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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Um Chamado à Maturidade

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Robert Carver 25 de Julho de 2013
 
“A quem devo comparar essa geração?” Assim disse um homem, em seus trinta e poucos anos, sobre a geração na qual ele viveu. Isso ocorreu devido a uma expressão de dúvida de outro indivíduo, mais ou menos da mesma idade—um dos melhores daquela geração, um homem preparado especialmente para ter uma postura única de serviço àquela geração.
Este incidente está registrado em Mateus 11. João Batista, preso por causa de sua repreensão ao casamento adúltero de Herodes Antipas, começou a alimentar dúvidas a respeito de Jesus, se, afinal, ele era o Messias prometido. Em compaixão messiânica, Jesus respondeu aos questionamentos de João não com uma repreensão, mas com a lembrança de que suas obras demonstraram a validade de seu ofício messiânico. Assim, para aqueles que ficaram ali, ouvindo o diálogo de Jesus com os discípulos de João, Jesus perguntou, “a quem hei de comparar esta geração?” (v. 16). Sua resposta foi para pontuar que as pessoas eram como crianças inconstantes que não sabiam se cantavam uma canção feliz ou uma canção triste em uma brincadeira. As pessoas daquela geração criticavam a austeridade de João e a acessibilidade de Jesus.
Muitos de nós perguntamos: “a quem devo comparar esta geração?”. Essa pergunta é feita especialmente pela “geração mais velha” (como eu) sobre a geração mais nova, universal e verbal com a qual vivemos. É uma geração como nenhuma outra. Foi descrita como confiante, rica, diversa, bem educada, apaixonada, conectada socialmente, e inseparavelmente ligada em uma série de dispositivos eletrônicos de ponta. Forma quase metade da mão de obra atual. Para a geração mais velha, isso intimida muito. Almejamos os bons dias de antigamente antes da explosão da tecnologia, quando a vida era mais lenta e menos complicada. As coisas pareciam ser mais inocentes naquela época. “O que devemos fazer?” perguntamos. A melhor pergunta seria “O que deve ser feito de acordo com a Bíblia?”.
Acima de tudo, devemos reconhecer que Deus soberanamente nos colocou neste tempo exato e, em específico,com esta geração mais nova. Deus não cometeu um erro ao permitir que testemunhemos estas coisas em nossas vidas e que permaneçamos por um tempo no meio delas.
Também devemos buscar indicações no exemplo de Jesus que podem nos auxiliar no conhecimento de nosso papel em influenciar esta geração. Ele viveu em meio à sua geração como aquele que guardou perfeitamente a lei de Deus com o coração. Ninguém pôde acusá-lo justamente de pecado. Além disso, ele teve compaixão das pessoas. Ele amouas almas com amor perfeito. O jovem rico veio até Jesus com um desejo aparente de herdar a vida eterna, mas enquanto ele conversava com Jesus, disse que guardava os mandamentos desde a sua juventude. Esse cumpridor declarado da lei era na verdade um descumpridor da lei. Jesus sabia disso perfeitamente, porque sabia o que havia dentro do homem (João 2:25). No entanto, “Jesus, fitando-o, o amou” (Marcos 10:21). Como alguém que sabia amar perfeitamente a alma aflita daquele homem, Jesus prescreveu a solução: “Deixe o controle daquilo que está mantendo sua alma cativa, e conecte-se a mim”. Com tristeza, o jovem retirou-se de Jesus, e podemos ter certeza que foi com tristeza que Jesus o viu retirar-se.
As Escrituras deixam claro que a geração mais velha tem uma responsabilidade dada por Deus na busca por influenciar a geração mais nova na direção da piedade e maturidade espiritual. O salmista escreveu: “Desde a minha juventude, ó Deus, tens me ensinado, e até hoje eu anuncio as tuas maravilhas. Agora que estou velho, de cabelos brancos, não me abandones, ó Deus, para que eu possa falar da tua força aos nossos filhos, e do teu poder às futuras gerações”. (71:17, 18). Em Tito 2:2–3, as mulheres e os homens mais velhos nas igrejas em Creta são exortados a serem exemplos de maturidade espiritual, que definiria o tom certo de suas instruções para que os mais jovens vivessem de tal maneira “que a palavra de Deus não fosse difamada” (versículo 5).
Como nós, a geração mais velha de cristãos, estamos vivendo neste início do século vinte e um, a fim de que influenciemos esta geração mais nova a não abandonar os caminhos antigos, o legado espiritual que nos foi entregue?
Em primeiro e mais importante lugar, nossas vidas devem demonstrar claramente nossa ligação genuína com Cristo, como nosso Salvador e Senhor. Ninguém (em especial os nossos jovens) deve duvidar de nosso relacionamento com Cristo. O fruto que resulta de nossa união com Cristo deve ser claramente evidente. Inseparavelmente ligado a isso deve estar uma clara demonstração de progresso e crescimento em nossa caminhada com o Salvador. Quando Pedro e João foram trazidos diante do Sinédrio, porque os saduceus se irritaram com a proclamação da ressurreição de Jesus, eles dois declararam com ousadia que Jesus era o único caminho de salvação. Como responderam seus ouvintes, os quais também haviam presidido a condenação e execução de Jesus? Eles perceberamneles uma ousadia, vendo que aqueles homens não haviam sido treinados por rabinos. Mais importante ainda, “reconheceram que haviam eles estado com Jesus” (Atos 4:13). Da mesma forma, a sinceridade de nossa caminhada com Jesus deve ser evidente para todos.
A instrução formal em casa, na igreja e na escola, e os programas de aconselhamento que muitas igrejas oferecem criam oportunidades potencialmente eficazes para influenciara geração mais nova. No entanto, há alguns pontos que serão benéficos em contextos menos formais:
1. Ame-os genuinamente e pacientemente. A geração mais nova precisa saber que a geração mais velha não está distante dela. A igreja é um corpo formado por muitos membros, jovens e idosos—todos valiosos para o funcionamento do todo. Em Efésios 4, Paulo descreve os santos como aqueles que crescem da imaturidade espiritual “à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (versículo 13). Este processo é realizado “segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor” (versículo 16). Se vamos exercer um impacto sobre os jovens, devemos amá-los, e eles devem saber que nós os amamos. “Amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente” (1 Pedro 1:22). Não hesite em dizer a eles que você os ama (coletivamente e individualmente). Amá-los genuinamente e pacientemente é amá-los como Deus nos ama.
2. Compartilhe com eles o que é mais importante para você. Eles devem ver o seu amor apaixonado pela Palavra de Deus. Ela te instrui, te guia, te encoraja, te convence. É um componente vital do seu dia a dia. “Do mandamento de seus lábios nunca me apartei, escondi no meu íntimo as palavras da sua boca” (Jó 23:12). Compartilhe passagens específicas que ocorreram em sua vida recentemente. Também transmita a eles que a oração é outra coisa essencial sem a qual os cristãos não podem viver. Ore com eles e por eles. O testemunho de Paulo sobre Epafras era: “se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus” (Colossenses 4:12). Exorte-os a lutar incansavelmente na batalha contra o pecado. Eles devem fugir de paixões da juventude (2 Timóteo 2:22) que guerreiam contra a alma (1 Pedro 2:11). Além disso, desafie-os a ver Deus agindo em todos os acontecimentos, incluindo os detalhes de suas vidas. Encoraje-os a agradecerem a Deus constantemente por isso e a darem toda a glória a Ele. São esses elementos as coisas mais importantes em sua vida?
3. Invista neles. Compre para eles livros que tiveram um impacto espiritual em sua vida, e se ofereça para estudar esses livros com eles. Ofereça-se para levá-los a conferências e a outros eventos cristãos. Os investimentos que fazemos em suas vidas espirituais resultarão em ganhos eternos. “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás” (Eclesiastes 11:1).
Portanto, “a quem devo comparar essa geração?”. Certamente é uma geração diferente de qualquer outra. Porém, é também uma geração que precisa conhecer o amor redentor de Cristo, e precisa brilhar como luz neste mundo em meio a uma geração corrompida e destorcida (Filipenses 2:15)—assim como nós, da geração mais velha, precisávamos fazer em nossos dias (e agora). Que Deus nos ajude a sermos exemplos e instrutores amorosos para eles, e que eles façam o mesmo com a geração seguinte a deles.

Tradução: Isabela SiqueiraDo original "A Call to Maturity" publicado pela revista Tabletalk.

Um Desafio às Mulheres

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John Piper 26 de Julho de 2012 
 
Neste breve texto, o pastor John Piper enumera, como que em oração, uma lista de importantes conselhos direcionados às mulheres cristãs, a fim de que vivam para a glória de Cristo.
  1. Que tudo da sua vida - em qualquer esfera - seja devotado à glória de Deus.
  2. Que as promessas de Cristo sejam confiadas tão plenamente que paz, alegria e força encham sua alma a ponto de transbordar.
  3. Que essa plenitude de Deus abunde em atos diários de amor, de forma que as pessoas possam ver suas boas obras e glorificar ao seu Pai no céu.
  4. Que vocês sejam mulheres do Livro, que amem, estudem e obedeçam a Bíblia em cada área do seu ensino. Que a meditação sobre a verdade bíblica possa ser a fonte de esperança e fé. E que vocês continuem a crescer em entendimento através de todos os capítulos de sua vida, nunca pensando que o estudo e o crescimento são apenas para os outros.
  5. Que vocês sejam mulheres de oração, de forma que a Palavra de Deus se abra para vocês; e o poder da fé e santidade desça sobre vocês; e sua influência espiritual crescerá no lar, na igreja e no mundo.
  6. Que vocês sejam mulheres que tenham uma profunda compreensão da graça soberana de Deus, fortalecendo todo esse processo espiritual; que sejam pensadoras profundas sobre as doutrinas da graça, e amantes e crentes profundos dessas coisas.
  7. Que vocês sejam totalmente comprometidas ao ministério, seja qual for o seu papel específico, que não desperdicem o seu tempo em revistas de senhoras ou hobbies inúteis, assim como seus maridos não deveriam desperdiçar o tempo deles em esportes excessivos ou coisas sem propósito na garagem. Que você redima o tempo para Cristo e seu reino.
  8. Que vocês, se solteiras, explorem seu solteirismo para a plena devoção a Cristo e não sejam paralisadas pelo desejo de se casar.
  9. Que vocês, se casadas, apoiem a liderança do seu marido de maneira criativa, inteligente e sincera, tão profundamente como uma obediência a Cristo permitir; que vocês o encorajem em seu papel designado por Deus como o cabeça; que vocês o influenciem espiritualmente primariamente através da sua tranquilidade destemida, santidade e oração.
  10. Que vocês, se tiverem filhos, aceitem a responsabilidade com o seu marido (ou sozinhas, se necessário) de criar os filhos que esperam no triunfo de Deus, compartilhando com ele o ensino e a disciplina das crianças, e dando aos filhos aquele toque e cuidado protetor especial que vocês são unicamente capacitadas para dar.
  11. Que vocês não assumam que o emprego secular é um desafio maior ou um melhor uso da sua vida que as oportunidades incontáveis de serviço e testemunho no lar, na vizinhança, comunidade, igreja e no mundo. Que não proponham somente a pergunta: Carreira vs. Mãe em tempo integral? Mas que perguntem tão seriamente: Carreira em tempo integral vs. Liberdade para o ministério? Que vocês perguntem: O que seria maior para o Reino - ser empregado de alguém que lhe diga o que você deve fazer para seu negócio prosperar, ou ser um agente livre de Deus, sonhando o seu próprio sonho sobre como seu tempo, seu lar e sua criatividade poderiam fazer o negócio de Deus prosperar? E que em tudo isso você faz suas escolhas não sobre a base de tendências seculares ou expectativas de estilo de vida, mas sobre a base do que fortalecerá a sua família e promoverá a causa de Cristo.
  12. Que vocês parem e (com seus maridos, se forem casadas) planejem as várias formas da sua vida ministerial em capítulos. Os capítulos são divididos por várias coisas - idade, força, solteirismo, casamento, escolha de emprego, crianças no lar, crianças na escola, netos, aposentadoria, etc. Nenhum capítulo é tudo alegria. A vida finita é uma série de permutas. Encontrar a vontade de Deus, e viver para a glória de Cristo plenamente em cada capítulo é o que faz dele um sucesso, não se ele se parece com o capítulo de outra pessoa ou se tem nele o que o capítulo cinco terá.
  13. Que vocês desenvolvam uma mentalidade e um estilo de vida guerreiro; que nunca se esqueçam que a vida é breve, que milhões de pessoas estão entre o céu e o inferno todos os dias, que o amor ao dinheiro é suicídio espiritual, que os objetivos de mobilidade ascendente (roupas chiques, carros, casas, férias, comidas, hobbies) são um substituto pobre para os objetivos de viver para Cristo com toda a sua força, e maximizar sua alegria no ministério ao ajudar pessoas.
  14. Que em todos os seus relacionamentos com os homens vocês procurem a direção do Espírito Santo ao aplicar a visão bíblica da masculinidade e feminilidade; que vocês desenvolvam um estilo e comportamento que faça justiça ao papel único que Deus deu aos homens para serem responsáveis pela liderança graciosa com relação às mulheres - uma liderança que envolve elementos de proteção, cuidado e iniciativa. Que vocês pensem criativamente e com sensibilidade cultural (assim como ele deve fazer) ao moldar o estilo e ajustar o tom de sua interação com os homens.
  15. Que vocês vejam a direção bíblica para o que é apropriado e inapropriado para os homens e mulheres em relação uns para com os outros, não como restrições arbitrárias sobre a liberdade, mas comoprescrições sábias e graciosas de como descobrir a verdadeira liberdade do ideal de complementaridade de Deus. Que vocês não mensurem sua potencialidade pelas poucas funções restringidas, mas pelas incontáveis oferecidas.
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Pregue ao descrente, ao crente e ao membro de igreja

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Aaron Menikoff 26 de Agosto de 2013 
 
Para quem os pregadores pregam? Eu recentemente tomei da estante alguns livros sobre pregação e descobri que essa questão raramente é abordada. Os pregadores parecem muito mais preocupados em refinar o seu estilo.
Ainda assim, alguns pastores estão dando atenção aos ouvintes, e eles tendem a focar em dois segmentos da população: os desigrejados e os pós-modernos. James Emery White, presidente do Gordon Conwell e pastor da Igreja Comunidade Mecklenburg em Charlotte, Carolina do Norte, afirmou certa vez que ele explicitamente tinha por alvo os descrentes. Ele pôs dessa forma em uma entrevista dada em 1999:
Mecklenburg é uma igreja direcionada para o visitante, que foi fundada [para] ... focar em pessoas desigrejadas. Por “direcionada ao visitante” eu obviamente quero dizer que os pontos básicos da igreja são planejados para pessoas desigrejadas. De alguma maneira ou forma, nós podemos dar-lhes um empurrãozinho quando eles estão em modo busca, ou nós tentamos ajudá-los a tornarem-se pessoas ativas nessa busca. Pois nem todos os que são desigrejados estão em busca de uma igreja. [1]
Uma vez que o sermão é um desses “pontos básicos”, White seguiu os passos de homens como Bill Hybels, Bob Russel e Rick Warren, os quais se destacam entre os demais pregadores por sua habilidade de falar aos desigrejados. [2]
Um outro grupo de escritores enfatiza a importância de pregar para a mente pós-moderna. O outrora pastor Brian McLaren disse que sua pregação começou a ser afetada, em 2001, ao refletir acerca da aversão pós-moderna à performance e à análise detalhada, juntamente com a sua inclinação para a autenticidade e a narrativa. Agora, narrativa e autenticidade são centrais em sua pregação. [3]
Esses dois exemplos deixam alguns de nós nervosos. Quando um pregador vai muito longe em adaptar-se à sua audiência, a própria mensagem fica comprometida, o que ocorreu tanto nas igrejas “sensíveis ao visitante” como nas igrejas emergentes. Ainda assim, pregadores pregam para pessoas reais, pessoas que são desigrejadas, pós-modernas, e tudo mais que pudermos pensar. O desafio é oferecer alguns pensamentos a todos os tipos de pessoas sentadas na congregação. Este artigo humildemente se esforça para fazê-lo.
Eu sugiro que os pastores preguem com três tipos de pessoas em mente.
Pregue aos não-convertidos
É sempre bom considerar os não-cristãos em um sermão na manhã de domingo, mesmo se sua igreja for pequena e não-cristãos não estiverem presentes. Minha igreja não é grande, porém, mesmo assim, eu presumo que algumas das pessoas sentadas nos bancos não conhecem a Cristo. Algumas delas são cristãos nominais, que podem ter professado Cristo e estar em igrejas por anos, mas ainda necessitam do novo nascimento para trazer-lhes vida verdadeira. Outros são não-cristãos professos que nossos membros convidaram. Ainda há outros que atravessaram a rua em resposta a um cartão de igreja, um boletim, o site, ou o próprio prédio. Em outras palavras, não-cristãos virão.
E daí?
Esclareça o Evangelho
É responsabilidade do pregador esclarecer o evangelho à medida que ele explica a Palavra de Deus. Paulo escreveu:
Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. (Romanos 10.9-10)
Nós somos, no fim das contas, ministros do evangelho.  O evangelho não precisa soar da mesma maneira em cada sermão. Mas, seja lá como for explicado, o pastor deve perguntar em face da passagem: “Como ela aponta para o evangelho?”. Mesmo os descrentes podem reconhecer a diferença entre um sermão centrado no evangelho e um sermão no qual o evangelho é apenas encaixado no final.
Minha igreja fica próxima a um seminário, e nós temos muitos homens que estão sendo treinados para ser pastores e que frequentemente perguntam: “O evangelho precisa mesmo estar em cada sermão?”. A resposta é “sim” por pelo menos duas razões. Primeiro, porque o evangelho compreende cada texto da Escritura de Gênesis a Apocalipse. Segundo, porque o não-convertido precisa saber o que significa “confessar Jesus como Senhor e crer no coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos”. (Cristãos necessitam ouvir isso de novo e de novo, também, a fim de crescer na fé!) Mesmo que o descrente tenha ouvido o evangelho dúzias de vezes, Deus o trouxe a mim como pregador – hoje. Então eu quero que o evangelho desafie mais uma vez o seu entendimento do mundo, do pecado e da salvação.
Esclarecer o evangelho é uma das coisas mais importantes que eu posso fazer como pastor.
Pregue expositivamente
Pastores que são sensíveis à presença de não-cristãos os servirão melhor ao pregarem expositivamente. Não-cristãos desejam saber por que nós cremos no que cremos. Uma vez que a nossa doutrina e vida são fundamentadas na Palavra de Deus, nós servimos melhor os desigrejados ao direcioná-los honesta, fiel e claramente para a Escritura, assim como nós fazemos com cristãos.
Um movimento de escritores e líderes de igreja hoje afirma que a mente pós-moderna – igrejada e desigrejada – responde melhor à “pregação narrativa”. Eles argumentam que as pessoas querem ouvir histórias. Tudo bem, eu gosto de histórias. Pregar expositivamente deveria prover aos desigrejados o enredo da Bíblia, o qual, por sua vez, provê um enredo da obra de Deus na humanidade, o qual, por sua vez, provê um enredo para as suas próprias vidas. Os pastores não apenas deveriam lidar com toda a Escritura à medida que pregam expositivamente; eles deveriam fazê-lo com o objetivo de dar aos seus ouvintes “um retrato mais amplo de Deus”. Isso é pregação amigável com o visitante. [4]
O mesmo movimento afirma que a mente pós-moderna valoriza autenticidade. Tudo bem, eu também gosto de autenticidade. É uma desculpa perfeita para pregar expositivamente. Vamos focar menos na forma e mais na mensagem: O que Jesus disse? O que Isaías profetizou? O que Paulo escreveu? E o que as respostas a essas perguntas têm a ver conosco hoje? Isto é o que desejam os não-convertidos que aparecem em nossas igrejas: a verdade bíblica sem penduricalhos.
Se elas irão finalmente concordar com aquela verdade é algo entre elas e Deus; mas o conteúdo do que pregamos é inegociável.
Alcance os não-convertidos
Há diversas coisas que nós podemos fazer para tornar os nossos sermões evangelísticos. Identificar os números grandes e pequenos como capítulos e versículos é útil para o desigrejado. Também é útil dizer-lhe para usar o sumário da Bíblia. Que palavra de conforto para um visitante não-convertido, quando todos ao seu redor parecem achar Obadias com tanta facilidade!
Introduções provocativas ao sermão também ajudam a construir uma ponte para o descrente ao explicar a relevância do texto que está para ser exposto. Por exemplo, no último Domingo de Páscoa, eu preguei em Lucas 5.33-39, no qual os fariseus ficam perplexos com o fato de que os discípulos de Jesus não estavam jejuando. Jesus responde observando que os convidados de um casamento não jejuam enquanto o noivo está presente, e então conta a parábola do vinho novo em odres velhos. Eu intitulei o sermão assim: “São os cristãos mais felizes?”. Aquela introdução foi uma oportunidade para explicar que a alegria verdadeira, duradoura e transformadora consiste em estar na presença do noivo ressurreto, Jesus Cristo. Foram os cristãos ajudados pela introdução? Eu espero que sim, mas eu vi aqueles dois ou três minutos como uma oportunidade especial para alcançar o não-convertido que poderia necessitar de alguma ajuda especial acerca do motivo pelo qual nós nos reunimos em torno da Palavra de Deus.
Todas essas “pequenas” práticas têm também um efeito cumulativo na congregação. Quando os crentes reconhecem que o púlpito é amigável com o não convertido, eles se tornam mais dispostos a trazer os seus amigos não-cristãos. É incorreto pensar que sermos centrado no evangelho signifique que não podemos ser sensíveis ao visitante.
Pregue aos convertidos
Por mais importante que seja pregar para o não-convertido, a tarefa principal do pregador no Dia do Senhor é dirigir-se aos cristãos. Ele deve edificar a igreja local; e a igreja deve ouvir, pronta e desejosamente, a fim de submeter-se a Cristo como o cabeça da igreja. Essa é a nossa principal “audiência”. Assim, na minha própria preparação para o sermão, eu tenho em mente sobretudo os convertidos.
Como então o pregador deve abordar os cristãos?
Repreenda e corrija os cristãos
Nós sabemos a partir de João que o pecado persiste na vida do crente: “Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1Jo 1.10). Há uma espécie de alfinetada nesse versículo, como se João soubesse que os crentes são tentados a minimizar o seu pecado, elevar a sua santificação e negar ao Senhor. Além disso, Paulo escreveu: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm 3.16). Assim, quando um pastor está pregando para cristãos, a verdade da Palavra de Deus necessariamente há de repreender e corrigir.
Nenhum pastor quer ser conhecido por abater cristãos. Ainda assim, a fidelidade à Escritura requer que um homem esteja apto para repreender no devido tempo. Essa é uma razão pela qual o chamado para a pregação não deveria ser aceito levianamente. Ser fiel a essa tarefa requer que nos perguntemos em face de cada texto que pregamos: “Como esta passagem repreende ou desafia o cristão?”. Ela desafia a falta de oração, a fofoca, ou a idolatria? A resposta pode levar em consideração a igreja local do pastor ou aquilo que é aplicável a todos os cristãos. De todo modo, pregar sem repreensão e correção não pode ser considerado pregar de modo plenamente bíblico.
Sustente e encoraje os cristãos
Ainda bem, pregar ao convertido significa mais do que repreender e corrigir. Significa trabalhar para sustentar e encorajar os crentes com a Palavra de Deus. O crente é completamente dependente da Palavra. Como Jesus disse, “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4.4; Dt 8.3). Isso significa que, quando o cristão vem para ouvir o sermão, ele está vindo para ser nutrido pelas palavras da vida.
É claro que o crente pode ser alimentado pela Palavra de Deus durante outros períodos da semana, mas a pregação exerce um papel central em seu sustento. Considere Tito 1.1-3, em que Paulo descreve como a vida eterna se manifesta na Palavra de Deus, através da pregação. Cristãos são nutridos e sustentados por sermões. Uma pergunta para fazer em face de cada texto é: “Como isso sustenta, preserva ou encoraja o cristão?”.
Poucas coisas me encorajam mais no meu ministério de pregação do que isto: a igreja se reúne porque os crentes necessitam da vida que é concedida através da palavra pregada, não porque eles necessitam de mim! Essa é simplesmente a tarefa que eles me deram para executar, a refeição espiritual que eles me comissionaram para preparar. Que privilégio ser usado por Deus para sustentar, nutrir, construir e edificar o seu povo com a sua Palavra!
Santifique e fortaleça os cristãos
O Filho orou para que os filhos do Pai fossem santificados e tornados mais semelhantes a Cristo. Jesus sabia que os seus seguidores haveriam de suportar toda sorte de sofrimentos e escárnios por terem recebido a sua palavra (Jo 17.14), mas ele não orou para que eles fossem tirados do mundo. Ao invés disso, ele orou para que eles fossem santificados. Como os cristãos haveriam de se tornar mais santos? Jesus orou: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). A mensagem de Deus haveria de santificar os filhos de Deus. Cristãos são feitos santos ao apreender e aplicar as Boas Novas e toda a Escritura à sua vida (cf. 2Tm 3.17). Uma palavra santa torna um povo santo.
É claro que a santificação é principalmente uma obra de Deus. Ele é aquele que opera na vida do crente (Fp 2.13; Hb 13.20-21) e que assegura que os crentes terão tudo de que necessitam para dar a Ele glória e honra. Isso é exatamente o que acontece à medida que ele conduz os santos para se congregarem e para ouvirem as verdades da sua Palavra. Não é surpreendente que eles sejam estimulados “ao amor e às boas obras” (Hb 10.24).
Pregadores têm oportunidades gloriosas de serem usados na vida de pecadores a fim de fortalecê-los para a tarefa de prosseguirem na vida cristã. No Salmo 1, o homem bem-aventurado que se deleita na lei de Deus é assemelhado a uma árvore plantada junto às correntes de água, uma árvore que é frutífera e robusta. A analogia não é difícil de entender. O cristão é frutífero e robusto quando se alimenta e se deleita na lei do Senhor. Sermões exercem um papel em guiar o cristão para meditar na lei de Deus. Embora o pregador não possa produzir homens bem-aventurados (ainda bem que isso é tarefa de Deus e do Seu Espírito!), a ele é dado o grande privilégio de alimentar o povo de Deus com a Palavra de Deus. O pregador pode ser como aquelas correntes de água, entregando fielmente a Palavra de Deus e fortalecendo aquela árvore semana após semana, mês após mês, ano após ano.
Diferentemente do contador que confere os livros contábeis no final do mês, ou do diretor executivo que observa a empresa reerguer-se, quem sabe se o pregador jamais verá o fruto que nasce, as vidas que são transformadas, os corações que são tocados! O melhor trabalho de um pastor não pode ser medido deste lado do céu. Esse tipo de fruto não pode ser recolhido em cestos. Não obstante, o fruto está lá. A pregação da Palavra de Deus, por sua graça, santifica e fortalece o pecador e o prepara para as suas próprias obras de graça.
Desafie e edifique os cristãos
Discípulos precisam crescer no seu entendimento e interpretação da Escritura. Eles tendem a ser muito descuidados ao ingerirem os sermões, de modo bastante distinto daqueles bereanos de Atos 17, os quais examinavam o que ouviam a fim de verem se era verdade. Uma pregação expositiva sólida irá desafiar o discípulo dando-lhe algo em que pensar e examinar. Criticando a pregação rasa, James W. Alexander certa vez afirmou:
Nesses sermões, nós encontramos muitas verdades bíblicas valiosas, muitas ilustrações originais e comoventes, muitos argumentos sólidos, exortações pungentes e grande unção. Considerados em si mesmos, e vistos como orações de púlpito, eles não parecem dar margem a sequer uma objeção; ainda assim, como exposições da Escritura, eles são literalmente nada. Eles não esclarecem quaisquer dificuldades no argumento dos escritores inspirados; não fornecem perspectivas amplas do campo no qual o seu assunto se desenvolve; eles podem ser repetidos a vida inteira sem contribuírem no menor grau para educar a congregação em hábitos de sólida interpretação. [6]
Sermões que desafiam e edificam os cristãos não precisam ser ásperos ou difíceis de entender (tal pregação seria infiel e sem sentido, de todo modo!). Ainda assim, os sermões que desafiam e edificam os cristãos são sermões pregados por homens que se debruçaram sobre o texto. Um pastor que dedica o seu tempo à preparação do sermão praticamente não precisa perguntar em face do texto: “Como esta passagem desafia ou edifica o cristão?” – a Palavra de Deus está completamente engajada em alcançar o propósito para o qual Deus a designou (Is 54.10-11). O seu esforço dará fruto à medida que a congregação colhe a recompensa da sua diligência.
Na minha igreja, nós nos esforçamos para ser fiéis à Escritura, seja quando pregamos em uns poucos versos, seja quando pregamos um livro inteiro em poucos sermões, como eu recentemente fiz com o livro de Jó. Pela primeira vez em anos, estudantes universitários estão entrando na igreja porque a pregação os desafia a crescerem. Um casal mais velho recentemente me disse que eles gostam de vir porque os sermões os ajudam a terem discussões espirituais durante o almoço. Eu não acho que alguém diria que fazemos um trabalho maravilhoso de comunicação com o mundo, e certamente ninguém diria que minha pregação é empolgante. Há muito espaço para aperfeiçoar. Mas, pela graça de Deus, nós estamos abrindo a Palavra de Deus – e isso é empolgante e transformador!
Cristãos procuram pregações que são fiéis à Escritura, o que significa pregação que inclui repreensão e correção, sustento e encorajamento, santificação e força, desafio e edificação.
Agora que nós abordamos a pregação tanto para não cristãos como para cristãos, pode parecer um lugar natural para terminarmos. Mas os pregadores devem estar sensíveis a mais uma categoria: os membros de igreja.
Pregue aos membros de igreja como um corpo congregacional
Na maioria das igrejas, a maior parte da congregação é composta pelos homens e mulheres que assumiram um compromisso com aquele lugar, com aquele ministério, e com os demais membros. Isso deveria influenciar a sua pregação? Eu penso que sim.
Paulo descreveu a congregação dos santos em Colossos como “retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus” (Cl 2.19). Esses não eram simplesmente discípulos, eram discípulos arraigados na igreja Colossense os quais cresciam o crescimento que procede de Deus. Em Colossenses 3.15-16, Paulo continua: “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos. Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração”. Observe que Paulo dirigiu-se a essa igreja local como um corpo e os lembrou de que eles deveriam estar unidos pela Palavra de Cristo. E isso aconteceria à medida que eles se reunissem juntos para cantar a Escritura e ouvir a Escritura sendo pregada.
Paulo não se dirige aos cristãos, aqui, como cristãos individuais, mas como membros de uma igreja em particular. A sua reunião trazia unidade não porque eles ficavam geograficamente mais próximos, mas porque a Palavra de Cristo vinha habitar neles à medida que eles compartilhavam do mesmo ensino e da mesma admoestação. Eles estavam sob a mesma autoridade porque eles reconheciam Cristo como a sua cabeça.
O mesmo é verdade em uma igreja local hoje, e um dos meios pelos quais a unidade é promovida é através da pregação da Palavra de Deus. João Calvino afirmou isso ao descrever o ofício do pregador. O pregador é aquele que traz unidade ao corpo. Comentando Efésios 4 e discorrendo acerca da unidade da igreja em torno de uma só esperança, Senhor, fé e batismo, Calvino escreveu:
Nestas palavras, Paulo mostra que o ministério dos homens a quem Deus usa para ordenar a Igreja é um elo vital para unir os crentes em um só corpo... O modo como ele [Deus] opera é este: ele distribui os seus dons para a Igreja através de seus ministros e assim demonstra que Ele mesmo está presente ali, ao empregar o poder do seu Espírito, impedindo-os de se tornarem inúteis e infrutíferos. Desse modo, os santos são renovados e o corpo de Cristo é edificado. Desse modo, nós crescemos em todas as coisas para aquele que é a Cabeça e nos vinculamos uns aos outros. Desse modo, nós somos todos trazidos à unidade de Cristo e, à medida que a profecia floresce, nós recebemos os seus servos e não desprezamos a sua doutrina. Quem quer que tente afastar-se deste padrão de ordem na Igreja, ou escarneça dele como se fosse de pequena importância, está conspirando para arruinar a Igreja. [7]
Por que enfatizar tanto os membros da igreja como um corpo coletivo, quando tantas igrejas estão crescendo ao enfatizar os não-membros? Porque a Bíblia enfatiza aqueles indivíduos que são parte da igreja local, como nós podemos ver nas epístolas do Novo Testamento. O cristianismo emergiu no contexto de pessoas de diferentes origens que, juntas, compartilhavam o evangelho – isso era a igreja. E isso tinha implicações radicais. Como Paulo escreveria, “se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam” (1Co 12.26). Essa é uma comunidade que “arregaça as mangas” e se envolve na vida do outro.
A pregação bíblica deveria regularmente dirigir-se aos cristãos não apenas como indivíduos, mas como indivíduos que assumiram um compromisso uns com os outros como um corpo local específico. Pergunte em face de cada texto: “Como esta passagem se aplica à nossa vida como uma comunidade de fé?”. Pode parecer estranho dirigir-se apenas aos membros da igreja, mas que visão constrangedora da igreja isso provê, tanto para os desigrejados como para aqueles cristãos que escolhem flertar com a igreja ao invés de comprometerem-se de fato com ela! O pastor mostra a sua apreciação por aqueles cristãos que tornaram-se membros da igreja e, mais importante, o seu amor pela Palavra de Deus que une os membros de sua igreja quando ele se dirige a eles, diretamente e coletivamente, na pregação.
Conclusão
Enquanto eu meditava na questão “Para quem o pregador prega”, fui impactado com as palavras de Peter Adam, vigário da paróquia anglicana de St. Jude, em Carlton, na Austrália, que escreveu: “se nós somos servos de Deus e de Cristo, e servos da sua Palavra, então o chamado do pregador é também para ser um servo do povo de Deus”. [8] Sim, eu acho que o pregador deve estar sensível aos desigrejados. Mas, se nós focarmos apenas nos desigrejados, a mensagem pode se perder, ou ser de tal modo diluída que o povo de Deus termine ficando desnutrido. Essa não é uma bela visão. É importante pregar para o desigrejado, mas é mais importante focar primariamente nos cristãos e lembrar o valor de dirigir-se regularmente àqueles crentes que assumiram um compromisso com a igreja local.
Notas:
1. "Preaching to the Unchurched: An Interview with James Emery White" em Preaching with Power: Dynamic Insights from Twenty Top Communicators, ed. Michael Duduit (Grand Rapids, MI: Baker Books, 2006), 227.
2. Ibid., 230.
3. "Preaching to Postmoderns: An Interview with Brian McLaren" em Preaching with Power: Dynamic Insights from Twenty Top Communicators, ed. Michael Duduit (Grand Rapids, MI: Baker Books, 2006), 126-27.
4. A fim de ajudar na exposição desse enredo, pregadores expositivos considerarão estes pequenos livros úteis: The Symphony of Scripture: Making Sense of the Bible’s Many Themes (1990) por Mark Strom; God’s Big Picture: Tracing the Storyline of the Bible (2002) por Vaughan Roberts; e Gospel and Kingdom, agora disponível em The Goldsworthy Trilogy (2000). Essas introduções à teologia bíblica podem ajudar a comunicar a unidade da Escritura ao pregar ao longo da Bíblia.
5. Ver o capítulo de Mark Dever sobre pregação expositive em Nine Marks of a Healthy Church (Crossway, 2004).
6.  J.W. Alexander, Thoughts on Preaching (Carlisle, PA: Banner of Truth, Date), 239.
7. John Calvin, The Institutes of the Christian Religion, ed. Toney Lane and Hilary Osborne (Grand Rapids, MI: Baker Book House, 1986), 245.
8. Peter Adam, Speaking God’s Words: A Practical Theology of Expository Preaching (Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1996), 130.
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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Pornografia, excitando-nos até a morte.

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Por Russell D. Moore em iPródigo

O casal tipicamente começa me falando sobre como suas vidas são estressantes. Talvez ele tenha perdido o emprego. Talvez ela tenha dois. Talvez suas crianças sejam descontroladas e o lar é caótico. Mas normalmente, se conversarmos por tempo suficiente, há uma sensação de que algo mais está errado. O casal vai me falar sobre como a vida sexual se aproxima da extinção. O homem, ela me dirá, é um abismo emocional, frio na intimidade com sua esposa. A mulher está frustrada, o que parece para ele como uma mistura de raiva e humilhação. Eles só não sabem o que está errado, mas sabem que um casamento cristão não deveria ser assim.


É nesse ponto que eu interrompo a discussão, olho para o homem e pergunto: “Então, tem quanto tempo que a pornografia está aí?”. O casal vai se olhar, então olharão pra mim com uma incredulidade temerosa que deixa no ar o questionamento “Como você sabe?”. Por alguns minutos, eles tentam se recompor diante dessa exposição, imaginando, penso eu, se eu sou um profeta do Antigo Testamento ou um psíquico da Nova Era. Mas não sou nenhum dos dois. E ninguém precisa ser para perceber o espírito de nossa época. Nos nossos dias, a pornografia é o anjo destruidor do Eros (especialmente o masculino), e é hora da igreja enfrentar o horror dessa verdade.

Uma perversão do que é bom

De certa forma, o problema da pornografia não é nada novo. A cobiça humana por uma sexualidade anti-pactual está firmada, nos diz Jesus, não em algo externo a nós, mas em nossas paixões caídas (Mateus 5.27-28). Cada geração de cristãos tem enfrentado a questão da pornografia, seja a arte pagã referente a Dionísio, as dançarinas da Era do Jazz ou as revistas de porno-chanchada das décadas de 40 e 50.

Mas a situação é diferente agora. A pornografia agora não está simplesmente disponível. Com o advento da tecnologia da Internet, com seu alcance praticamente universal e suas promessas de privacidade, a pornografia se militarizou. Em alguns setores, especialmente entre a população jovem masculina, ela é praticamente universal. Essa universalidade não é, ao contrário do que dizem os próprios donos dessa indústria, um sinal de sua inocência, mas de seu poder.

Como qualquer pecado, a pornografia é, por definição, uma perversão do que é bom, nesse caso, o mistério do homem e da mulher juntos em uma união de um corpo só. A inclinação para isso é forte de fato, precisamente por que nosso Criador, em infinita sabedoria, decidiu que as criaturas humanas não se subdividiriam como uma ameba, mas que o homem precisaria da mulher, e a mulher, do homem, para a sobrevivência da espécie.

Além disso há um mistério maior ainda. O Apóstolo Paulo nos diz que a sexualidade humana não é arbitrária nem é meramente natural. Ela é, ele diz, em si mesma, um ícone do propósito final de Deus no evangelho. Essa união em um corpo só é uma figura da união de Cristo com sua Igreja (Efésios 5.22-23). E a sexualidade humana é submissa ao padrão do próprio Alfa e Ômega do cosmos, não é de se espantar que ela seja tão difícil de conter. E que aparente ser tão difícil de controlar.

Uma questão eclesiástica

A pornografia, por sua própria natureza, leva à instabilidade. Uma imagem guardada na memória nunca será suficiente para continuar excitando um homem. Deus, afinal de contas, criou o homem e a mulher de forma que se satisfaçam não com um único ato sexual, mas com um apetite constante um pelo outro, pela união procriativa e unitiva de carne com carne e alma com alma. Alguém que busca esse mistério além da união pactual nunca encontrará o que procura. Ele nunca encontrará em uma imagem nua o suficiente para satisfazê-lo.

Sim, a pornografia é uma questão de moralidade pública. Isso já foi falado repetidas vezes. Uma cultura que não resguarda a dignidade da sexualidade humana é uma cultura que caminha para o niilismo. Sim, a pornografia é uma questão de justiça social. Afinal de contas, a pornografia, pelo que sabemos hoje, é raramente só “algumas imagens”. Por trás dessas imagens estão pessoas de verdade, criadas à imagem de Deus, que, por meio de uma triste jornada a uma terra de desespero, se rebaixaram a isso. Nós concordamos com aqueles – mesmo com aquelas feministas seculares de quem tanto discordamos – que dizem que uma cultura pornográfica fere a mulher e as crianças, através da objetificação das mulheres, do tráfico de crianças e da “produtificação” do sexo.

Mas antes de ser uma questão legal, cultural ou moral, a pornografia é uma questão eclesiástica. O julgamento, como nos dizem as Escrituras, deve começar na casa de Deus (1 Pedro 4.17). O homem que está no andar de cima vendo pornografia enquanto sua esposa leva seus filhos para o treino do futebol pode até ser um guerreiro sem religião da cultura secular. Mas também é possível que ele seja membro de uma das nossas igrejas, talvez até um dos que lê a revista Touchstone [N. T.: revista onde esse texto foi veiculado originalmente].

Para começar a tratar dessa crise, convocamos a igreja de Jesus Cristo a tratar de forma séria o que está em risco aqui. A pornografia é mais do que impulsos biológicos ou niilismo cultural; é uma questão de adoração. A Igreja cristã, em todos os lugares e em todos os tempos e em todas as situações, tem ensinado que não estamos sozinhos no universo. Um aspecto do “cristianismo puro e simples” é que existem seres espirituais invisíveis por todo o cosmos que buscam nos atacar.

Esses poderes entendem que “quem peca sexualmente peca contra o seu próprio corpo” (1 Coríntios 6.18). Eles entendem que uma ruptura no laço matrimonial sexual mancha a personalização da figura de Cristo e sua Igreja (Efésios 5.32). Eles sabem que a pornografia na vida de um seguidor de Cristo é como se unisse Cristo, espiritualmente, a uma prostituta eletrônica ou, mais provável, um vasto harém de prostitutas eletrônicas (1 Coríntios 6.16). E esses poderes acusadores sabem que aqueles que praticam essas coisas sem se arrepender “não herdarão o Reino de Deus” (1 Coríntios 6.9-10).


Falso arrependimento

Isso significa que nossas igrejas não podem simplesmente contar com grupos de apoio e softwares de bloqueio parental para combater essa praga. Devemos enxergar isso como algo profundamente espiritual e, acima de tudo, restabelecer uma visão cristã da sexualidade humana. A pornografia na internet, afinal de contas, é pura conseqüência de uma visão da sexualidade humana egoísta e infrutífera. Em uma era em que o sexo significa meramente atingir o orgasmo usando qualquer meio possível, devemos reafirmar o que a Igreja cristã sempre ensinou: o sexo é uma figura da união pactual de um homem com uma mulher, uma união cuja intenção é fazer florescer o amor, a alegria e, sim, o prazer sexual.

Mas ele também serve para representar nova vida. Uma visão cristã da sexualidade, arraigada no mistério do evangelho, é o que há de mais distante da feiúra utilitarista da pornografia. Nosso primeiro passo deve ser mostrar por que a pornografia deixa uma pessoa, e uma cultura, tão adormecida e vazia. A sexualidade humana é, como meu colega Robert George colocou, mais do que “partes do corpo pressionadas umas nas outras”.

Mais ainda, devemos clamar por arrependimento em nossas igrejas, e isso é mais difícil do que parece. A pornografia traz consigo um tipo de falso arrependimento. Imediatamente após um “episódio” de pornografia “terminar”, o participante normalmente, em especial no começo, sente um tipo de remorso e de repulsa por si mesmo. Um adúltero ou um fornicador do tipo mais tradicional pelo menos podem racionalizar e dizer que está “apaixonado”. A maioria das pessoas, apesar disso, não escreve poesia ou músicas românticas sobre essa compulsão isolada da masturbação. Mesmo pagãos que acham a pornografia agradável e necessária parecem reconhecer que isso é um tanto quanto patético.

Tipicamente, para aqueles que se identificam como cristãos, um episódio pornográfico é seguido por uma resolução de “nunca mais fazer isso de novo”. Muitas vezes (de novo: tipicamente) esses homens prometem buscar algum tipo de apoio e deixar o hábito pra trás. Mas normalmente essa resolução diz menos sobre uma consciência pesada do que sobre um apetite saciado. Mesmo Esaú, com a barriga cheia de ensopado, chorou por seu direito de primogenitura perdido, mas “não teve como alterar a sua decisão, embora buscasse a bênção com lágrimas.” (Hebreus 12.17).

Sem arrependimento genuíno, o ciclo da tentação continuará. Os poderes dessa era vão colaborar com os impulsos biológicos para fazê-la parecer irresistível novamente. O pseudo-arrependimento manterá o pecado apenas escondido. Isso é obra do diabo e está entre as coisas que nosso Senhor Jesus veio destruir (1 João 3.8).

Genuíno arrependimento

Nossas igrejas precisam mostrar como é o arrependimento genuíno. Isso não significa estabelecer regras e regulamentos legalistas contra o uso da tecnologia. Isso, nos diz o Apóstolo Paulo, “não têm valor algum para refrear os impulsos da carne” (Colossenses 2.23). Isso de fato significa, entretanto, que cada fonte de tentação vem com um meio de escape correspondente (1 Coríntios 10.13). Para alguns membros especialmente vulneráveis de nossas igrejas. Isso significa abrir mão do uso de computadores pessoais ou da internet como um todo.

Essa sugestão pode parecer absurda para muitos, como se nós estivéssemos sugerindo que alguns cristãos fariam bem ao parar de comer ou dormir. Mas os seres humanos já viveram milhares de anos sem computadores e sem a Internet. Estaria nosso Senhor Jesus certo quando diz que é melhor cortar a mão ou retirar um olho do que sermos condenados por nossos pecados? (Mateus 5.29). Não é muito menor que isso pedir para alguém cortar apenas um cabo?

Também devemos fortalecer as mulheres em nossas congregações para agirem como cristãs com seus maridos escravizados pela pornografia. Nós cremos, e ensinamos enfaticamente, que as mulheres devem se submeter a seus maridos (Efésios 5.23). Mas nas Escrituras e nos ensinamentos cristãos, toda submissão (exceto aquela a Deus) tem limites. O corpo do marido, diz a Bíblia, pertence à sua esposa (1 Coríntios 7.4). Ela não precisa se submeter a ser um alvo físico das fantasias pornográficas de seu marido. Se ambos são membros de uma igreja cristã, e ele não se arrepende, nós aconselhamos a esposa a seguir os passos que Jesus estabeleceu (Mateus 18.15-20) para chamar um irmão ao arrependimento, que levam até a ação da igreja.

A resposta do evangelho

Finalmente, e mais importante, chamamos a igreja a contra-atacar a pornografia com aquilo que os poderes demoníacos mais temem: o evangelho de Jesus Cristo. Jesus, afinal de contas, andou conosco e, antes de nós, passou por essas tentações. O seu inimigo (que também é nosso inimigo) ofereceu a ele uma refeição solitária “masturbativa”, no meio de um jejum no deserto. Jesus recusou a oferta de Satanás, não porque ele não estava com fome, mas porque ele queria um banquete matrimonial, junto de sua Igreja como “preparada como uma noiva adornada para o seu marido” (Apocalipse 21.2).

Chamamos a igreja a contra-atacar a pornografia com aquilo que os poderes demoníacos mais temem: o evangelho de Jesus

Esses poderes querem qualquer filho de Adão, especialmente um irmão ou irmã do Senhor Jesus, sofrendo debaixo de acusações. Através da confissão de pecados, entretanto, qualquer consciência, incluindo aquela obscurecida pela pornografia, pode ser purificada. Pelo sangue de Cristo, recebido em arrependimento e fé, nenhuma acusação satânica pode permanecer, nem mesmo aquela que vem do histórico de navegação da internet.

Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com | Original aqui

http://blogdopcamaral.blogspot.com.br/2013/08/pornografia-excitando-nos-ate-morte.html

terça-feira, 13 de agosto de 2013


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" Certamente, ao longo de sua provação, 
Jó havia aprendido a ir além do que estava escrito na lei, 
achegando-se ao Autor da lei, que, no final, 
não pagou a Jó o salário que merecia, 
mas sim o recompensou de acordo com sua graça."

A Bíblia da Mulher - Ed. Mundo Cristão/SBB



Coração de Jó

Anderson Freire

Deus, olha pra dentro de mim  Recompõe meu coração 
Com a qualidade que fez de Jó um espelho para gerações 
Rico ou pobre ele foi o que eu preciso ser 
Coração sincero, homem reto pra não se perder.

Jó não blasfemou no dia em que tudo virou cinza 
Eu preciso ser assim, Senhor, me ensina.


Toca, Senhor, no meu caráter  Me dá o coração de Jó 
Que não blasfema, que te adora  Mesmo se tudo virar pó 
Toca, Senhor, no meu caráter  Me dá o coração de Jó 
Em meio ao tudo, em meio ao nada 
Quero te adorar, Senhor Tu és meu melhor

Jó, Rico ou pobre ele foi o que eu preciso ser 
Coração sincero, homem reto pra não se perder 
Jó não blasfemou no dia em que tudo virou cinza 
Eu preciso ser assim, Senhor, me ensina.

A vara de Amendoeira e a Fidelidade de Deus

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"Ainda veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
Que é que vês, Jeremias?
E eu disse: Vejo uma vara de amendoeira.
E disse-me o SENHOR: Viste bem;
porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la."
Jeremias 1.11-12

Num jogo de palavras, no hebraico, "amendoeira" (heb. shaqued)
e " eu velo" (heb. shoqued, lit. "vigiando") são muito semelhantes.
A amendoeira era a primeira árvore a despertar para a vida
na primavera, dando a entender que Deus está desperto,
vigiando sobre sua palavra para cumpri-la.

A Bíblia da Mulher - Ed. Mundo Cristão/SBB

Orando, aprendemos a orar

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Mantenha uma comunicação continua com Deus sobre as coisas diárias da vida...
Não se preocupe com a maneira "apropriada" de orar.
Simplesmente converse com Deus.
Compartilhe as suas magoas, compartilhe as suas tristezas.
Compartilhe suas alegrias - livremente e abertamente.
Deus ouve com compaixão e amor...
Ele se alegra com a nossa presença.
Quando fizermos isso, descobriremos algo de inestimável valor.
Descobriremos que, orando, aprendemos a orar.

-RICHARD FOSTER, Prayer