dos grande erros que se comete é colocar os filhos acima do cônjuge. Muitos casais transferem o sentimento que devem dedicar ao cônjuge para os filhos e isso, fragiliza a relação conjugal e ainda afeta profundamente a vida emocional dos filhos. O maior presente que os pais podem dar aos filhos é amar seu cônjuge. Pais estruturados criam filhos saudáveis.

Em terceiro lugar, coloque seus filhos acima de seus amigos. Muitos pais vivem ocupados demais, correm demais e dedicam tempo demais aos amigos e quase nenhum tempo aos filhos. Alguns pais tentam compensar essa ausência com presentes. Mas, nossos filhos não precisam tanto de presentes, mas de presença. Nenhum sucesso profissional ou financeiro compensa o fracasso do relacionamento com os filhos. Nossos filhos são nosso maior tesouro. Eles são herança de Deus. Equivocam-se os pais que pensam que a melhor coisa que podem fazer pelos filhos é deixar-lhes uma rica herança financeira. Muitas vezes, as riquezas materiais têm sido motivo de contendas na hora da distribuição da herança. Nosso maior legado para os filhos é nosso exemplo, nossa amizade e nossa dedicação a eles, criando-os na disciplina e admoestação do Senhor.

Em quarto lugar, coloque os relacionamentos acima das coisas. Vivemos numa ciranda imensa, correndo atrás de coisas. Muitas pessoas acordam cedo e vão dormir tarde, comendo penosamente o pão de cada dia. Pensam que se tiverem mais coisas serão mais felizes. Sacrificam relacionamentos para granjearem coisas. Isso é uma grande tolice. Pessoas valem mais do que coisas. Relacionamentos são mais importantes do que riquezas materiais. É melhor ter uma casa pobre onde reina harmonia e paz do que viver num palacete onde predomina a intriga.

Em quinto lugar, coloque as coisas importantes acima das coisas urgentes. Há uma grande tensão entre o urgente e o importante. Nem tudo o que é urgente é importante. Não poucas vezes, sacrificamos no altar do urgente as coisas importantes. Nosso relacionamento com Deus, com a família e a com a igreja são coisas importantes. Relegar esses relacionamentos a um plano secundário para correr atrás de coisas passageiras é consumada tolice. A Bíblia nos ensina a buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, sabendo que as demais coisas nos serão acrescentadas.

Precisamos investir em nosso relacionamento com Deus e em nossos relacionamentos familiares, a fim de não naufragarmos nesse mar profundo da pós-modernidade!

***

Fonte: Li primeiro no Hospital da Alma e compartilho no PCamaral

http://blogdopcamaral.blogspot.com.br/2012/05/familia-na-epoca-pos-moderna.html

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Série Salmo 23: Parte Final - ELE CONHECE O PASTOR!


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Existe uma historieta - não sei qual a sua origem — de um rapaz e um senhor idoso que se encontravam numa plataforma, diante de um grande auditório.

Estava-se realizando um programa especial. Numa parte dele, os dois tinham de dizer o Salmo 23 de cor. O jovem, que conhecia as técnicas da oratória e do drama, falou o salmo com a eloqüência de um grande orador.

“O Senhor e o meu pastor...”

Quando ele terminou, a platéia aplaudiu entusiásticamente, pedindo bis, para ter o prazer de apreciar novamente sua maravilhosa interpretação.

Depois foi a vez do outro. Apoiando-se pesadamente sobre sua bengala, o velhinho encaminhou-se para a frente da plataforma, e com voz fraca e trêmula, repetiu as mesmas palavras: “O Senhor é o meu pastor...”
Quando ele se assentou, os ouvintes permaneceram em profundo silêncio. 

Todos pareciam estar em atitude de oração. O jovem se levantou, e disse o seguinte:

“Amigos, quero dar uma explicação. vocês bisaram a minha declamação do salmo, mas ficaram em silêncio depois que meu amigo terminou. Por que?
Vou lhes dizer: eu conheço bem o salmo, mas ele conhece o Pastor.”

Talvez esta imagem do pastor com o seu rebanho não tenha grande significado para os habitantes das grandes cidades. Entretanto, nunca o povo da terra se pareceu tanto com um bando de ovelhas assustadas, como atualmente. Os governos das nações estão receosos uns dos outros. As pessoas tem receio do governo, de outras pessoas e de si mesmas.

Este salmo de Davi tem sido cantado através dos séculos, atravessando barreiras de raça e língua. Há vinte e cinco mil anos que ele esta sendo entesourado no coração dos homens. E hoje isto acontece mais que nunca.

Qual a razão disso? Não é somente pelo fato de ele ser uma bela peça literária, mas também porque ele ensina que, acima de todas as lutas e temores, acima das fomes e fraquezas da humanidade, há um Pastor.
E um Pastor que conhece suas ovelhas uma por uma, um Pastor que é amplamente capaz de atender a todas as suas necessidades; que guia e protege, e que, ao fim da jornada, lhes abrirá a porta do aprisco, daquela casa “não feita por mãos”.

Quando se achava no Pólo sul, o Almirante Byrd descobriu, de repente, que apesar da quietude ao redor, ele não estava sozinho. Esta sensação fez com que a fé brotasse em seu coração, e, embora estivesse “no lugar mais frio da terra”, ele sentiu o calor de uma presença reconfortante.

O Salmo 23 nos dá este mesmo senso de segurança. É por isso que ele permanece vivo no coração de todas as gentes, qualquer que seja o credo ou raça.

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Série Salmo 23: Parte 12 - E HABITAREI NA CASA DO SENHOR PARA TODO O SEMPRE


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É um espetáculo impressionante observar o movimento do centro da cidade de Atlanta às 5:00 da tarde. As ruas estão sempre cheias de gente e de carros. Todos os ônibus se acham trafegando, e sempre lotados.
O que torna isto emocionante é pensar que todas estas pessoas estão indo para casa.

O escritor John Howard Payne já se encontrava fora de casa havia nove anos. Uma tarde, ele estava à janela, e contemplava as pessoas que passavam, alegres e apressadas, dirigindo-se para casa. De repente, ele se viu dominado por um sentimento de solidão, naquele quarto de pensão, em Paris.

Com um movimento de impaciência, ele se afastou da janela. Tinha que trabalhar. Talvez ele estivesse escrevendo uma peça importante, não sei; mas não tinha tempo para sentimentalismos. Contudo, a atmosfera e a recordação de uma certa cidadezinha de Long Island não o abandonaram.
Ele apanhou um lápis e escreveu uma canção que continha em essência esta mensagem:

“Ainda que da vida e prazeres de um palácio possamos partilhar, ainda assim, mesmo que humilde e simples, nada como o nosso lar.”

Já faz mais de cem anos que isto se deu, mas as palavras desta canção ainda traduzem o mesmo sentimento, tão real para todos nós: “nada como o nosso lar”.

Todavia, quando vejo as pessoas indo para casa, sinto tristeza também. 

Sei que alguns não tem lar. Uns andam pelas ruas, procurando um quarto barato para passar a noite; outros vão para a mais cara suíte de um hotel — que, apesar de ser rica, não é o seu lar.

Já trabalhei com inúmeros alcoólatras. Várias mulheres já me disseram como foi que se tornaram viciadas em álcool. Viviam sozinhas em um quarto ou apartamento triste e vazio. Não há prazer nenhum em se viver assim. Muitas pessoas começam a beber por causa de uma situação destas.

Mais triste do que ver uma pessoa sem lar no fim do dia, é encontrar alguém que não está certo de seu relacionamento com Deus, e não tem esperanças de ir ao lar eterno; uma pessoa que, no fim da jornada da vida, só espera um túmulo escuro e o esquecimento total.

Davi encerra o Salmo 23 com um poderoso “crescendo” de fé ao dizer: E habitarei na casa do Senhor para todo o sempre.

Uma das passagens mais emocionantes do livro O Peregrino, de João Bunyan, é o trecho em que o “Sr. Mente Fraca” fala de sua esperança de chegar ao lar celestial. Ele diz:

Às vezes, recebemos maior alento para a vida, quando fixamos nosso pensamento “naquela terra que fica Além do rio que não tem pontes”. Se não fosse por esta certeza, muitas das experiências por que passamos nesta vida seriam insuportáveis.

Davi não possuía muito do conhecimento bíblico que temos hoje. ele nunca ouviu as palavras: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim, não morrerá, eternamente.” (Jo 11:25,26) 

Foi um conhecimento íntimo de um Deus como o que ele descreve no salmo 23 que lhe deu a certeza de que ao fim de sua vida ele iria para os céus.

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Série Salmo 23: Parte 11 - BONDADE E MISERICÓRDIA CERTAMENTE ME SEGUIRÃO TODOS OS DIAS DA MINHA VIDA.


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No musical “South Pacific”, Mary Martin cantava uma melodia que eu considero maravilhosa. A letra dizia: “sou como um viciado, amarrado a uma droga chamada esperança. Não consigo arrancá-la de meu coração.”

Davi disse exatamente o  mesmo, só que com outras palavras: “Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida.” Não se trata aqui da expressão de um desejo. Ele diz certamente... com toda certeza... certeza absoluta.

Davi já era idoso quando escreveu o Salmo 23. ele presenciara muitas tragédias e sofrera grandes decepções, mas também chegara a conhecer Deus melhor — um Deus que conhece as necessidades de seus filhos, e que atende amplamente a estas necessidades; um Deus que nos restaura a vida e nos livra do medo. Apesar das nuvens escuras que surgissem no horizonte, tendo um Deus como ele, o salmista estava certo de que o sol se levantaria no dia seguinte.

Estamos sempre ouvindo relatos sobre a maldade do homem e a destruição final do mundo. Sabemos da existência de bombas que podem destruir várias cidades com uma só detonação. Nós trememos ao ouvir as horríveis predições do implacável julgamento de Deus.

Entretanto, quando nossa mente se volta para este quadro do Pastor amoroso guiando suas ovelhas, de certo modo, sentimo-nos confiantes em que ele estará conosco, dirigindo-nos pelos vales escuros.

Um dos maiores educadores que já se levantou na América foi o Prof. Endicott Peabody, antigo diretor da escola de Groton. Certo dia, na assembléia dos alunos, ele disse: “Lembrem-se de que a vida nem sempre correrá mansa e calma... A grande verdade que devemos ter em mente é que a tendência da civilização é progredir sempre para o alto”.

Estas palavras ficaram gravadas na mente de um dos rapazes. Aquele estudante, cerca de quarenta anos depois, conseguiu dar um novo alento à sua nação quando disse: “A única coisa que temos a temer é o próprio medo”. Franklin D. Rooselvelt será sempre lembrado como um homem que renovou as esperanças de um país em desespero.

Muitas pessoas se julgam a caminho do desastre total. Elas se sentem mal, e deixam a mente ser dominada pela idéia de que estão doentes. Já começam o dia com um sentimento de mau presságio. Contemplam o futuro com apreensão e tremor.

Li de um professor que tem obtido muito sucesso em seu trabalho. Ele pede aos alunos para ficarem em silêncio e imaginarem a mente como um papel em branco ou uma tela cinematográfica.

Então eles projetam naquela tela um quadro mental: uma coisa boa que desejam que aconteça. Depois apagam o quadro da mente. A seguir, projetam-no de novo. O processo é repetido várias vezes até que o quadro se torne bem nítido e definido. Deste modo, ele se fixa no consciente e no subconsciente da pessoa. Por fim, o professor manda que os alunos se empenhem no sentido de tornar o quadro em realidade, mantendo sempre um espírito de oração e fé.

É notável a rapidez e a perfeição com que aquele quadro se reproduz na vida.

Paremos de prognosticar desgraças para nós e nosso mundo. Digamos como o salmista: “Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele” (Sl. 118:24).

Comecemos o dia com o coração cheio de esperança. Gravemos em nossa mente este versículo: “Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida”, e realmente será assim.


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Série Salmo 23: Parte 10 - UNGES-ME A CABEÇA COM ÓLEO; O MEU CÁLICE TRANSBORDA


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Nunca esquecerei as palavras que o técnico do nosso time de futebol americano na faculdade nos disse no primeiro treino a que compareci. Ele disse que o futebol era um esporte muito violento. e que, se quiséssemos praticá-lo, tínhamos que aceitar o fato de que iríamos sofrer algumas contusões.

Assim também é a vida. Se quisermos vivê-la, temos que esperar alguns ferimentos e mágoas. E é assim mesmo. Foi pensando nisto que Davi escreveu: “Unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.”
Quando as ovelhas estão pastando, às vezes elas cortam o focinho contra alguma pedra aguda escondida na relva. Além disso, pode haver espinheiros, e elas sofrerem arranhões e ferimentos.

Outras vezes, a subida era íngreme, e o sol estava muito quente, inclemente mesmo. No fim do dia, o rebanho estava muito cansado, sem forças.

Ao chegarem ao aprisco, o pastor se punha à entrada e examinava cada ovelha que passava. Se ela tivesse algum ferimento, ele lhe aplicava um óleo balsâmico que ajudava a cicatrizá-lo, e evitava a infecção. A ovelha ficava boa logo.

Outra peça dos apetrechos do pastor era um vaso de barro que estaria cheio de água. Era um tipo de jarro que conservava a água sempre fresca, pelo processo da evaporação. À medida que cada ovelha se aproximava, ele mergulhava na água uma grande caneca, e a estendia para o animal cheia até a beirada. A ovelha sedenta e cansada sorvia com prazer o líquido restaurador.

Todos nós nos lembramos bem de quando éramos crianças e cortávamos o dedo, ou dávamos uma topada. Logo corríamos para a mamãe, ela nos  beijava, e a dor passava. Parecia haver um místico poder curativo no seu  amor.

Agora somos adultos, mas ainda nos ferimos. Nosso coração sofre tristezas e mágoas. A consciência às vezes nos dói, como um dente infeccionado. Somos feridos também em nossos sentimentos. O mundo pode nos parecer rude e cruel. Outras vezes ficamos cansados e desanimados. A vida se torna um peso insuportável.

Aqui também vemos o terno Pastor que compreende o sofrimento de seus filhos e está sempre pronto e capaz para nos socorrer nestes transes.

Harry Lander, o famoso artista escocês, ficou moralmente arrasado quando perdeu seu filho, mas ele se encontrou com o Pastor.

Certa vez, ele deu um concerto em Chicago perante um auditório lotado.

No fim, ele teve que atender aos insistentes pedidos de bis. Afinal, quando conseguiu silenciar a platéia, ele disse tranquilamente: “Não devem aplaudir a mim e sim ao bom Deus; é ele que põe a música em meu coração.”

Notemos que Davi disse: “Unges-me a cabeça com óleo;  meu cálice transborda. Ele não disse: Unge-nos a cabeça. Ele usou o pronome no singular. Durante todo o dia, o pastor esteve cuidando do rebanho como um todo, mas quando entram no aprisco, ele as examina uma a uma.

Um de meus professores da faculdade nunca conseguia lembrar meu nome. De certa forma, eu também nunca aprendi a gostar dele. Jesus disse: “Ele chama pelos nomes as suas próprias ovelhas” (Jo 10:3). Gosto desta passagem. Faz-me sentir importante.

O salmista disse: “O Senhor... sara os de coração quebrantado... conta o numero das estrelas” (Sl. 147:2,3,4). Todo o poder do universo esta a minha disposição.

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Série Salmo 23: Parte 9 - PREPARAS-ME UMA MESA NA PRESENÇA DOS MEUS ADVERSÁRIOS


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Nossa família morou certa vez numa cidade do interior, e houve ali uma questão acerca da instalação ou não de um salão de bilhar. Meu pai foi um dos que violentamente se opuseram a ele. Lembro-me de que alguém lhe perguntou, em tom de brincadeira, se ele temia ser tentado a jogar bilhar.

Ele respondeu que não, mas que tinha filhos, e que não queria vê-los numa casa de bilhar. Ele poderia também procurar impedir que os filhos freqüentassem o local, mas preferia impedir que o salão fosse instalado. 

Esta opinião de meu pai sobre o assunto serve bem para ilustrar o que Davi queria dizer com as palavras: “Preparas-me uma mesa na presença de meus adversários.”

Nas campinas da Terra Santa, havia algumas plantas que, se ingeridas, seriam fatais para as ovelhas. Havia outras ainda que possuíam espinhos, e arranhariam o focinho do animal, provocando ferimentos sérios.

Antes de iniciar o período de pastagem, o pastor saia com um enxadão, e destruía aqueles “inimigos” da ovelha. Mais tarde, ele vinha e amontoava a erva já seca, e a queimava. Depois disso, o pasto estava pronto para receber as ovelhas. Ele se tornava, por assim dizer, uma mesa preparada para elas. Os inimigos tinham sido afastados.

Nós temos que fazer isto constantemente para nossos filhos. Nos horários em que as crianças vão e regressam da escola, há sempre uma oficial da Policia Feminina parada na esquina da rua. Ela está ali para protegê-las.

Felizmente, a escola que meus filhos freqüentam ainda não enfrentou um caso grave de uso de drogas, mas eu apóio esta atitude das autoridades municipais de manterem a vigilância, a fim de conservarem o estabelecimento livre do problema. Penso o mesmo a respeito da literatura obscena, e de outras coisas que destroem a integridade moral das pessoas. Temos que estar constantemente nos batendo contra nossos inimigos.

Se quiser obter boa colheita, o lavrador tem que fazer mais do que semear o campo. Ele tem que estar sempre limpando a roça das ervas daninhas. Assim também, o Espírito de Deus tem que estar continuamente em luta no interior do homem. Não basta pregarmos o evangelho; temos que destruir o inimigo.

Há pouco tempo meus filhos foram vacinados contra certa enfermidade. Sou grato à ciência médica por esse trabalho de prevenção e destruição dos vírus que causam as moléstias. Tanto os pais, como a ciência, o governo e a sociedade devem preparar as mesas, pela destruição do inimigo, para que a vida humana possa se desenvolver em segurança.

Outra coisa: Jesus expressou a mesma petição de Davi, quando disse: “Não nós deixes cair em tentação”. Nós sabemos muito bem que, na jornada desta vida, encontraremos inúmeros inimigos procurando nos destruir.

Muitas pessoas temem não suportarem as pressões; têm medo de errar e de cair.

Mas o Pastor de nossas almas vai à nossa frente, e nós podemos estar certos de sua proteção e de seu poder. Existe uma “vitória que vence o mundo, a nossa fé” (1 Jo 5:4).


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