Páginas

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Isaías 53.4,5 indica que a cura física durante o espaço de tempo da vida mortal é garantida através da expiação, como alegam os ensinadores da seita Palavra da Fé?

http://mantenedordafe.org/blog/wp-content/uploads/DEUS_QUE_CURA.jpg

A MÁ INTERPRETAÇÃO: Isaías 53.4,5 afirma: "Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados." Os ensinadores da seita Palavra da Fé crêem que essa passagem significa que a cura Física durante o espaço de tempo da vida mortal é garantida através da expiação. Daí, um verdadeiro crente nunca deveria ficar doente. É responsabilidade do crente tomar posse da cura que está garantida e que foi disponibilizada na expiação. Se ao crente falta a fé, ou se estiver em pecado, então essa cura que está disponível é impedida (Hagin, Word of faith, agosto de 1977, pág.9).

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Enquanto a cura física suprema está incluída na expiação (a cura que experimentaremos em nossos corpos ressurretos), a cura de nossos corpos enquanto no estado mortal (que antecede a nossa morte e ressurreição) não é garantida na expiação. Além disso, é importante notar que o termo hebraico empregado para "sarar" (napha) pode se referir não apenas à cura física mas também à cura espiritual. O contexto de Isaías 53.4 indica que a cura espiritual está em foco. O verso 5 nos diz claramente: "Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados" (v. 5 — as ênfases foram adicionadas). Devido ao fato de "transgressões" e "iniqüidades" darem forma ao contexto, a cura espiritual da miséria do pecado está em foco.

Uma quantidade numerosa de versos nas Escrituras comprova a visão de que a cura física, durante o espaço de tempo da vida mortal não é garantida através da expiação, e que nem sempre a vontade de Deus é curar. O apóstolo Paulo não pôde curar o problema estomacal de Timóteo (1 Tm 5.23), e também não pôde curar Trófimo em Mileto (2Tm 4.20),ou Epafrodito (Fp 2.25-27). Paulo falou a respeito de uma "fraqueza da carne" que ele teve (Gl 4.13-15). Ele também sofreu "um espinho na carne" o qual Deus permitiu que ele retivesse (2 Co 12.7-9). Deus certamente permitiu que Jó passasse por um período de sofrimento físico (Jó 1,2). Em nenhum desses casos foi declarado que a enfermidade fora causada por pecado ou falta de fé. Nem Paulo ou qualquer das outras pessoas mencionadas agiu como se pensassem que a sua cura estivesse garantida pela expiação. Eles aceitaram a sua situação e confiaram na graça de Deus para obter sustento. Digno de nota é o fato de que Jesus, em duas ocasiões, disse que as enfermidades seriam para a glória de Deus (Jo 9.3; 11.4).

Outras passagens das Escrituras revelam que os nossos corpos físicos estão continuamente submetidos à fadiga e a várias indisposições. Diz-se que o corpo que cada um de nós atualmente possui é perecível e fraco (1 Co 15.42-44). Paulo disse: "Ainda que o nosso homem exterior se corrompa" (2 Co 4.16). A morte e as enfermidades serão parte da condição humana, até o tempo em que recebamos os corpos da ressurreição, que são imunes a tais fraquezas (1 Co 15.51-55).Veja neste livro os comentários sobre Filipenses 2.25.

N.T.: Ler Mateus 8.16,17 para enriquecimento de conhecimentos e discussões a respeito do tema.



Resposta as Seitas - 
Norman G. Geisler e Ron Rhodes - 
CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus
 

sábado, 27 de outubro de 2012

A arte de iludir pessoas e como se prevenir

Postado por: Jeferson Silva

http://pluralesingulares.files.wordpress.com/2012/03/c3adndice-cons-consc-e1331810264641.jpg?w=630Pensar não é uma tarefa fácil, principalmente devido ao forte apelo emocional que nossa constituição física e mental proporciona. Somos seres de emoção antes de qualquer coisa.

O filósofo David Hume defendeu certa vez, que a razão é um tipo de escravo do sentimento. Para Hume a razão era uma ferramenta usada para justificar nossas emoções.

Com o desenvolvimento das ciências e dos estudos cognitivos, as afirmações de Hume pareceram em certa medida adequadas.

Sabemos que o raciocínio é influenciado em grande parte pela emoção e neste sentido o ato de pensar pode ser angustiante, motivando muitas pessoas a evitar tal prática.

Existe uma diferença entre pensar e se deixar levar. No cotidiano chamamos de influenciáveis aquelas que se deixam conduzir sem questionar o que é afirmado.

Não é por acaso que os sistemas de publicidades apelam para as emoções na hora de tentar vender um produto ou serviço, é conhecimento geral que a porta de acesso para influenciar uma pessoa é o sentimento.

Os meios de comunicação de massa também adotam uma linguagem dramatizada uma vez que esta é a mais eficiente na hora de influenciar e garantir resultados para os patrocinadores.

Isso não significa que os meios de comunicação devem ser excluídos ou condenados, o que parece adequado é que as pessoas possam detectar as inconsistências das afirmações e do próprio pensamento, confrontando seus sentimentos.

Wittgenstein defendeu que a diferença entre pensar e se deixar levar estaria no uso inadequado da linguagem, onde em geral as pessoas usam a linguagem de maneira superficial, sem prestar atenção nas consequências do que é afirmado.

O que identifica se uma afirmação é pensada ou negligenciada é a coerência e a conexão concreta com o mundo, neste sentido, quanto mais conectada com o mundo é uma afirmação, menor é a exigência de acreditarmos e maior é a possibilidade de comprovação. Acreditar e comprovar são os agentes que validam o pensamento.

A principal diferença entre uma crença e uma comprovação consiste no fato da comprovação exigir uma sequencia de fatos contextualizados enquanto que uma crença pode negligenciar as evidências.

Um termo muito usado para identificar erros do pensamento é chamado de falácia. Uma Falácia é uma afirmação pensada de maneira superficial, negligenciando as evidências, sendo fundamentada por crenças.

Muitas pessoas e instituições fazem um grande esforço para produzir erros de raciocínio aceitáveis, seja para vender um produto ou vencer uma discussão.

Fazer com que as pessoas sejam influenciadas por falácias é uma arte cada vez mais estudada e praticada no cotidiano. Hoje é consenso que a responsabilidade de não acreditar em afirmações propositadamente equivocadas é individual.  Alguns entendem que a responsabilidade não é de quem produz o engano e sim da pessoa que acredita.

Com tantas tentativas de influenciar as pessoas, torna-se importante ficar atento para identificar as falácias.

As áreas das ciências cognitivas afirmam que muito da capacidade de percepção é uma questão de pratica, sendo aconselhável para quem deseja ficar mais atento treinar a identificação de falácias.
A melhor maneira de se proteger é sempre perguntando pelo conjunto de evidências e não aceitar apenas uma evidência como verdade.

Como as crenças estão intimamente associadas aos sentimentos e estes são porta de entrada para influenciar uma pessoa, geralmente os truques para criar uma ilusão usam da crença através de algumas das técnicas de persuasão.

Uma das maneiras de convencer alguém é através do seu sentimento por outra pessoa ou pela autoridade no qual tenha adquirido confiança. Neste sentido, ao receber a informação de alguém que você gosta ou que acredita, é possível que ocorra menor questionamento sem o exercício de identificação de possíveis falácias.

É por isso que propagandas usam de atores admirados pelo publico ou de pesquisas ditas científicas.
A ideia aqui é conseguir influenciar eliminando o senso critico através do sentimento de uma pessoa por outra, ignorando desta forma a perguntar pelo conjunto de evidências.

Isso ocorre toda hora nas propagandas e nos resultados de pesquisas científicas onde somente o que interessa é publicado.

Outra forma de influenciar é através da crença relativista, esta serve muitas vezes como justificação na tentativa de se escapar das consequências. Em geral ocorre através da ideia que uma crença é sempre verdadeira para a pessoa que acredita. Você já deve ter escutado alguém dizer: “Isso pode ser errado para você, mas para mim é correto.” Ou ainda “Eu acredito e ponto final”.

Não é aconselhável esquecer que uma crença geralmente é manifestação de um sentimento e em certa medida de um desejo. Neste sentido uma crença não precisa estar relacionada com fatos verdadeiros. É possível acreditar em vida após a morte mesmo que todas as evidências apontem para a impossibilidade disso.

Sendo a crença uma manifestação do sentimento, é compreensível que aqueles que achem injusto morrer, entendam que é obrigatória a existência de uma outra vida após a morte. Observe que é possível influenciar uma pessoa apelando para o sentimento.

O segredo de influenciar consiste na habilidade de produzir crenças.

No entanto é aconselhável ficar atento para o fato das crenças não estarem conectadas diretamente com os fatos no mundo e sim com os desejos e sentimentos.

Quando alguém acredita em algo, está apenas manifestando um sentimento e não um conjunto contextualizado de evidências.

Tentar fazer você acreditar em algo consiste em motivar sentimentos e criar uma ilusão onde a pessoa terá dificuldades em ficar atento para as inconsistências e não conseguirá questionar adequadamente certas afirmações.

Para se proteger deste tipo de influência é aconselhável perguntar sobre suas emoções frente alguma afirmação. Observe se é necessário confiar/acreditar no que é afirmado ou existem e são demonstradas evidências concretas.

É importante observar a diferença sobre evidência concreta e falsa evidência.

A técnica do falso dilema é largamente usada para promover crenças com falsa evidência e confundir assim a percepção. É possível fazer uma coisa parecer outra, basta omitir certas informações.

No trabalho é muito comum pessoas se sentirem perseguidas quando de fato o que ocorre é uma simples mudança de regras ou de objetivos. Na comunicação de massa, falsos dilemas vendem e geram muito lucro.

Recentemente uma rádio local apresentou uma pesquisa que apontava para o fato do comportamento humano ser determinado somente pela genética. A rádio perguntava aos ouvintes se eles concordavam com o fato do comportamento ser totalmente genético.

O falso dilema aqui, consiste no fato de não existir pesquisa que afirme tal coisa, uma pesquisa científica não possui meios de afirmar se uma pessoa vai agir de uma determinada forma frente uma situação qualquer. Em geral, o que a ciência afirma não é sobre o comportamento humano e sim sobre o comportamento do corpo humano e suas tendências. Isso significa que geneticamente uma pessoa pode ser mais propensa a se irritar, no entanto o que ela vai fazer com essa irritação é impossível determinar. Por exemplo, é possível canalizar tal irritação para tornar-se uma pessoa mais determinada, sendo um profissional mais eficiente.

Existem muitas técnicas de manipulação do pensamento para influenciar as pessoas, basicamente a maioria delas atua no sentimento, na distração para impedir a detecção da ilusão e na ocultação e distorção dos fatos.

Para evitar certas ilusões procure:

1 – O conjunto de evidências
Poucas evidências permitem facilmente distorcer os fatos e montar um cenário que promova o falso como sendo verdadeiro. Busque sempre o conjunto das várias evidências. Não acredite, comprove.

2 – Atenção aos seus sentimentos
Para influenciar você a porta de entrada é seu sentimento, sempre avalie se você está pensando no campo da crença ou se existem diversas evidências. Se é uma crença, então fique atento. Não esqueça que acreditar é simplesmente confiar.

3 – Veja o quanto lhe estão distraindo.
Para influenciar é importante criar distrações. Normalmente se insere falácias dentro de polêmicas e dramatizações. Isso ocorre devido ao fato da pessoa acabar prestando mais atenção ao que é polêmico ou dramático e desta forma não percebe algumas inconsistências do que é afirmado.

Não se deixe influenciar,  busque pelo conjunto de evidências e observe atentamente o contexto das afirmações.

Referencias:
HESSEN, Johannes. Teoria do conhecimento. ed. São Paulo, Martins Fontes, 2003. [+]Consultar editora
MOSER, Paul. K.; MULDER, Dwayne H.; TROUT, J. D. A teoria do conhecimento. ed. São Paulo, Martins Fontes, 2004. [+]Consultar editora
NAHRA, Cinara; WEBER, Ivan Hinho. Através da Lógica. ed. Vozes, Petrópolis-RJ, 2009 [+] Consultar Editora
WESTON, Anthony. A construção do argumento ed. Martins Fontes, São Paulo, 2009. [+] Consultar Editora
WILSON, John. Pensar com conceitos. ed. Martins Fontes, São Paulo, 2005. [+] Consultar Editora
 
lhttp://blogdojsilva.blogspot.com.br/2012/07/a-arte-de-iludir-pessoas-e-como-se.html
 
 
 
 

O que nos tem ocupado?


E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também" (João 5:17).

A Alegria de Trabalhar!! (Por Paulo Barbosa)

O senhor Brown dirigia um sanatório para mulheres ricas que não tinham o que fazer. Elas permaneciam tanto tempo inativas que começaram a sofrer problemas de nervos. Elas imaginavam todo tipo de injustiça contra si mesmas e viviam murmurando a respeito de suas dores. Brown e sua esposa estavam ficando ricos com o tratamento e mimos dedicados àquelas mulheres. Um dia uma das mulheres resolveu consertar uma de suas roupas velhas para dar a uma pessoa necessitada. Outra mulher resolveu copiá-la, fazendo o mesmo. Logo, a maior parte das mulheres estava consertando roupas velhas. Após entregarem suas roupas restauradas, voltaram excitadas, comentando a maneira como cada um dos pobres havia recebido suas roupas. Como resultado, todas as mulheres passaram a fazer consertos e entregar a famílias carentes. Depois disso, senhor Brown e sua esposa verificaram que seu sanatório estava completamente vazio. As mulheres encontraram um propósito em suas vidas. O sanatório não era mais necessário.

Qual tem sido o propósito de nossas vidas? O que nos tem ocupado e o que tem motivado toda a nossa satisfação? O que tem causado a nossa frustração? Por que murmuramos tanto e por que vivemos em constante estresse?

Quando nos mantemos envolvidos em um trabalho qualquer, mesmo que seja o de consertar roupas velhas, não temos tempo para queixas, nem para inquietações, nem para angústias e desilusões. A ociosidade corrói a alma, aniquila os sonhos, destrói a esperança.
Quando o nosso envolvimento é com o trabalho de Deus, além de ficarmos livres das lamentações humanas, preenchemos nossas vidas com entusiasmo, nossos corações com júbilo, nossos dias com paz e felicidade.

Lembro com alegria do velho hino: "Trabalhar e orar; na seara e na vinha do Senhor. Meu desejo é orar, ocupado quero estar, sim, na vinha do Senhor."




quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Como prestar um culto verdadeiro?

http://www.lordfa.com/up/images/66668441115388717171.jpg
Por C. H. Spurgeon
Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes - Joel 2.13
O rasgar de vestes e outros sinais exteriores de emoção religiosa  podem ser manifestados com facilidade e, freqüentemente, são hipócritas. Sentir o verdadeiro arrependimento é muito mais difícil e, conseqüentemente, muito menos comum. Os homens atenderão às mais diversas e minuciosas normas de cerimônias religiosas que são agradáveis à carne. Mas a verdadeira é bastante humilhante, perscrutadora e completa, e não atrai o gosto carnal dos homens. Alguns preferem algo mais ostentoso, superficial e mundano.

Os ouvidos e olhos são satisfeitos, a presunção é alimentada, e a justiça própria é enaltecida.  Todavia, eles estão enganados, porque, na hora da morte e no Dia do Juízo, a alma necessita de algo mais substancial do que cerimônias e rituais em que possa confiar. Oferecida sem um coração sincero, toda forma de adoração é um fingimento e uma zombaria descarada da majestade no céu. O rasgar do coração é uma obra realizada por Deus e experimentada com solenidade. E uma tristeza secreta experimentada pessoalmente, não como um ritual, e sim como uma obra profunda e constrangedora da alma, por parte do Espírito Santo, no coração de todo crente.

Não é uma questão para ser meramente discutida e crida, mas para ser aguda e sensitivamente experimentada em cada filho do Deus vivo. O rasgar do coração é poderosamente humilhante e completamente purificador do pecado; mas, depois, é docemente preparatório para as consolações graciosas que espíritos orgulhosos não podem receber. É distintamente característico, pois pertence aos eleitos de Deus, e para os tais apenas. O versículo de hoje nos ordena a rasgar o coração, mas ele naturalmente é tão duro quanto o mármore.

Como, então, podemos fazer isto? Temos de levar nosso coração até ao Calvário. A voz de um Salvador quase morto rasgou as rochas naquela ocasião e continua tão poderosa agora como o foi naquele dia. O bendito Espírito Santo, faze-nos ouvir os clamores de morte do Senhor Jesus, e nosso coração será rasgado, à semelhança de homens que rasgavam suas vestes no dia de lamentação.

Postado por Josemar Bessa no Charles Haddon Spurgeon

Fonte: http://www.hospitaldalma.com/2012/10/como-prestar-um-culto-verdadeiro.html#ixzz29fJON2qU
Follow us: @MMarcony on Twitter | MarconyJahel on Facebook

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Teísmo Aberto ou Heresia Velada?

Teísmo Aberto ou Heresia Velada?

Alguma vez você já se perguntou se foi você mesmo quem tomou aquela importante decisão de receber a Cristo em sua vida ou se foi Deus quem a tomou por você? Já chegou a questionar se realmente tem “liberdade” de escolha para decidir por si mesmo ou se Deus já determinou todas as coisas a seu respeito? Se a sua resposta for afirmativa, é sinal de que você já experimentou a tensão que deu origem ao Teísmo Aberto – uma perspectiva teológica relativamente nova que amplia o alcance do livre-arbítrio humano e alega que Deus não conhece o futuro.
Concebido em 1980 (com a publicação do livro de Richard Rice, intitulado The Openness of God [A Abertura de Deus]) o Teísmo Aberto surgiu no cenário teológico evangélico nos idos de 1990, chegando ao centro desse palco no ano de 1994 com a publicação do livro The Openness of God: A Biblical Challenge to the Traditional Understanding of God [A Abertura de Deus: Um Desafio Bíblico à Concepção Tradicional de Deus].[1]
Clark Pinnock, um dos autores dessa última obra referida, adere ao Teísmo Aberto “porque [Deus] concede liberdade às Suas criaturas, alegra-se em aceitar o futuro como uma realidade aberta, não fechada, e em manter um relacionamento dinâmico com o mundo, não estático”.[2]
Entretanto, será que tal “abertura” é bíblica?

O contexto histórico

Há centenas de anos as pessoas lutam com dois ensinos da Bíblia aparentemente incompatíveis entre si: a determinação global e onisciente [por parte de Deus] de tudo o que acontece em Sua criação (denominada “providência” ou “presciência”) e a liberdade e responsabilidade humanas de escolher seu próprio caminho (chamada de “livre-arbítrio”). Essa antinomia bíblica apresenta a soberania divina e a responsabilidade humana numa situação de convivência mútua. Entretanto, o raciocínio humano procura solucionar a situação com a exclusão de uma delas.
As Escrituras Sagradas descrevem Deus como Criador absolutamente soberano e onisciente “que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade [...] para louvor da sua glória” (Ef 1.11-12) e para o próprio bem dEle e de Suas criaturas. Aqueles que dão ênfase a esses elementos, normalmente identificam-se com o reformador protestante francês João Calvino (1509-1564).

João Calvino (1509-1564).
Contudo, as Escrituras também descrevem a responsabilidade humana: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). Conseqüentemente, outros crêem que a visão determinista do Criador e de Seu cosmos diminui a responsabilidade do ser humano e a importância da glória de Deus. Tais pessoas têm uma inclinação para o que entendem ser uma posição mais justa, que enfatiza a natureza autônoma das escolhas humanas. Elas se identificam com o teólogo holandês Jacobus Arminius (1560-1609).
O Teísmo Aberto é uma tentativa recente de se encontrar um meio-termo aceitável.

Os argumentos

Clark Pinnock alega que o Teísmo Aberto é necessário para que as criaturas de Deus sejam expressivamente agentes pessoais livres. Essa abertura significa que Deus não determina, aliás, Ele nem mesmo sabe um resultado ou desdobramento futuro até que os agentes pessoais livres façam suas escolhas. Ao advogar tal abertura como a melhor solução para a tensão da soberania divina versus a responsabilidade humana, Gregory Boyd considera “a abertura de Deus quanto ao futuro como um dos seus atributos de grandeza”, porque, “um Deus que [...] tem a disposição de se comprometer com um determinado elemento de risco é mais sublime do que um Deus que contempla um futuro eternamente estabelecido”.[3]
Boyd insiste na idéia de que a abertura não diminui a presciência de Deus; pelo contrário, uma vez que as ações futuras dos agentes pessoais livres ainda não aconteceram, não existe nada nesse domínio que Deus tenha de saber.[4]
Entretanto, o Teísmo Aberto se apresenta como uma séria ameaça à concepção bíblica de Deus, o Deus que conhece todas as coisas – reais e possíveis – sem nenhum esforço e igualmente bem. O assunto dessa controvérsia, em vez de ser periférico e incidental, é, de fato, fundamental e danoso para a teologia evangélica.
Bruce Ware, um opositor do Teísmo Aberto, escreveu:
Nossa concepção da providência de Deus exercerá obrigatoriamente uma influência sobre o cotidiano da vida e prática cristã de inúmeras maneiras [...] cometer um erro aqui, é criar milhares de problemas, tanto teológicos quanto práticos.[5]
O Teísmo Clássico (posição na qual cremos) ensina que a onisciência soberana de Deus, de onde se origina Sua presciência, prepondera sobre a liberdade humana; essa natureza de Deus não pode ser menosprezada por uma ênfase exagerada na responsabilidade do ser humano. O fato de que a perspectiva tradicional de Deus, por vezes, é mal expressada ou ridiculariza Deus como “um monarca altivo alheio às contingências do mundo, imutável em todos os aspectos do seu ser [...] um poder irresistível que determina tudo, ciente de tudo o que vai acontecer e que nunca corre riscos”,[6] não quer dizer que o evangelicalismo clássico ignore as tensões geradas pela revelação bíblica.
O Teísmo Aberto não soluciona esse problema da antinomia bíblica. Ele simplesmente remete a discussão para um outro ponto do espectro. A questão agora, passa a ser a seguinte: o que constitui uma livre ação futura em contraste com uma futura ação que não seja livre (i.e., determinada)?
De acordo com o teísta aberto William Hasker, “um agente é livre no que se refere a uma certa ação em dado momento, se naquele momento estiver no poder do agente a capacidade de realizar tal ação e também a capacidade de abster-se dela”.[7]
Entretanto, os teístas abertos adotam um conceito de liberdade humana inadequado que chega a ser quase libertário. John Frame, em seu livro No Other God [Não há Outro Deus], explica:
Os defensores do livre-arbítrio [i.e., os libertários] afirmam que só podemos ser considerados responsáveis por nossas ações se tivermos esse tipo de liberdade radical. O princípio no qual se baseiam é bastante simples: se nossas decisões são induzidas por qualquer coisa ou qualquer pessoa (inclusive nossos próprios desejos), não se pode dizer que são decisões genuinamente nossas e, portanto, não podemos ser considerados responsáveis por elas.[8]
Na realidade, somente Deus é verdadeiramente livre. A liberdade humana é relativa. Em última análise, o relacionamento da soberania e presciência divinas com a liberdade e responsabilidade humanas está muito além do alcance da compreensão das criaturas (humanas e angelicais). Uma vez que a liberdade das criaturas é obviamente limitada (por exemplo, pela força da gravidade), é mais correto admitir a existência dessa antinomia, exaltar o caráter de Deus e permitir que a autonomia humana seja reduzida até enquadrar-se na responsabilidade biblicamente ordenada.

Os perigos

1. O Teísmo Aberto menospreza a glória divina


Na realidade, somente Deus é verdadeiramente livre. A liberdade humana é relativa. Em última análise, o relacionamento da soberania e presciência divinas com a liberdade e responsabilidade humanas está muito além do alcance da compreensão das criaturas (humanas e angelicais).
O Teísmo Aberto dá crédito à criatividade e à desenvoltura de Deus quando Ele consegue “instigar” os agentes morais livres a agirem de conformidade com os planos e caminhos dEle.
Ao perguntar-se acerca do que acontece “quando o índice de sucesso de Deus diminui”, Ware menciona que os teístas abertos reconhecem que “a liberdade possibilita que males horríveis e despropositais venham a acontecer. Embora Deus tente evitar tal sofrimento horrível, dizem eles, há muitas ocasiões em que Ele, simplesmente, não consegue evitá-lo”. Nesse caso, Deus tem que assumir a responsabilidade pelo fracasso de Seus planos.
Em lugar de um Deus temível que controla e dirige tudo o que acontece sem o mínimo esforço, temos que abrir espaço para um Deus que trabalha fazendo horas extras para se manter à frente de todas as livres decisões morais, previamente desconhecidas e inexistentes, tomadas a cada instante de cada dia.

2. O Teísmo Aberto menospreza a esperança humana

A partir de tal perspectiva, o nosso precioso versículo bíblico de Romanos 8.28, deve ser lido da seguinte maneira: “a maioria das coisas coopera para o bem, desde que Deus consiga instigar as pessoas ao meu redor”, em vez de “sabemos que todas as coisas cooperam [i.e. que Deus leva todas as coisas a cooperarem] para o bem daqueles que amam a Deus”.
Não teremos mais condição de dizer, como declarou José a seus irmãos: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer como vedes agora, que se conserve muita gente em vida” (Gn 50.20).
Se Deus consegue apenas resultados parciais na concretização de Seus propósitos, como afirmam os teístas abertos, então Ele talvez não seja bem sucedido no cumprimento de Seus propósitos para a minha vida. Porém, o apóstolo Paulo afirmou exatamente o contrário: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6).

Se Deus consegue apenas resultados parciais na concretização de Seus propósitos, como afirmam os teístas abertos, então Ele talvez não seja bem sucedido no cumprimento de Seus propósitos para a minha vida.
Ao invés de ter um Deus que não conhece aquilo que ainda está por acontecer, é confortador, e até mesmo um tanto assombroso, saber que “...não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hb 4.13).

3. O Teísmo Aberto menospreza a confiabilidade profética

Lá se foi o amor pela Palavra de Deus e por Suas promessas referentes ao futuro, as quais amamos ler e considerar. Um crítico do Teísmo Aberto disse: “imagine só o compositor do hino tentando animar os desvalidos com estas palavras: “Não sei o que de mal ou bem é destinado a mim [...] mas eu sei em quem tenho crido, o qual também não conhece o meu futuro”.

4. O Teísmo Aberto menospreza o futuro de Israel

Após rebelar-se por repetidas vezes e frustrar o plano de Deus para ela, será que a nação de Israel ainda poderia ter um restinho de esperança de que Deus cumprirá as promessas que lhe fez? Ter-se-ia que reconhecer o fracasso de Deus em Sua criatividade e poder de persuasão no passado e perder as esperanças na competência de Deus quanto ao futuro.
A conclusão inevitável a que tal pensamento leva é que a posse da Terra de Israel é uma questão de quem se apoderar dela, visto que Deus não conhece o futuro, nem predeterminou o resultado final.

Será que a nação de Israel ainda poderia ter um restinho de esperança de que Deus cumprirá as promessas que lhe fez?
Por outro lado, Paulo declara que a atual condição de Israel faz parte de um inescrutável plano de Deus para a Sua própria glória: “Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia [...] Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz” (Rm 9.16,18).
O Teísmo Aberto é uma tentativa de modelar uma forma mais conveniente de liberdade humana, à custa da concepção de Deus ensinada no Teísmo Clássico. Todavia, em seu desdobramento final, menospreza a glória de Deus para exaltar a liberdade do homem. É um esforço de produzir a conclusão final acerca de uma antinomia bíblica que está muito além da compreensão das criaturas. E, nesse intento, o Teísmo Aberto prejudica a confiança do crente tanto na providência benigna de Deus, quanto em Sua Palavra profética. (Richard Emmons - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)

Notas:

  1. Ware, Bruce A. God’s Lesser Glory: The diminished God of Open Theism. Wheaton, IL: Crossway Books, 2000, p. 31.
  2. Pinnock, Clark. “Systematic Theology” publicado na obra The Openness of God: A Biblical Challenge to the Traditional Understanding of God, da autoria de Clark Pinnock, Richard Rice, John Sanders, William Hasker e David Basinger. Downers Grove, IL: InterVarsity, 1994, p. 103-4.
  3. Boyd, Gregory A. God of the Possible, Grand Rapids, MI: Baker Books, 2000, p. 14-5.
  4. Ibid., p. 16-7.
  5. Ware, p. 13.
  6. Pinnock, p. 103.
  7. Hasker, William. “A Philosophical Perspective”, publicado na obra The Openness of God, p. 136-7.
  8. Frame, John M. No Other God: A Response to Open Theism, Phillipsburg, NJ: P&R Publishing, 2001, p. 121.

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, julho de 2006.

Revista mensal que trata de vida cristã, defesa da fé, profecias, acontecimentos mundiais e muito mais. Veja como a Bíblia descreveu no passado o mundo em que vivemos hoje, e o de amanhã também. Assine aqui »

http://www.chamada.com.br/mensagens/teismo_aberto.html

terça-feira, 9 de outubro de 2012

10 Coisas que os Jovens em um Relacionamento Sério Devem Saber

por Jared C. Wilson

http://1.bp.blogspot.com/-RHXZOCgM774/T9UTiX8fqMI/AAAAAAAAShw/S8EtYlYAPNo/s400/imagens0tumblr-dia-dos-namorados-valentine-day-FREE-photoscape-by-thataschultz-009.jpg1. O seu desejo de fazer sexo com a pessoa amada não é ruim. Seria um problema diferente para nos preocuparmos caso você não desejasse. A chave é que o desejo de glorificar a Cristo deve ser maior do que o desejo de fazer sexo com quem você ama.

2. A chave para que o desejo de glorificar a Cristo seja maior do que o desejo de fazer sexo é que essa decisão deve ser tomada repetidamente.

3. As pessoas que estão em um relacionamento sério demonstram seu melhor comportamento. Portanto, seja qual for esse comportamento agora, pode-se esperar que, com o tempo, vai “piorar”. Conforme a intimidade aumenta, as pessoas tendem a baixar a guarda. O casamento não resolve um mau comportamento, mas sim, dá a ele mais liberdade para aparecer. Garotas, se o seu namorado é controlador, desconfiado, manipulador ou te menospreza, ele ficará pior e não melhor, à medida que durar o seu relacionamento. Quaisquer que sejam as desculpas que você inventar ou as coisas que você relevar agora, ficará cada vez mais evidente e difícil de ignorar à medida que durar o seu relacionamento. Você não conseguirá consertá-lo, e o casamento não vai endireitá-lo.

4. Quase todos os cristãos que conheço os quais se casaram com um não cristão declaram seu amor pelo seu cônjuge e não se arrependem de terem se casado; no entanto, eles têm vivenciado uma dor profunda e um descontentamento com seu casamento por causa desse jugo desigual e, hoje, não aconselhariam um cristão a se casar com alguém que não seja cristão.

5. Considerar que você é especial e diferente, e que as experiências dos outros não refletem a sua, é uma visão pequena, insensata e arrogante. As pessoas que te amam e te avisam/aconselham sobre seu relacionamentotalvez sejam ignorantes. De fato, existem pessoas assim. Mas há uma probabilidade bem maior de que seus pais, seus pastores, seus amigos casados há mais tempo sejam mais sábios do que você pensa.

6. Morar juntos antes do casamento é um fator que pode matar seu casamento.

7. O sexo antes do casamento não incentiva o rapaz a crescer, ter responsabilidade e a liderar sua casa e família.

8. O sexo antes do casamento fere o coração de uma garota, talvez imperceptivelmente no início, mas sem dúvidas com o passar do tempo, conforme ela troca os benefícios de uma aliança, mas sem a segurança da mesma. Não foi assim que Deus planejou que o sexo nos trouxesse satisfação. Nunca entregue o seu corpo para um homem que não tenha prometido a Deus total fidelidade a você dentro da aliança de casamento, isso implica em prestar contas a uma igreja local. Resumindo, não entregue seu coração a um homem que não presta contas a alguém que dê a ele uma disciplina piedosa.

9. Todos os seus relacionamentos, inclusive seu relacionamento de namoro, têm o propósito maior de trazer glória a Jesus do que proporcionar a você uma satisfação pessoal. Quando a prioridade máxima em nossos relacionamentos é a satisfação pessoal, ironicamente, acabamos nos sentindo totalmente insatisfeitos.

10. Você é amado por Deus com uma graça abundante através da obra redentora de Cristo. E esse amor que nos envolve pela fé em Jesus nos dá poder e satisfação do Espírito Santo para buscar relacionamentos que honrem a Deus e, através deles, aumentem a nossa alegria.

Por Jared C. Wilson. Wilson é pastor da igreja Middletown Springs Community em Middletown Springs, Vermont (EUA) e autor de vários livros. Jared é casado com Becky, com quem tem 2 filhas, Macy e Grace.

Tradução: Isabela Siqueira. Original: 10 Things Young Singles in Romantic Relationships Ought to Know. Copyright © 2012 The Gospel Coalition, Inc. All rights reserved.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

TRAIR E ORAR, É SÓ COMEÇAR!

Dani Marques

O título te escandalizou? Ou foi a imagem? Sabe o que que mais me escandaliza, ou melhor, indigna? É saber que o adultério corre solto dentro das igrejas. Os escândalos anunciados na mídia e os muitos e-mails que recebo não me deixam mentir. Não, não estou falando de pessoas que vez ou outra traem, se arrependem genuinamente e buscam restauração em Cristo, mas sim daqueles que se dizem irmãos e vivem na imoralidade. Ou seja, o adultério e a prostituição fazem parte da sua vida tanto quanto a oração e leitura da Palavra (diga-se de passagem: leitura conveniente da Palavra). Um dos exemplos que me vem a mente, é o caso do pastor que ignorou o acento da palavra adúltera, acrescentou uma vírgula no texto e criou um justificativa para traçar sua "ovelhinha": "Vá, tome uma mulher, adultera...". Veja a diferença do texto original: "Vá, tome uma mulher adúltera e filhos da infidelidade, porque a nação é culpada do mais vergonhoso adultério por afastar-se do Senhor". Oséias 1:2.

Líderes religiosos usando a Palavra para justificar o pecado? Não preciso nem me dar ao trabalho de procurar. Tem aos montes!

Mas não podemos esquecer que adultério não envolve apenas o ato físico: "Mas eu lhes digo: qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração". Mt 5:28. "Vixi, então o negócio tá feio!" Feio? Tá feio, encardido e fedendo a estrume!
Quantos líderes religiosos lascivos estão levedando toda a massa? Pregando a Vida e vivendo na morte? Abra o cardápio da imoralidade e observe:

1 - Pastores que traem suas esposas com mulheres da própria igreja;
2 - Mulheres que sentem prazer em acentuar suas curvas para atrair olhares;
3 - Líderes religiosos frequentadores de prostíbulos;
4 - Líderes de jovens viciados em pornografia;
5 - Pastoras com fogo na periquita incendiando o "gabinete pastoral";
6 - Mulheres que usam o pretexto do aconselhamento individual para seduzir seus líderes;
7 - "Levitas" praticantes de sexo virtual;
8 - Padres pedófilos e etc.

A exortação hoje é para os que se dizem cristãos, pregam Jesus, mas não vivem o que pregam. Para os que sabem que adultério é pecado, que pornografia é adultério, mas "consideram prazer entregar-se à devassidão em plena luz do dia. São nódoas e manchas, regalando-se em seus prazeres... Tendo os olhos cheios de adultério, nunca param de pecar, iludem os instáveis e têm o coração exercitado na ganância. Malditos! 2 Pe 2:13 e 14

A vocês, Cristo tem algo a dizer: "Melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar. Teria sido melhor que não tivessem conhecido o caminho da justiça, do que, depois de o terem conhecido, voltarem as costas para o santo mandamento que lhes foi transmitido. Confirma-se neles que é verdadeiro o provérbio: "O cão voltou ao seu vômito" e ainda: "A porca lavada voltou a revolver-se na lama". Mt 18:62 e Pedro 2:1-22

"Mas Dani, como alguém que conhece a Cristo e prega a sua Palavra é capaz de fazer tal coisa?" Sinto-lhe dizer, mas isso não é novidade e nem raridade. Paulo que o diga: "É verdade que alguns pregam a Cristo por inveja e rivalidade, mas outros o fazem de boa vontade. Estes o fazem por amor, sabendo que aqui me encontro para a defesa do evangelho. Aqueles, pregam a Cristo por ambição egoísta, sem sinceridade, pensando que me podem causar sofrimento enquanto estou preso." Filipenses 1:15-17

O texto de hoje fala diretamente aos adúlteros, mas inclua na lista os caluniadores, apegados ao dinheiro, roubadores, maledicentes, injustos e depravados. Os invejosos, homicidas, que promovem rivalidades e estão cheios de engano e malícia. Também os bisbilhoteiros, insolentes, arrogantes e presunçosos. Os que inventam maneiras de praticar o mal, desobedecem a seus pais, são insensatos, desleais, sem amor pela família e implacáveis.

Calma, eu ainda não terminei: os "levitas", que cantam tão bem quanto cantam a mulher dos outros, os que tocam com tanto profissionalismo quanto tocam material pornográfico e os que falam tão bem quanto mentem. Os que mostram aparente misericórdia, mas não são capazes de demonstrar amor nem pela própria esposa, os que pregam Mateus 6:19 mas vivem Lucas 12:19, os que exaltam a atitude do bom samaritano, mas agem como o sacerdote e o levita e os que que amedrontam suas ovelhas com Malaquias 3 e se deleitam com os "frutos" deste medo. Acho que vou parar por aqui, porque a lista é grande!

"Embora essas pessoas conheçam o justo decreto de Deus, de que as pessoas que praticam tais coisas merecem a morte, não somente continuam a praticá-las, mas também aprovam aqueles que as praticam. Será que você despreza as riquezas da sua bondade, tolerância e paciência, não reconhecendo que a bondade de Deus o leva ao arrependimento? Contudo, por causa da sua teimosia e do seu coração obstinado, você está acumulando ira contra si mesmo, para o dia da ira de Deus, quando se revelará o seu justo julgamento. Deus retribuirá a cada um conforme o seu procedimento." Romanos 1:32 e 2:4-6

Não, o Senhor não leva em conta o tempo da nossa ignorância, conforme Atos 17:30, mas pra você que não é um ignorante e já conheceu o caminho da justiça, a sua ÚNICA saída é o arrependimento, antes que sua alma seja requerida e antes que a volta de Cristo te surpreenda como o ladrão na noite. E pra terminar, te desafio a se decidir entre o frio e o quente. Se optar por Cristo, mude de vida hoje, busque-o! Mas se pretende continuar se deleitando em seus prazeres, renegue-o, antes que você seja vomitado de Sua boca:

"Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca. Você diz: Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego e que está nu. Dou-lhe este aconselho: Compre de mim ouro refinado no fogo e você se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez; e compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar. Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se. Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo." Apocalipse 3:15-20

"Dura é essa palavra. Quem consegue ouvi-la? Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram!". Jo 6:60 e Mt 7:14

Dani Marques é colaboradora do Genizah

Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2012/10/trair-e-orar-e-so-comecar.html#ixzz28kQ9HlSL
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial Share Alike

‘Proibido Pescar’

http://sphotos-h.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc7/302677_471776872862554_1025762943_n.jpg
“Deus lança seus pecados confessados na profundeza dos mares (Mq 7:19)
e coloca ali uma placa: ‘Proibido Pescar’.” (Dwight L. Moody)

domingo, 7 de outubro de 2012

Algo para se sonhar a dois.

Por Pastor Ismael.

http://1.bp.blogspot.com/-M5-D60aU4-c/UFzBXCQie3I/AAAAAAAABE4/UiaDK0osUqI/s1600/casal-3.png
Mesmo depois que os casais se rendem e abraçam a fé no Senhor Jesus, infelizmente algumas mudanças que seriam necessárias em nível de caráter, de atitudes, de comportamentos, acabam não acontecendo e assim,  aquilo que eles poderiam desfrutar na vida a dois não chega até eles. Falta paz, falta alegria e o distanciamento entre eles vai aumentando cada dia mais e assim vivem uma vida medíocre.

Veja, houve um tempo em que Deus se alegrava tanto com o primeiro casal que vinha estar com ele no Jardim do Éden, ao final da tarde, na viração do dia. Eles eram transparentes, estavam nus e não se envergonhavam de nada, não havia razões para a confusão. E Deus se regozijava neles.

Mas com o pecado, à medida que os anos se passavam, os casais foram se distanciando do plano original, vieram os desvios no casamento e hoje nós estamos reproduzindo algumas coisas que vimos nossos antepassados  fazerem.

Nós também praticamos desvios, uns  mais graves , outros menos, mas enfim, todos erramos com nosso cônjuge.Uma simples grosseria entre  eles já é um desvio. E se não houver uma escolha, uma determinação de mudança, então, estaremos propagando o mal de geração em geração.

Penso que cada casal cristão deveria ter como um sonho  a vontade de resgatar essa alegria em Deus,  esse prazer que um casal pode provocar Nele. Penso que deveríamos lutar com todas as nossas forças, fazer investimentos para que os desvios deixassem de acontecer, e assim  Deus poderia estaria com eles em maior intimidade e  proximidade.

Interessante que é nesse sentido o apelo de Paulo à Igreja de Éfeso, onde no capítulo 4 ele  fala sobre mudanças necessárias no caráter dos irmãos, quem roubava não deveria roubar mais, quem mentia não deveria mentir mais, e outras  práticas malignas deveriam ser abandonadas. O ódio deveria ser deixado, todos deveriam tomar cuidado com o pecado da boca, da acusação, e o amor ser buscado como algo novo, em mudança de comportamento.

Os cristãos deveriam, na verdade, abandonar por completo as práticas do velho homem, daquele que não se regenerou, e adotar condutas de um novo ser, homens e mulheres transformados à partir da renovação da mente, do modo de pensar.

Creio que esse é o recado de Deus para os casais cristãos: Tem que haver mudança!! Não podemos continuar reproduzindo os desvios que são próprios do velho homem, como o adultério, a poligamia, a redução da esposa a condição de objeto, a agressividade, as brigas, os enganos, as trapaças, a pornografia, o divórcio descabido e abusivo e outros mais.

Eu acredito ser  possível resgatar  o  regozijo de Deus,  possibilitando que Ele venha estar com o casal na viração do dia, quem sabe no quintal de sua casa, ou na sua sala de estar, ou ainda, no quarto do casal. Onde se encontrar um casal apaixonado, que não se agride,  e se amam com profundidade, então, ali o Senhor estará com eles.

O marido seria aquele que se satisfaz sexualmente com sua própria mulher, que ama estar com ela, somente com ela, com um compromisso firme, para toda uma existência. Ele seria o promotor do bem estar dela, tratando-a com carinho, com doçura, sem medo de perder sua autoridade, afinal,  qual mulher não gostaria de  ter um homem assim ao seu lado, um protetor e provedor,  um homem que a ame, que a trate com delicadeza e bondade, que faz dela uma rainha.

A esposa seria a mulher de provérbios 31, uma mulher moderna, que olha para dentro de sua casa, se preocupa com o bom andamento da família antes de qualquer coisa, à começar pelo bem estar de seu marido, ao qual honra e lhe dá dignidade. Uma mulher criativa,  que tem seus empreendimentos fora do lar, entretanto, sem transferir responsabilidades domésticas para outros, sem terceirizar aquilo que lhe é próprio.

As esposas devem se lembrar que foram enviadas por Deus para o marido, portanto devem ser dignas disso, ela deve ser o melhor de Deus para ele. O homem, por sua vez, deve se perguntar se também é um grande marido ou não.

E assim, os dois juntos,  pertencendo-se , cuidando-se  mutuamente,  se satisfazem,  se complementam e cumprem com  o papel esperado por Deus, de representá-lo nesta terra,  de gerar filhos poderosos, gente boa, gente bonita espiritualmente, gente trabalhada no seu caráter, gente para povoar o céu.

Pense comigo, o Brasil está se transformando num país evangélico, mas e daí, as coisas continuam como dantes, a maldade, a falta de amor, a violência contra a esposa, o adultério, o adultério virtual, o divórcio, o abandono da família,  estão todos aí, presentes nas vidas das pessoas, inclusive na vida dos crentes.

Voltar a ser um casal que agrada a Deus, esse é um motivo para se sonhar, um desafio , um sonho para toda uma vida, um sonho que traz Deus para mais perto.

Pense nisso.... faça algo, ... mude,... provoque mudanças... para o  bem do casal e para o regozijo de Deus. 


O que é ser uma ajudadora?

Por Pastor Ismael Roselei de Carvalho.

http://sphotos-a.xx.fbcdn.net/hphotos-ash3/562666_304190942985013_830881085_n.jpg Outro dia uma cristã me perguntou : 
“ Pastor , o que é ser uma ajudadora do marido? É quando a mulher escolhe apenas trabalhar em casa e cuidar da família, desistindo de sua vida lá fora?”

Ao que lhe respondi: “ Vamos buscar respostas na própria Bíblia , que tal dar uma olhada o que diz o texto de Provérbios 31, penso que ali você pode encontrar um exemplo de uma grande ajudadora”. – Essa foi a minha resposta.

E agora, quero compartilhar através deste artigo um pouco sobre essa questão usando o referido texto.

Vamos considerar seis aspectos relevantes dessa mulher ajudadora, que era uma mulher imaginária, mas que é perfeitamente identificável entre as muitas mulheres  tementes a Deus que conhecemos.

1-      Seu caráter como esposa: Ela goza de conceito e da confiança do marido, e por isso, ele não deixa faltar nada a ela. Ela participa do sucesso dele, um homem  respeitado no lugar, um líder. É elogiada por ele e pelos filhos, a ponto dele dizer que existem muitas mulheres interessantes, mas que ela é incomparável. Ela lhe faz o bem , aumenta a alegria e diminui as tensões, os conflitos e não provoca o mal. Veste-se com elegância e bom gosto.

2-      Sua devoção como dona de casa:  Ela se levanta antes do sol nascer e prepara alimento para os de  sua casa, distribui os trabalhos domésticos entre suas empregadas. Tem ânimo e força para realização de suas tarefas , não esmorece com facilidade. Administra bem o seu lar,  é uma trabalhadora por excelência.

3-      Sua generosidade para com os mais necessitados: Abre sua mão e seu coração ao menos favorecido, contribui para minorar o sofrimento alheio.

4-      Sua influência como mestra: Fala com sabedoria e bondade, não perde tempo com vãs  conversações, a bondade está nos seus lábios, e o exemplo no seu dia a dia.

5-      Sua eficácia como mãe:  Cuida bem dos filhos, e é por eles admirada pela sua força. Com suas próprias mãos faz roupas  quentes no inverno tenebroso,   e alimentos. Eles não passam frio, pois sua mãe não tem preguiça, faz do seu lar um lugar aconchegante e prazeroso.

6-      Sua excelência como pessoa: Sabe olhar para o interior de sua casa, mas também sabe viver a vida lá fora. Produz agasalhos para a família, e também os vende, aumentando a renda da casa. É empreendedora, faz bons investimentos, examina uma terra e a compra e nela faz plantios e colhe os frutos para o consumo e o comércio. Não tem medo das adversidades, pois está preparada para enfrentá-las. Está tranquila com relação ao futuro, pois é pessoa previdente. Perseverança e brilho pessoal  são suas marcas, e acima de tudo é  mulher temente a Deus.

Isso é ser ajudadora, é estar ao lado do marido, cuidando dele, e recebendo em troca amor , carinho e admiração. Ajudando na manutenção da casa, na educação dos filhos e ainda, encontrando tempo para suas atividades extra casa, aumentando  com seu trabalho o patrimônio da família,  e se não bastasse, ainda se envolve com os mais necessitados e encontra tempo para Deus.

sábado, 6 de outubro de 2012

Tamanho GG...

http://25.media.tumblr.com/tumblr_l7tcajAhTA1qdq65no1_500.jpg 

É uma história verdadeira.

Minha amiga trabalha em um brechó de um hospital, como voluntária.
Certo dia adentrou na loja uma certa "senhora bastante obesa", e de cara a minha amiga pensou que não tinha nada na loja na numeração dela. Se sentiu apreensiva e constrangida naquela
situação, vendo a senhora percorrer as araras em busca de algo que minha amiga sabia que ela não encontra

ria.
Ficou angustiada, porque não queria que a senhora se sentisse mal pelo tamanho das peças de roupas, se sentindo excluída e fazendo a questão sobre o seu sobrepeso vir à tona de forma implícita.
Naquele momento minha amiga orou a Deus e pediu que lhe desse sabedoria para conduzir a situação evitando que a cliente se sentisse excluída ou humilhada na sua autoestima.
Foi quando o esperado aconteceu. A senhora se dirigiu à minha amiga e disse tristinha:
“É... não tem nada grande, não é?
E a minha amiga, sem até aquele momento saber o que diria, simplesmente abriu os braços de uma ponta a outra e lhe respondeu:
“Quem disse??? Claro que tem!! Olha só o tamanho desse abraço! - E a abraçou com muito carinho.
A senhora então se entregou àquele abraço acolhedor e deixou-se tomar pelas lágrimas exclamando:“Há quanto tempo que
ninguém me dava um abraço.”
E chorando, tal qual uma criança a procura de um colo, lhe disse:“Não encontrei o que vim buscar, mas encontrei muito mais do que procurava".
E naquele momento, através dos braços calorosos de minha amiga, Deus afagou a alma daquela criatura, tão carente de amor e de carinho.
Quantas almas não se encontram também tão necessitadas de um simples abraço, de uma palavra de carinho, de um gesto de amor.
Será que dentro de nós, se procurarmos no nosso baú, lá nas prateleiras da nossa alma, no estoque do nosso coração, também não acharemos algo “grande” que sirva para alguém?

Um abraço tamanho GG para você!
(D.A.)