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sábado, 29 de dezembro de 2012

6 planos de leitura bíblica super legais




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Sempre que começa um ano fazemos planos, projeções, traçamos sonhos. Isso é muito bom! Só não é bom quando esquecemos de traçar objetivos espirituais e de comunhão com Deus. Pensando nisso, resolvi publicar alguns planos de leitura bíblica para ajudá-lo a estudar a Palavra de Deus e crescer espiritualmente.
Escolha o método que mais se adéqua a você e comece o ano lendo a Bíblia!

1 – Quadro de leitura bíblica. Aqui temos um quadro onde você pode marcar o que for lendo. Além disso, tem algumas dicas de como você deve ler a Bíblia. Ideal para você ir acompanhando o que vai lendo.
Quadro de leitura da Bíblia – Clique aqui para abrir

2 – Plano de leitura para novos convertidos em 3 fases. Esse plano de leitura é ideal para quem ainda tem pouco tempo de conversão ou ainda não tem muito conhecimento da Bíblia. Ele traz três sequências interessantes de leitura que te fará conhecer os principais pontos da Bíblia em pouco tempo. Vale a pena fazer esse plano de leitura!
Plano de leitura bíblica para novos convertidos – Clique aqui para abrir

3 – Plano de leitura bíblica em 1 ano. Nesse plano você tem descritos quais capítulos da Bíblia precisa ler por dia para terminar a leitura em um ano. É um plano bem interessante, já que exige apenas uns 15 a 20 minutos de leitura por dia.
Plano de leitura da Bíblia em um ano – Clique aqui para abrir

4 – Plano de leitura da Bíblia em 3 meses. Esse é uma dos plano mais arrojados de leitura da Bíblia. Vai exigir cerca de 1 hora de leitura por dia. Quem quiser topar o desafio, vá em frente.
Plano de leitura da Bíblia em 3 meses – Clique aqui para abrir

5 – Plano de leitura da Bíblia para crianças. As crianças também devem ser incentivadas a ler a Palavra de Deus. Por isso compartilho um plano super legal que visa incentivar as crianças a ter um momento super divertido de leitura da Bíblia.
Plano de leitura da Bíblia para crianças – Clique aqui para abrir

6- Plano de leitura bíblica em um 1 ano em Excel. Para quem gosta de acompanhar suas leitura com gráficos e informações adicionais, esse plano é super legal.
Plano de leitura bíblica em 1 ano em Excel – Clique aqui para abrir

Blog Esboçando Idéias 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Feliz Natal porque Jesus nasceu em Belém e em nossos corações também.

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por Kézia Emiliana

Natal pra mim é celebração pelo nascimento de Jesus,
Se ele não tivesse nascido, como Ele cresceria, se tornaria homem
E teria um ministério tão perfeito nessa terra?
Como Ele morreria e ressucitaria ao 3º dia?
Nós devemos celebrar a completa obra de Jesus:
Seu nascimento, sua morte e ressureição,
Não teriamos um sem o outro.

Desde os primordios da era cristã pessoas ditas eruditas
querem por em duvida a plena encarnação e a humanidade de Jesus.
Jesus nasceu 100% homem, 100% Deus.
A divindade se encarnou, por isso seu nome é Emanuel, Deus Conosco.

Sou contra um Natal consumista, supersticioso.
Que idolatra arvores, enfeites, presentes e papai noel
E esquece que o maior presente é Jesus.

Por isso quando desejo a alguém Feliz Natal,
Estou desejando que em seu coração Jesus ja tenha nascido
e esteja fazendo morada, sendo Senhor e Salvador de sua vida.

Então é com esse sentimento, de boas novas de salvação,
Como os anjos proclamaram que na cidade de Davi,
um dia nasceu o Salvador que é Cristo, o Senhor.
É que desejo a vocês um Feliz Natal,
De celebração ao unico digno de honra e louvor
Jesus Cristo, o Filho de Deus, Emanuel.


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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O que aconteceria se parássemos de comemorar o natal?


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Por André Sanchez

Nos últimos anos têm aumentado o número de inimigos do natal. Que os ímpios distorcem totalmente o sentido dele – e de muitas outras coisas nesse mundo – não é novidade, porém, nos últimos anos, um bom grupo de crentes resolveu também distorcer seu sentido e simplesmente desistir do natal, aboli-lo de suas vidas e até de suas igrejas. Os argumentos são vários: Jesus não nasceu dia 25 de dezembro, a árvore de natal, os presépios e o dia do natal têm origem pagã, a data se tornou comercial, a bíblia não manda comemorar o natal, etc., etc., etc.

Eles simplesmente resolveram desistir do natal baseados em argumentações diversas (e tenho que dizer absurdas). Até mesmo os reformadores, que em sua maioria eram a favor do natal, segundo eles, estavam errados! A hinologia cristã natalina também estaria equivocada e deveria ser abandonada… tudo que se construiu em torno do natal estaria errado, seria tudo satânico, demoníaco!

Resolvi, então, fazer um breve exercício, ouvir essas vozes contrárias e dar valor a elas, buscando compreender como seria o natal na sociedade sem que os crentes verdadeiros comemorassem o natal de Jesus Cristo. Vejamos como seria:

Se parássemos de comemorar o natal nada mudaria na sociedade de consumo, pois essa é a melhor data de vendas para o comércio. Pelo contrário, eles teriam ainda mais liberdade para implementar cada vez mais a visão mercadológica no natal, já que os defensores do verdadeiro natal não mais o defenderiam. Haveria muito mais espaço para essa visão errônea, que já vem sendo implementada há algum tempo.

Se parássemos de comemorar o natal o papai Noel continuaria a ser o símbolo de amor e bondade do mundo natalino mundano e reinaria cada vez mais soberano como um grande símbolo do natal da sociedade e se transformaria no maior de todos os símbolos do natal.

Se parássemos de comemorar o natal os presépios seriam retirados, as igrejas não cantariam mais seus hinos falando sobre o verdadeiro sentido do natal, o nascimento do Salvador, Jesus Cristo. Os corais não mais declarariam em uníssono sobre a mais bela demonstração de amor de Deus pela humanidade. As músicas que reinariam seriam aquelas compostas para glorificar a visão da sociedade sobre o natal.

Se parássemos de comemorar o natal teríamos uma grande oportunidade a menos de declarar às pessoas a obra salvífica de Jesus, que foi plenamente implementada na concretização de seu nascimento. Perderíamos uma grande data de evangelismo, de mostrar ao mundo a boa nova de grande alegria.

Se parássemos de comemorar o natal cederíamos mais uma data para que o mundo tomasse posse dela e a usasse para a glória do deus deste século como lhe aprouver.

Se parássemos de comemorar o natal ficaríamos com um vazio em nosso ano de comemorações cristãs, pois um dos pés do tripé de comemorações da obra salvadora de Cristo (nascimento, morte e ressurreição) seria simplesmente retirado. Somente comemoraríamos sua morte e ressurreição na páscoa – mas não sei também até quando, pois a páscoa segue o mesmo caminho do natal e logo será também satanizada.

Se parássemos de comemorar o natal…
E VOCÊ, O QUE ACHA QUE ACONTECERIA SE PARÁSSEMOS DE COMEMORAR O NATAL?

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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A Submissão da Mulher

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Efésios 5.22-24
(22) Mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, como ao Senhor, (23) pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador. (24) Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos.

PRESSUPOSTOS GERAIS
1. Entendemos que a Bíblia ainda é o livro que rege as nossas vidas. Por ser a Palavra de Deus, a ela nos submetemos, a ela, não à interpretação, que varia e muda. Somos cativos da Palavra de Deus, não da interpretação, seja ela de cristãos ou de não cristãos, e nem da ideologia de nosso tempo, que muda como muda o tempo. Mesmo assim, a Bíblia nos fala de princípios, que são imutáveis, porque inspirados por Deus, que conhece o tempo e não muda com ele. O que nós pensamos deve estar em conformidade com a Bíblia, não com a nossa interpretação, mas com o texto, que precisamos nos expor a ele para que ele nos exponha o conselho de Deus, o verdadeiro conselho de Deus, não o nosso, que tentamos tornar divino.

2. Mesmo que o contexto histórico em que surgiu o conselho de Deus, este conselho continua sendo de Deus, mesmo que o contexto seja outro, e será sempre outro. O contexto, no entanto, é fundamental para entendermos o sentido do texto e para o aplicarmos ao nosso contexto.

3. Por mais elevados que sejam os padrões bíblicos para as nossas vidas, são padrões para nós. Se nós nos comprometermos em os viver, seremos felizes. Precisamos saber que os padrões bíblicos se inscrevem numa ordem espiritual, não numa ordem natural; para ficarmos com os padrões naturais, não precisaríamos da Palavra de Deus. É a realidade que deve se conformar à Palavra de Deus, e não o contrário.

PRESSUPOSTOS ESPECÍFICOS
1. O ensino paulino sobre a mulher está adiante do seu tempo.
A sociedade romana, em relação a família, era muito diferente da nossa. O casamento romano não tinha nada a ver com amor. Era arranjado pelas famílias. Quando casada, uma mulher romana estava sob a jurisdição do seu marido ou do pai dela, dependendo do tipo de contrato celebrado. Liberdade para mulher só quando era infértil e tinha que voltar à casa do pai. O propósito do casamento era garantir a sucessão familiar, para que os espíritos dos mortos fossem honrados.
A razão para o casamento não era o amor, mas a procriação. Por esta razão, o divórcio era natural quando a mulher não pudesse cumprir esta sua função. O homem geralmente era promiscuo, naturalmente. Algumas esposas também o eram, mas discretamente, porque seu gesto poderia ser considerado infidelidade. O do homem, não.
Um homem geralmente se casava aos 30 anos, e uma mulher aos 18, ou antes. Cabia ao homem ensinar essa adolescente a viver na nova casa, uma casa onde havia escravos e era semi-pública; não era um refúgio como o nosso lar hoje. A expectativa média de vida da mulher na Roma antiga era, no máximo, de 30 anos. Eis o epitáfio de uma destas mulheres (Vetúria): casada aos 11, mãe de seis filhos e falecida aos 27.
As mães precisavam ter muitos filhos, porque não se sabia quantos sobreviveriam. Os maridos da aristocracia esperavam que suas esposas estivessem permanentemente grávidas. Os pobres, não, por falta de recursos para sustentar os filhos. As mulheres não podiam escolher ter ou não ter filhos. Além da maternidade, as mães podiam participar da educação dos filhos.
As mulheres não tinham qualquer possibilidade de escolha pessoal. Elas estavam sempre sob a supervisão dos seus pais, parentes masculinos e maridos, que geralmente as beijavam na boca... para sentir se tinham bebido vinho, algo proibido para mulheres, por estimular ao adultério.
O mundo romano antigo era a cultura patriarcal, com os homens controlando todas as posições de poder. Mulheres e crianças não tinham qualquer poder. (MASON, Moya K. Roman Women: A Look at their Lives).
Uma mulher raramente acompanhava seu marido e filhos às refeições. E só podia comer quando acabasse a conversa à mesa, onde não podia se assentar, mas num banco ao fundo.
Na família romana, portanto, a idéia de igualdade no lar simplesmente não existia.
Se as mulheres de nosso tempo tivessem consciência desta informação, seriam menos resistentes aos ensinos do apóstolo Paulo, que promove uma revolução, ao pedir algo absurdo para o seu tempo: que os homens amem e respeitem suas esposas.

2. Para entendermos a recomendação paulina acerca da submissão, precisamos ler tudo o que o apóstolo fala sobre elas em suas epístolas. Ele não se contradiz e com ele aprendemos, entre outras afirmações:
- "No Senhor, todavia, a mulher não é independente do homem, nem o homem independente da mulher. Pois, assim como a mulher proveio do homem, também o homem nasce da mulher. Mas tudo provém de Deus" (1Coríntios 11.11-12).
- "Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus" (Gálatas 3.26-28).

3. Embora possamos ter algumas dúvidas sobre como entender a recomendação paulina acerca da submissão da mulher, podemos ter certeza do que o texto não diz:
. Paulo não diz que a mulher não pode ocupar funções de liderança, inclusive de ser pastora. Quem lê o livro de Atos dos Apóstolos e as cartas paulinas nota, com abundância, a consideração que tinha para com elas em seu ministério.
. Paulo não aplica a submissão da esposa a todas as áreas da experiência humana. A instrução é específica ao contexto da vida de uma família cristã e não se aplica à política, aos negócios e nem mesmo à igreja.
. Paulo não recomenda que a esposa deve obedecer ao seu marido, como se não tivesse gosto ou vontade próprios. Filhos e servos devem obedecer. Esposas devem se submeter. Portanto, quando fala dos deveres dos filhos e dos servos, Paulo pede que obedeçam a seus pais e a seus senhores (hupakouete). Quando orienta as esposa, ele pede que se submetam (andrasin). Esta diferença não pode ser ignorada para entendermos o sentido da instrução paulina. A diferença não pode ser desconsiderada. A mulher não deve se esconder atrás desta submissão para se livrar de suas responsabilidades, como Eva tentou fazer. Safira foi tão culpada quanto Ananias, e morreu junto com o marido porque também pecou. A mulher tem o direito e o dever de discordar do seu marido, se for o caso.
. Paulo não autoriza o marido a tratar sua esposa como pessoa inferior, como se fosse ele um déspota que reinasse sobre sua mulher. Paulo não autoriza o marido a tratar sua esposa como uma criança a ser cuidada, porque incapaz. Paulo não admite que o marido possa desrespeitar sua esposa, humilhando-a (porque ela não trabalha fora, por exemplo), vigiando-a (por causa do ciúme doentio), proibindo-a disto ou daquilo (estudar, trabalhar fora, participar de uma igreja), tratando-a como empregada ou prostituta particular, sufocando-a em suas necessidades. Paulo não sinaliza que o marido pode cometer violência, física ou psicológica, contra sua esposa, porque Deus não é cúmplice da covardia.

O SIGNIFICADO DA SUBMISSÃO DA MULHER AO MARIDO
1. Marido e mulher são seres diferentes.
A submissão feminina, biblicamente entendida, é o reconhecimento das diferença de gênero. Homem e mulher são diferentes, logo têm papéis diferentes, que devem ser valorizados. Ambos podem se destacar no mundo dos negócios, da política, da educação e da ciência, mas há papéis, biologicamente ou culturalmente dados, que cabe a cada um. No desenvolvimento destes papéis, homem e mulher, marido e esposa, são complementares.
Tornou-se politicamente correto afirmar a igualdade absoluta entre masculino e feminino, mas esta assertiva é equivocada se não incluir a dimensão da diferença, sem superioridade, sem inferioridade.
Casados, seu casamento terá futuro quando, vocês entenderem, valorizarem e cultivarem suas diferenças. Seu casamento enfrentará turbulencias quando um desejar mudar o outro naquilo que tem de diferente.

2. A submissão feminina, biblicamente entendida, é a afirmação que o relacionamento entre marido e mulher deve ser exclusivo, no sentido de ser um para o outro. O amor e o cuidado devem ser mútuos, com um servindo ao outro. Nem homem nem mulher é mais importante do que o outro aos olhos de Deus (Gálatas 3.28), pois Deus os criou à sua imagem (Gênesis 1.27) e os tornou co-herdeiros do dom da graça da vida manifestado em Cristo Jesus (1Pedro 3.7).
Casados, gastem tempo juntos; façam planos juntos; criem juntos seus filhos; ensinem-nos juntos sobre a bênção da fé cristã. Quanto mais tempo gastarem juntos e quanto mais servirem um ao outro, quanto mais se deixaram preencher por Deus e quanto mais crescerem na semelhança de Cristo, mais terão do amor, da alegria e do poder do Espírito Santo em suas vidas. Autor anônimo. What's a marriage for? a word from Ephesians 5:18-33. O casamento é o espaço da cooperação.

3. A submissão feminina, biblicamente entendida, quer dizer que uma família precisa de uma liderança. Nenhum organismo social vive sem uma liderança. Nem mesmo uma família, que precisa de uma liderança para o planejamento do futuro e para a tomada de decisões. Marido e mulher podem inclusive se especializar na liderança. O casal pode combinar, por exemplo, que a gestão financeira poderá ficar sob a responsabilidade daquele que for mais capaz (isto é, daquele que sabe gastar menos...)
Uma eventual especialização não altera o papel do homem na vida familiar. Muito do que há de pior nas famílias advém da omissão masculina. Portanto, numa situação ideal, em que o casal busca a plenitude do Espírito Santo, a liderança é masculina. No entanto, vivemos num mundo decaído, presentes o abandono, a infidelidade, a insanidade, a violência doméstica e a dependência química.
Nessas condições de exceção, a esposa deverá tomar a liderança do casal e da família, para que a tragédia não seja maior.
Uma esposa abandonada não pode esperar que o marido ausente lidere a família; esta tarefa tem que ser assumida por ela, se não quiser que a fome campeie e a desagregação se estabeleça de modo definitivo.
Uma esposa sabidamente traída precisa assumir sua dignidade, não esperando que um marido adúltero diga a ela e a seus filhos como devem agir. Um marido infiel está moralmente incapacitado para liderar a família.
Uma esposa física ou emocionalmente agredida por seu marido está desobrigada em aceitar a violência como decorrência da liderança masculina. A violência de um homem contra sua esposa é uma demonstração de insanidade, que o desqualifica como líder. A mulher tem o dever de preservar sua saúde física e emocional, buscando uma delegacia, se for o caso, para denunciar seu cônjuge.
Uma família em que o marido/pai ficou enfermo mentalmente não deve esperar que ele assuma seu papel de líder enquanto precisa de recuperação. Ele deve ser respeitado, amado, querido, mas não pode ter sobre si mais este peso, que o debilite ainda mais. A esposa precisa assumir a liderança da casa e até do tratamento do esposo.
Uma família em que o marido/pai se tornou dependente de drogas, seja o álcool ou os tóxicos, não pode permitir que um homem com esta dependência lidere a casa, sob pena de um naufrágio coletivo, uma vez que a dependência devasta a saúde física, emocional e financeira de uma família. A esposa deve assumir a liderança e investir na recuperação do esposo.

4. A submissão feminina, biblicamente entendida, tem o mesmo peso que o amor masculino. Devem as esposas se submeter a seus maridos? Sim. Mas os maridos devem amar as suas esposas. Amar é a forma masculina da submissão feminina.
A submissão feminina e o amor masculino deve ser no Senhor, o que quer dizer que a submissão e o amor são dedicados primeiramente ao Senhor. Ambos são para honrar ao Senhor. Não são os maridos os primeiros destinatários da submissão e as mulheres os primeiros destinatários do amor, mas o Senhor; maridos e mulheres são destinatários em segundo plano. É por isto que o casamento é mais que um contrato entre duas pessoas; na verdade, é um espelho entre Cristo e a igreja. Ele reflete Cristo e ela reflete a Igreja. (BRAND, Chad. Christ-Centered Marriages: Husbands and Wives Complementing One Another).

5. O ideal da submissão feminina e do amor masculino, no casamento, se aplica à questão da liderança masculina. Paulo afirma que "o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador" (verso 23).
Mais uma vez, estamos falando num plano espiritual, não natural. No plano natural, a legislação brasileira não estabelece mais o marido como chefe da família. Ao fazê-lo, a lei apenas reconheceu o que acontece em muitas comunidades: há famílias sem maridos e pais, com as mulheres acumulando as duas funções; há famílias com maridos presentes mas ausentes nos seus compromissos e deveres. Num documentário recente, na televisão, ouvi uma mulher dizer: "eu chegava, punha a conta na mesa; se eu não pegasse, o papel ficaria velho; ele só queria beber".
Numa família que procura viver sob o Espírito de Deus, o padrão é outro. Nela o marido assume o seu papel, amando a sua esposa, amando os seus filhos, sem se impor com frases do tipo "aqui quem manda sou eu", próprias dos fracos.
Maridos, lamento dizer que a liderança tem um peso e não é sobre a mulher; é sobre o marido, que deve se comportar com sua esposa como Cristo se comportou em relação à igreja. Jesus Cristo, "embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!" (Filipenses 2.6-8) Preciso ler mais algum texto?
Submissão é uma atitude do coração, não um ato. Um casamento triunfará se for entre iguais. Um casamento entre iguais vai além de papéis e fórmulas. Só o casamento entre iguais permite a verdadeira intimidade. O casamento é o espaço da comunhão entre iguais.
Se for baseado na autoridade, o casamento fracassará, mesmo que os dois continuem coabitando. O relacionamento no casamento não é de hierarquia, com o marido no trono e a mulher no chão, mas de parceria.

Isabel Cristina Paitax


Sanctus Delirious

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- Igrejas!! Igrejas!! Meu reino por uma Igreja!
- Igrejas!! Igrejas!! Uma Igreja do Reino!
Gritava o sujeito nas ruas com uma Bíblia mão. Apesar de toda algazarra pouca atenção atraia. Até que um passante, indiferente, mas querendo sossego, protestou:
- Pra quê tanta celeuma? As placas estão aí, escolhas uma e te conforma.
Suspiros profundos, mãos na cabeça:
- Não quero a igreja da placas, elas já não dizem nada, são nauseantes, repulsivas, muitas delas exalam a podridão mística das coberturas idolátricas dos fantoches de Mamon.
Eis que outro se aproximou, e com nítida irritação retruca:
- Cale-se! Acaso atentas contra os ungidos? Recolha-se em seu nada ou venha ao sacrifício.
Olhos fitos, semicerrados, mas de tal modo penetrante que fez seu interlocutor baixar a vista:
- Não sabia que eram ungidos, nem parecem! Pois seus modos, seus feitos, suas falas, seus “evangelhos” de tão idênticos aos senhores e as coisas da terra, embaçaram minha visão que nem vi unção, embora tenha visto bastantes cifrões.
 - Eis aí mais um frustrado! Cachorro morto! Chutai-o longe para não atrapalhar o culto – ameaçou um grupo indignado.
Corpo e indicador em riste, olhar firme e sem medo, a ponto de fazer recuar os salientes agressores:
- O cheiro fétido da rapina de vossos cultos enfastia-me o olfato, o vômito de vossas crenças inúteis embrulha-me o digestivo, o putrefato de seus sacrifícios enoja-me o espírito, a ganância torpe de vossa fé escandaliza o meu Deus.
- Cala-te!
- Cala-te!
- Cala-te!
Gritavam as turbas, os montes, as cavernas, os “crentes”, descrentes, os paletós e as gravatas...
Levantando a Bíblia acima de sua cabeça bradou:
- Não sou eu quem grita. Não sou eu quem brada. A Palavra vos acusa. A Palavra vos condena. A Palavra vos expõe. Os céus são testemunhas e até as pedras falarão por mim. A voz que lhes cortam é a mesma que os séculos não calaram, pois divina, eterna e poderosa ela é. E corta... Espírito – alma, juntas e medulas...
Alguém passando apressadamente, sandália de dedos e compras na sacola, olha com desprezo e ironiza:
- Já não basta tanta igreja e este besta criando drama.  Veja, há uma logo ali, outra aqui e aquela lá. Vai-te! Pois em qualquer caminho é “amém igreja!”.
Caem-lhe os joelhos ao chão. Ergue os braços aos céus:
- Não! Não quero a igreja – metas e seus matemáticos pastores, pois suas ovelhas são números e não gente. Não quero a igreja – propósitos e seus pragmáticos pastores, pois suas ovelhas são frutos do estresse planejado. Não quero a igreja – engessada e seus pastores nostálgicos, pois suas ovelhas cultuam o passado. Não quero a igreja – empresária e seus pastores executivos, pois suas ovelhas são produtos de marca e grife. Não quero a igreja – negócio e seus pastores comerciais, pois suas ovelhas são mercadoria negociável e peças de estoque. Não quero a igreja – mídia e seus pastores estrelas, pois suas ovelhas são marionetes não pensantes. Não quero a igreja – feudo e seus pastores senhores, pois suas ovelhas são vassalas exploradas pelo medo. Não quero a igreja – mística e seus bruxos pastores, pois suas ovelhas são cegas a caminho do abismo. Não quero a igreja – quadrilha e seus pastores bandidos, pois suas ovelhas vítimas incautas.
E continuou...
- Parem! Parem! PAREM!!! SOCORRO!!!
Juntando as mãos dobrando o corpo, as lágrimas rolaram na face.
- Eu quero uma Igreja. Uma Igrejinha. Igreja – gente. Igreja – Corpo. Igreja – Vida e viva. Igreja que não se venda, que não se dobre, que não minta, que não blasfeme, que não negocie. Eu quero Igreja – Deus e não igreja – homem, mas que sendo Igreja – Deus, também seja Igreja – Homem. Eu quero a Igreja! Meu reino pela Igreja! Eu quero a Igreja do Reino, lavada no sangue do Cordeiro. Eu quero a Igre...!
Zás!
Zás!
Pedras rolaram em meio aos cânticos. Chutes vieram em meio a “mistérios”.  Socos surgiram como milagres. Tapas soaram como “visões”. Cuspes jorraram em transes e sonhos. Pauladas desceram em atos proféticos. Pancadas caíram junto a versículos. Paletós e gravatas puxaram-lhes os cabelos.
O corpo inerte estendido no asfalto.
- Amém! Glóoooooooooooooooooorias!!!! – a turba bradou. E, depois, um por um, seguiu para os cultos de peito lavado e missão cumprida.
Então, um ateu, crendo, orou a Deus e tentou reanimá-lo.
Um cético creu, e trouxe-lhe um copo d’água.
Um católico quis chamar a polícia, mas temeu a turba.
E os que não dobraram os joelhos (alguém contou sete mil) socorreram-lhe a vida.
Enquanto isso, dois transeuntes que observaram toda cena, caminhando tranqüilos comentaram:
- Que vem a ser tudo isto?
- É mais um dos delírios dos santos.
E lentamente seguiram para as catedrais humanas.
Em Cristo, na Fé e no Caminho. 

http://auxilio-doalto.blogspot.com.br/2012/12/sanctus-delirious.html

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Entrevista com o Papai Noel

Papai Noel ignora Jesus e elogia a Teologia da Prosperidade

Acabei de entrevistar o Papai Noel! Acredite. Tentei o contato, inicialmente, por celular, mas o “Bom Velhinho” não o atende de jeito nenhum. Tentei contato por telefone fixo. E nada. Depois de muita insistência, consegui falar com um dos seus duendes assessores e agendei quinze minutos de conversa pelo Messenger. Noel, que ainda está no Polo Norte se preparando para visitar bilhões de residências em todo o mundo, a partir da meia-noite do dia 25 de dezembro, fez declarações surpreendentes, bombásticas, nesta entrevista exclusiva. Acompanhe.

CSZ: Grande Papai Noel, que prazer falar com o senhor! Tudo bem? Em primeiro lugar, como devo chamá-lo?

Papai Noel:
Ho, ho, ho! Boas festas! Gosto muito dos brasileiros! Eles não são como os alemães, que querem me trocar por São Nicolau... Em Portugal, eu sou o Pai Natal. Nos Estados Unidos, o Santa Claus. Aí no Brasil, a maioria dos meus seguidores me chama de Noel mesmo. Mas também gosto muito de ser chamado de Bom Velhinho.

CSZ: Ah, sim, Bom Velhinho... Noto que o senhor é bem diferente do Aniversariante, o Senhor Jesus, que — inexplicavelmente — é esquecido nesses dias de festas natalinas. Ele, quando veio ao mundo, foi chamado por um rapaz de bom, e disse que bom era Deus, dando toda a glória para o seu Pai...

Papai Noel:
Em primeiro lugar, para que continuemos a conversar, meu filho, me poupe dessas comparações, pois muitos gostam de me criticar nessa época. Já me falaram até que a pessoa citada — prefiro não mencionar o seu nome — é o verdadeiro Aniversariante e tem o melhor presente, só porque declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida”. Por favor, não me compare com Ele. Eu sou bom porque faço a alegria das crianças, e elas me adoram! E não são apenas elas que me adoram. Aliás, os meus principais adoradores são os adultos!

CSZ: Desculpe-me... Mas, e as crianças miseráveis do continente africano, do Brasil... O que o senhor tem feito por elas?

Papai Noel: Ho, ho, ho! Você acha que eu tenho tempo para os pobres? Não sou como certo Belemita, que viveu numa pobre cidade chamada Nazaré e tinha prazer em ajudar os pobres. Eu até fico penalizado com as crianças pobres, pois elas acreditam mais em mim que as ricas. Mas é a vida, meu filho. Temos de agradar aqueles que podem nos dar alguma coisa em troca.

CSZ: Como assim, Papai Noel? Essa sua mentalidade parece a mesma dos pregadores da Teologia da Prosperidade. O senhor também propaga essa falácia?

Papai Noel: Oh, sim! Ho, ho, ho! Eu sou o próprio deus dessa teologia! E os pregadores dessa teologia são os meus servos...

CSZ: O quê?

Papai Noel: Isso mesmo. As pessoas que seguem à Teologia da Prosperidade me cultuam, mesmo sem ter consciência disso.

CSZ: Sim, eu sei que muitas criancinhas creem que o senhor lhes traz presentes, mas nunca imaginei que se considerasse um deus...

Papai Noel: Ho, ho, ho! Você não conhece nada a meu respeito. As crianças não são as minhas verdadeiras seguidoras. Elas vivem no mundo da fantasia e acreditam ingenuamente em mim. Mas os meus verdadeiros seguidores são pessoas adultas, interesseiras, que vão a templos evangélicos, não para cultuar o Belemita, o Nazareno, do qual elas se dizem discípulas. Elas só querem receber presentes. E, com isso, as minhas igrejas-negócios só crescem!

CSZ: E o senhor dá a essas pessoas o que elas realmente sonham?

Papai Noel: Ora, você acredita em Papai Noel? Ho, ho, ho! Na verdade, elas se iludem, e algumas delas acabam sendo abençoadas pelo Belemita, que se compadece delas. Pena que elas não reconhecem isso. Preferem dizer que as suas vidas mudaram porque foram à igreja tal, participaram da campanha tal, conheceram o apóstolo fulano de tal... Dificilmente glorificam o Homem de Nazaré.

CSZ: Eu não acredito que o senhor está enganando essas pobres pessoas sonhadoras... Quem é o senhor, de fato?

Papai Noel: Como eu já lhe disse, por um lado estou nas fantasias das crianças. Não sou real. Por outro, estou no coração de muitos que se dizem seguidores do Belemita, porém seguem aos ensinos dos meus liderados, que se apresentam com títulos variados: patriarcas, bispos, apóstolos, conferencistas internacionais... É claro que existem os verdadeiros representantes do Homem de Nazaré, os quais se levantam contra a minha obra, mas eles são minoria.

CSZ: Mas, Noel, o senhor está enganado. Nessa época do ano, a maioria dos cristãos se opõe ao senhor e verbera contra coisas pagãs, como árvore de Natal, Papai Noel, etc. Todos nós sabemos que você nada tem que ver com o verdadeiro sentido do Natal.

Papai Noel: Ho, ho, ho! Aí é que você se engana. Alguns pais são tão rigorosos, a ponto de proibirem as pobres criancinhas de tirar fotos com aquele exemplar de Papai Noel no shopping center. Eles tiram delas a alegria de abraçar um velho fofinho, simpático e sorridente. Mas, na verdade, eles — paradoxalmente — me cultuam.

CSZ: O senhor pode explicar melhor como isso ocorre?

Papai Noel: Claro. Eu me aproveito das necessidades das pessoas e do fato de elas serem, por natureza, interesseiras. Por exemplo, é difícil ouvir cristãos dizendo que vão aos cultos para adorar o Nazareno. Antes, afirmam: “Hoje eu vou lá buscar a minha bênção”. E, quando chegam ao templo, os meus liderados tiram proveito disso, massageando os seus egos e lhes dizendo que a vitória financeira e a realização de todos os sonhos estão garantidas, pois o seu deus (no caso, eu), que sonhou todos os sonhos deles, está ali para mudar as suas histórias. Conclusão: todos participam de campanhas para receber prosperidade e a unção financeira dos últimos dias.

CSZ: Quer dizer que o senhor também está por trás dessa polêmica unção financeira?

Papai Noel: Olha, meu filho, se é polêmica, eu não sei. Só sei que o Natal dos meus liderados será gordo! Ho, ho, ho! Alguns têm comprado até jatinhos! Eles estão melhores do que eu, pois ainda estou andando de trenó...

CSZ: (Não acredito que estou lendo isso!) Papai Noel, por favor, uma última pergunta, pois eu sei que o senhor está se preparando para visitar muitas casas à meia-noite do dia 25...

Papai Noel: Sim, é verdade. Mas visitarei também inúmeras igrejas evangélicas para entregar aos meus seguidores várias “caixas de presente”. Antes que você pergunte, essas “caixas” são, na verdade, as palavras de vitória que os meus liderados dizem aos pobres sonhadores, nessa época: “Você nasceu para vencer”, “2013 será o ano da colheita”, “A sua história mudará”, “Ouse sonhar”...

CSZ: Bem, finalizando, muitos estão preocupados em condenar o lado fantasioso e consumista do Natal: árvores, enfeites, fotos com Papai Noel no shopping, ceia de Natal, troca de presentes... E o senhor me mostrou que existe um problema muito maior: um culto tácito, indireto, ao deus Papai Noel. Mas, por que o senhor faz questão de iludir as pessoas?

Papai Noel: Na verdade, meu filho, eu estou a serviço do príncipe deste mundo, também conhecido como o deus deste século, e ele odeia o Belemita. O maior prazer do meu chefe é afastar as pessoas, mesmo as que estão dentro das igrejas, do verdadeiro sentido do Natal.

CSZ: Ah, entendi... Agradeço-lhe, senhor Noel, pela importante e reveladora entrevista que nos concedeu. Deixe uma palavra para os internautas.

Papai Noel: Continuem acreditando em mim! Ho, ho, ho! Mas não digam “Feliz Natal” ou “Merry Christmas”! Não digam nada que faça as pessoas se lembrarem do Menino de Belém. Digam apenas “Boas Festas” ou “Happy Holidays”.



Ciro Sanches Zibordi 


http://cirozibordi.blogspot.com.br/2012/12/papai-noel-ignora-jesus-e-elogia.html?m=1

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Jesus, o remédio para uma igreja enferma

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Alguns estudiosos da Bíblia, dentre as fileiras do Dispensacionalismo, afirmam que as setes igrejas da Ásia Menor são um símbolo dos sete períodos da história da igreja, assim classificados: Éfeso simboliza a igreja apostólica; Esmirna, a igreja dos mártires; Pérgamo, a igreja oficial dos tempos de Constantino; Tiatira, a igreja apóstata da Idade Média; Sardes, a igreja da Reforma; Filadélfia, a igreja das missões modernas e Laodicéia, a igreja contemporânea. Essa classificação, entretanto, não tem qualquer amparo histórico nem qualquer fundamentação bíblica.

Jesus elogia duas dessas igrejas: Esmirna e Filadélfia, mesmo sendo a primeira pobre e a segunda fraca. Quatro delas recebem elogios e censuras: Éfeso, Pérgamo, Tiatira e Sardes. A última, Laodicéia, só recebe censuras e nenhum elogio. Algumas lições podemos aprender com essas igrejas:

1. Jesus conhece profundamente a sua igreja. Jesus está no meio da igreja e anda no meio dela. Para cinco dessas igrejas (Éfeso, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia) Jesus disse: “Eu conheço as tuas obras”. Para a igreja de Esmirna Jesus disse: “Eu conheço a tua tribulação” e a para a igreja de Pérgamo, Jesus disse: “Eu conheço o lugar onde habitas, onde está o trono de Satanás”. Jesus conhece as obras da igreja, os sofrimentos da igreja e o lugar onde a igreja está estabelecida.

2. Jesus não se impressiona com aquilo que impressiona a igreja. O diagnóstico de Jesus difere da nossa avaliação. O que nos impressiona, não impressiona a Jesus. À pobre igreja de Esmirna Jesus disse: “Tu és rica”; mas à rica igreja de Laodicéia Jesus disse: “Tu és pobre”. A riqueza de uma igreja não está na beleza do seu santuário nem na pujança de seu orçamento, mas na vida espiritual de seus membros. À igreja de Sardes que dá nota máxima para sua espiritualidade, julgando-se uma igreja viva, Jesus diz: “Tu estás morta”. À igreja de Filadélfia que tinha pouca força, Jesus diz: “Eu coloquei uma porta aberta diante de ti”.

3. Jesus não se contenta com doutrina sem amor nem com amor sem doutrina. Jesus elogia a igreja de Éfeso por sua fidelidade doutrinária, mas a reprova pelo abandono do seu primeiro amor. A igreja de Éfeso era ortodoxa, mas faltava-lhe piedade. Tinha teologia boa, mas não devoção fervorosa. Por outro lado, Jesus elogia a igreja de Tiatira pelo seu amor, mas a reprova pela sua falta de zelo na doutrina. A igreja tinha obras abundantes, mas estava tolerando o ensino de uma falsa profetisa. Não podemos separar a ortodoxia da piedade nem a doutrina da prática do amor.

4. Jesus sempre se apresenta como solução para os males da igreja. A restauração da igreja não está na busca das novidades do mercado da fé, mas em sua volta para Jesus. Ele é o remédio para uma igreja enferma, o tônico para uma igreja fraca e o caminho para uma igreja transviada. À igreja de Sardes, onde havia morte espiritual, Jesus se apresenta como aquele que tem os sete Espíritos de Deus, para reavivá-la. À igreja de Esmirna que enfrenta a perseguição e o martírio, Jesus se apresenta como aquele que venceu a morte. Jesus é plenamente suficiente para suprir as necessidades da sua igreja, plenamente poderoso para restaurar a sua igreja e plenamente gracioso para galardoar a sua igreja.

5. Jesus se apresenta à sua igreja para fazer alertas e também promessas. Para todas as igrejas Jesus faz solenes alertas e também generosas promessas. Andar pelos atalhos da desobediência é receber o chicote da disciplina e permanecer no pecado é receber o mais solene juízo. Mas permanecer na verdade é ser vencedor. Arrepender-se e voltar-se para Deus é receber do Filho de Deus as mais gloriosas promessas de bênçãos no tempo e na eternidade, na terra e no céu!

http://hernandesdiaslopes.com.br/2011/08/jesus-o-remedio-para-uma-igreja-enferma/#.UMjimawtRJF