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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

PARA QUÊ?

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 Daria Gláucia Yaz de Andrade

Para que desejar os sonhos que morreram
E aquele antigo amor que nunca há de voltar?
Para que desejar as ilusões que foram Silenciosamente,
PARA QUE DESEJAR?

Para que lamentar, amigo, a primavera
De risos e sons que nunca há de retornar?
Para que lamentar os rigores do inverno
E as nevadas da vida... PARA QUE LAMENTAR?

Para que suspirar por amigos que partem
Para longe de nós.. . e a dor de separar?
Para que suspirar, se os amigos não vêem
A nossa solidão? PARA QUE SUSPIRAR?

Para que prantear os mortos bem amados,
E as vozes, doces vozes, que nunca hão de voltar
À magia do riso e à magia do canto...
Este silêncio eterno... PARA QUE PRANTEAR?

Para um sonho que murcha, mil sonhos reverdecem,
E nas cinzas do amor outro há de reflorir.
As ilusões que vão, elas também retornam
Silenciosamente, como as vimos partir.

A primavera volta e o sol e a claridade,
Seja um dia ou outro dia, hão sempre de brilhar;
A invernia se vai... e os rigores do inverno
A presença do sol não podem perturbar!
Há amigos que partem, e há amigos que ficam,
Cheios de amor profundo e de consolação;
Vivem perto de nós, mister os descubramos,
Para encher-se de sons a nossa solidão.

E, para que chorar os entes que morreram,
Se em nosso coração eles podem morar,
Se a Saudade bem quer repetir suas vozes,
E eles podem viver dentro do nosso olhar?

E paira, além de tudo, esta grande certeza:
O meu PAI tudo vê, o meu PAI sabe amar. . .
Se o Pai cuida de nós e o seu amor é eterno
E a nossa vida breve. ..PARA QUE CHORAR?

Extraído de FLORILÉGIO CRISTÃO - Rosalee M. Appleby

terça-feira, 22 de outubro de 2013

ESTUDO: TEMPERAMENTOS TRANSFORMADOS PELA ATUAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO

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Publicado por Josias Moura

Nosso temperamento é parte permanente da nossa personalidade, e ele ficará conosco do começo ao fim de nossa vida. Ele poderá modificar-se um pouco durante certos períodos de nossa vida, à medida que amadurecemos, passando da infância à juventude, e daí para a vida adulta. O temperamento explica nosso comportamento, mas não deve servir de desculpas para ele. Sendo parte de nossa natureza humana, ele deve ser controlado por nosso espírito (Gn 4:7; 1 Co 9:25). Os temperamentos básicos não se modificam. Entretanto, seus pontos negativos podem ser disciplinados, reorientados e até corrigidos com o auxílio do Espírito Santo. Teremos que determinar quais são os aspectos de nosso temperamento que interferem como nosso desenvolvimento espiritual, e depois iniciar uma renovação do Espírito Santo para superar estas fraquezas. A idéia de reconhecer os pontos positivos e negativos de cada temperamento ajuda-nos a compreender a nós mesmos e aos outros, de forma bem melhor. Quando entendemos que, pelo Espírito Santo, nossas fraquezas podem ser modificadas, passamos a revestir-nos das características do temperamento controlado pelo Espírito Santo.

DEFINIÇÃO

Temperamento é o estado fisiológico, ou constituição particular do corpo. Constituição moral: índole, têmpera. Temperamento é o conjunto das disposições orgânicas que constitui cada natureza face dos mesmos estímulos externos.

CARACTERÍSTICAS DO TEMPERAMENTO

O temperamento é inato: a criança já nasce com um determinado temperamento, embora este muito tarde se manifeste. O temperamento é mais profundo do que nossa consciência. É um poder inconsciente que opera sem cessar e automaticamente. Porque o temperamento tem sua raiz em nossa subconsciência, tem um efeito inevitável em nossa vida consciente, em nossas emoções, intelecto e vontade.

O temperamento é imutável: não só a pessoa já nasce com um tipo de temperamento como também este a acompanha até a morte. E não é possível transformar-se o temperamento de um indivíduo nem pela medicina, nem pelo exercício físico e nem pela educação. Ninguém pode transformar seu temperamento, mas pode dominá-lo, pode controlar-se, de maneira a não se deixar levar pelos seus primeiros impulsos temperamentais.

TIPOS PSICOLÓGICOS

Um psicólogo chamado Jung se preocupou em estudar a comunicação entre as pessoas a fim de que possamos nos orientar melhor dentro dos quadros de referência do outro. Na sua experiência do dia a dia, ele percebeu que a presença do seu próximo é um desafio constante. O ouro não é tão semelhante a nós conforme desejaríamos. Não é raro ouvir o marido irritado dizer que não entende a esposa e a mãe queixar-se de absolutamente desconhecer a própria filha. Também nas relações de amizade e de trabalho surgem freqüentes desentendimentos que deixam cada pessoa perplexa face às reações do outro.

Jung descobriu duas atitudes básicas no comportamento do homem que estão intrinsecamente ligadas ao temperamento. Estas atitudes são: INTROVERSÃO E EXTROVERSÃO

Na Introversão incluem-se os melancólicos e fleumáticos. Na extroversão incluem-se os sangüíneos e coléricos.

Introversão e extroversão são ambas as atitudes normais. A introversão em grau elevado torna-se patológico, da mesma forma que a extroversão excessiva também será característica de estado mórbido.

CLASSIFICAÇÃO DOS TEMPERAMENTOS

O temperamento sanguíneo

A atitude básica para com o mundo é da receptividade. As impressões de fora têm uma entrada sem impedimento. Esta abertura para as impressões é explicada pelo fato de as emoções serem mais proeminentes no sanguíneo.

A força do sanguíneo

Ele tem o poder de Deus para viver no presente. Todos nós devemos fazer isto, mas raramente o fazemos. Alguns vivem no passado, então são memórias que tomam a sua atenção. Alguns vivem de futuro, então são ansiedades que os pegam. Ambos os tipos impedem de viver uma vida real que é para viver no presente.

O sangüíneo encontra facilidade para entrar nos sentimentos, pensamentos e interesses dos outros. Isto é por causa da sua aberta receptividade para impressões de fora e sua natureza emocional. Por causa do seu poder de se adaptar, ele anda facilmente e naturalmente entre todos os tipos de pessoas. Intuitivamente ele entra pelos sentidos na vida de outros e seus interesses, é porque isto toca na sua vida emocional, ele pode falar com o povo com verdadeiro entusiasmo.

O sangüíneo é terno e simpático. Ele pode verdadeiramente cumprir “Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram”. Por isso é bom encontrarmos com um sangüíneo quando estamos alegres. Ele não destruirá nossa felicidade pelo capticismo, criticismo ou indiferença. Ele está conosco em nossa alegria. Assim também na tristeza, ele chora conosco. Ele entende com o coração o que os outros não podem entender apesar de serem sábios ou firmes em caráter. Assim o sangüíneo tem dons naturais de cuidar dos doentes.

Ele tem potencialidades especiais para viver uma vida rica. Tem um olho aberto para as riquezas da vida. Ele vive, vê, ouve, percebe mais do que os outros. Ele tem um olho para formas, cores, para a natureza, arte, povo, animais e plantas, para o grande e pequeno. Sua vida está cheia não somente com muitas impressões, mas com impressões diferentes e sempre mudando. Por isso nunca tem tempo de ser monótono inerte.

Fraquezas do sanguíneo
  • É transitório e muitas vezes superficial. Isto é porque ele é uma pessoa do presente. Uma impressão expulsa a forma da impressão anterior. Como uma borboleta voa de flor em flor, assim sua alma, facilmente movida pelas impressões, voa de uma impressão para outra. Ele goza a impressão enquanto ela dura, mas quando são seguidas novas impressões, ele termina as anteriores. Elas têm servido seu propósito e ele não tem mais uso para elas.
  • Ele pode ser tão amável, alegre; quando encontra com um amigo, que se pode pensar que ele não tem outros amigos, mas quando encontra com outro amigo na próxima esquina, ele se apresenta da mesma maneira com que se apresentou ao primeiro amigo. Ele tem a capacidade de interessar outros. Suas emoções são facilmente agitadas.
  • Ele é inconstante. Não queremos dizer que ele é falso ou hipócrita e muito menos mentiroso ou irresponsável. Nada disso. Sem desejar, ele esquece suas promessas e seus deveres porque no momento está certo para cumprir, mas logo estes interesses são esquecidos. Sua vida consiste em propósitos bons, porém incompletos.
Sugestões para ajudar o sanguíneo na vida espiritual:

O sangüíneo é facilmente plasmado pelo ambiente, é fácil para ele captar os sentidos dos outros. Se um sangüíneo mora com crentes, logo ele entra naquele ambiente até contribuindo na sua conversão espiritual. Ele é aberto e receptivo para impressões. 

Assim, ele sente emoções, por ex., o amor de Deus, o sofrimento de Cristo na cruz. Tudo progride depressa e facilmente, como o Senhor falou de semente que caiu em pedregais (Mt 13:5-6,20,21). Logo nasceu, mas queimou-se porque não tinha raiz. “Logo recebe com alegria”. A conversão é difícil para ele. Em Lc 9:57-62, vimos vários sangüíneos. 

O Senhor os ajudou constrangendo-os a fazer uma escolha. Isto é o de que o sangüíneo precisa para ser levado a fazer a escolha, porque seu grande interesse em Cristo basta para ele, pensando isto ser suficiente e desta maneira evita fazer a escolha.

Disciplina própria para o sangüíneo: 
  • O primeiro dever é esclarecer que é nosso temperamento que impede de nos chegar a Deus e que causa dano na nossa vida. 
  • Com honestidade, tem que pelejar contra esta dificuldade.
  • As falhas do sanguíneo são abertas para todos fora dele. 
  • Nele falta firmeza espiritual, domínio próprio, é facilmente intoxicado por todas as experiências e perde a firmeza e estabilidade, coerência e a continuidade na sua vida. 
  • Logo, orar por ele é crucial para que o Espírito Santo desça sobre ele e lhe dê domínio próprio, firmeza espiritual e todos os outros dons que o Espírito quiser lhe dar. 
  • Ele precisa de treinamento com perseverança (1 Co 9:27). Um sanguíneo bem disciplinado torna-se um bom e valioso crente.
O temperamento melancólico 

Aqui, como no sangüíneo, sentimentos são as coisas principais na alma. Impressões de fora causam as mais fortes operações. Ele não deixa tantas impressões entrarem como o sangüíneo, logo que entram, ele começa a pensar, refletir, ponderar. O sangüíneo pensa pouco ou reflete pouco. Impressões entram e em pouco tempo são vencidas ou cobertas por novas impressões. O melancólico escolhe as impressões. Especialmente as impressões que têm relação com a sua pessoa. E quando ele é desanimado, dá preferência àquelas impressões que dão remorso e tormento. Ele guarda bem e relembra sempre. Fica remoendo as emoções, as impressões. 

Como o sangüíneo é de temperamento alegre, o melancólico é o de sofrimento, tristeza. O que ajuda a causar seu sofrimento não é somente pensar em si, mas sua tendência inata para julgar, avaliar todas as impressões que ele recebe de fora. Ele compara tudo com o ideal que ele tem na sua alma, seja o que for que ele encontre: um cavalo, uma cadeira, uma pessoa, etc., imediatamente ele compara essa nova experiência com seu alto ideal. Naturalmente ele é decepcionado. O resultado é que o presente tem pouco interesse para ele. E ele passa tanto deste mundo quanto para o mundo de pensamentos e sonhos. Lá ele vive do passado ou do futuro.

A força do melancólico

Ele tem uma alma de alta qualidade e rica. Sua alma não é somente admirável, mas profunda, portanto, muitos dos grandes artistas são deste tipo.

Ele é profundo e completo, não gosta de superficialidade. Mas nas coisas que ele tem interesse estuda de forma profunda e completamente.

Tem uma limitação: aqui também é diferente do sangüíneo. O sangüíneo está interessado em tudo e começa muitas coisas e deixa sem completar. O melancólico tem poucos interesses, mas dá tempo para todos. Ele tem disciplina sobre si mesmo.

Sua fidelidade: fiel aos poucos. O sangüíneo tem muitos amigos. O melancólico às vezes ofende as pessoas e muitos se afastam por causa de seu pessimismo, gênio e orgulho. Mas é bem fiel para com aqueles de quem gosta e que nele confiam. Por causa de sua natureza acanhada, não mostra muito seus sentimentos. Há uma coisa tocante acerca de sua amizade: tem mais do que diz e mostra.

Sua cortesia. Não esquece promessas e deveres. É cortês, não gosta de descuido, tudo tem que estar em ordem.

Fraquezas do melancólico
  • Ocupado demais consigo mesmo, ele é tentado a olhar por dentro com o resultado de aleijar a vontade e capacidade. Por estar olhando para o interior, é desprezível e prejudicial, portanto, ele pode facilmente desenvolver uma disposição nele.
  • Sensível – porque relaciona todas as impressões com seu próprio eu, facilmente fica ofendido e magoado. Portanto, facilmente supersticioso: “Por que ele fez aquilo?” “Por que ele diz isso?” Tais perguntas o sanguíneo quase nunca pensa, mas o melancólico diariamente está atormentado em si mesmo.
  • Sua irreconciliabilidade – ninguém acha tanta dificuldade em esquecer um insulto como ele. É porque as impressões são profundas. Ele pensa muito e estas coisinhas começam a tornarem-se grandes, até que é muito difícil para perdoar.
  • Pessimista – por causa do seu alto ideal, vê falhas e erros em tudo.
  • Orgulhoso – seu olhar para os erros dos outros dá lugar para desprezar. Ele não vê seus próprios erros.
  • Pensativo – por natureza, vive mais no mundo de pensamentos. O melancólico é pobre em iniciativa. E ambos são pobres em companhia e conversa.
  • Ele é indeciso – reflete todos os lados do caso, todas as possibilidades, conseqüências antes de fazer, ou melhor, tomar a decisão. Quanto mais ele pensa, mais difícil torna o problema.
  • O melancólico sente uma chamada para um trabalho idealístico e muito difícil. A vida ordinária é simples para ele, por isso, vai sonhando as coisas além.
Sugestões para ajudar o melancólico

O melancólico pode ser facilmente impressionado. As impressões deixam uma marca na sua mente profunda. As impressões que ele recebe de Deus não o permitem receber paz e gozo no mundo. Às vezes é impedido de tomar uma decisão por causa da sua maneira de procurar sondar e considerar todos os pontos.

Quando é convertido é muito sério acerca de sua fé. Muitas vezes refletindo sobre a sua vida, seu pecado, seu coração obstinado.

Como crente ele sempre vê primeiro as coisas tristes e escuras. É difícil para ele ver a direção brilhante e graciosa de Deus. Facilmente começa a murmurar, reclamar, esquecer as misericórdias de Deus.

Com o sangüíneo, as tentações são na mente e com o melancólico são mais no espírito
Como crente não representa atividade, iniciativa.

Não há ninguém que sofra como o melancólico. Enquanto o sangüíneo imediatamente esquece a injúria, o colérico é tão cabeça dura que não o nota e o fleumático olha de alto, com um sorriso. O melancólico é profundamente ofendido.

Disciplina própria para o melancólico
  • Introspecção é o ponto fraco do melancólico. Nisso é que tem de pelejar. Quando chegar ao ponto de olhar por dentro e achar que é além de sua capacidade, então prostra-se aos pés de Jesus e isto é a sua salvação (Fp 4:7). A única maneira que nossos corações podem ser guardados de olhar para dentro é olhar para Cristo. Ele precisa se entregar, sacrificar-se, trabalhar por outros, acreditar que isto ajuda muito a dirigir os seus pensamentos. Quanto mais se ocupar com outros, mais fácil esquecerá a si mesmo.
  • Deve pelejar contra pensamentos infrutíferos; tem que aceitar a realidade e aprender a viver no presente.
  • Deve pelejar contra o criticismo e orgulho; primeiramente deve ver seus erros em vez dos erros dos outros. Tal melancólico disciplinado e corrigido torna-se um membro valoroso da igreja. Ele é completo, profundo e cheio. Em conversa nunca será o sangüíneo. Ele é de poucas palavras. Quando diz uma coisa é bem pensada, considerada, organizada, mas também tem certos pensamentos independentes e profundos que nos dão assuntos para pensar depois.
  • Ele é fiel e cortês. Ninguém vive a vida escondida em Cristo mais do que ele. Ele tem o dom para analisar algo.

O temperamento colérico

Quando a experiência toca o colérico, toca a sua vontade. Imediatamente ele chega à decisão e sua decisão dirige para a ação. O colérico tem o temperamento que age.

A força do tipo colérico

Poder da vontade. Ninguém tem por natureza mais potencialidade de ser forte, firme de caráter quanto o colérico. Ele é feito para a atividade. Deseja primeiramente fazer todas as decisões a respeito de si mesmo, mas também quer tanto fazer decisões a respeito dos outros.

Resolução e poder para agir; enquanto o melancólico reflete e pondera todos os aspectos para ir contra, o colérico imediatamente vê o que deve ser feito. O colérico é calmo, certo e forte no tempo da decisão.

Ele é prático.

Ele é alerta, mente viva. Sua vontade energética que leva para pensamentos dispersos. Este pensamento não é profundo e completo. Seu julgamento de pessoas tem o aspecto prático. Estuda pessoas não para interesse dela, mas para entender a sua utilidade para ele.

É resoluto, corajoso, sempre tem um meio para vencer, gosta de ser mestre da situação.

Não permite ter medo.

Fraquezas do colérico
  • É severo e impiedoso. E a vida emocional é pouco desenvolvida nele. Portanto, tem pouca capacidade para entrar nas circunstâncias e situações dos outros. Não tem muita simpatia com o sofrimento físico ou espiritual. Não entende a terna e delicada vida.
  • É impetuoso e violento. Tem um gênio muito forte.
  • Tem muita confiança em si mesmo. Acha que vê mais claro e certo do que os outros. Nota que tem a energia que nos outros falta, por isso ganha confiança em si.
  • É orgulhoso e mandante, porque não tem tempo nem paciência para convencer os outros, então força-os a irem com vingança.
Sugestões para ajudar o colérico na sua vida espiritual

O colérico é o grupo mais difícil a alcançar. Ele julga facilmente religião como uma coisa sentimental.

Quando aceita o Evangelho aceita com todo coração.

Como crente tem capacidade de ter um bom caráter cristão. Quando suas energias e fortes desejos são dirigidos por Deus e para Deus, então, estes caracteres têm muito valor.

Torna-se um crente ativo. Trabalha onde quer que for.

Disciplina própria do colérico
  • Porque ele é um tipo duro, sua disciplina tem que ser forte e dura para vencer. Para pedir perdão é uma humilhação bem grande. Se ele se esforçar cada vez para pedir perdão, logo, vencerá facilmente e mais cedo. 
  • Seu orgulho e desejo por poder também são difíceis.
  • Tem que lutar contra as suas tendências para atividade inútil.

O temperamento fleumático

O fleumático tem o temperamento sereno e uniforme. Nenhuma fase especial é efetuada pelas impressões de fora. Ele tem aquela calma e não é surpreendido como o sangüíneo, nem magoado como o melancólico.

A força do fleumático

Ele é bondoso, calmo e é agradável. É pacífico. Deseja o menos possível preocupação e não entende por que outros ficam tão agitados acerca de coisas pequenas. E não fala muito.
É digno de confiança porque é calmo e tem tempo para pensar completamente. O que faz é bem feito, não é descuidado, pode resolver e agir, mas nem sempre está disposto. Precisa de alguém para iniciá-lo.

Tem uma mente prática, não é tão profundo no pensamento como o melancólico, mas com calma considera todos os lados. O fleumático é tão desapaixonado que tem mais liberdade no pensamento, as coisas ou impressões não influenciam tanto. Ele evita a perda de tempo, tem gênio calmo e sereno e intelecto prático. Tem muita potencialidade como conselheiro.

As fraquezas do fleumático
  • Ele é vagaroso – isto é relacionado com a sua atitude com o mundo fora. Nada o surpreende e nada o espanta, nada agita as suas emoções, está sempre observando quietamente; espectador quieto. Isto pode irritar muito a vida. Ele age positivamente contra inquietação e emoção. Se o sanguíneo está muito animado, o fleumático torna-se frio. Se o melancólico é pessimista sobre as dificuldades do mundo, o fleumático torna-se mais otimista do que nunca e por isso causa raiva aos outros.
  • Sua preguiça – ele é mais preguiçoso do que qualquer outro. O sangüíneo e o colérico são ativos, o melancólico é ativo nos seus pensamentos, mas o fleumático evita todos os esforços.
  • É oportunista.
  • É frio, mas não duro ou cruel como o colérico. É amável e pacífico quando alguém pede auxílio, mas prefere não se interessar.
  • É indiferente.
Sugestões para ajudar o fleumático na vida espiritual

O fleumático é inclinado para a justiça própria. Porque sua vida é controlada ele não cai nas tentações mais grosseiras. Por isso se defende contra acusações de consciência ou pessoas.

Não é difícil entrar com ele na conversa sobre Deus, porque é congenial e quer evitar qualquer argumento ou desprezo, se mostra amável e social. Mas evita falar pessoalmente sobre a sua necessidade, porque não quer nada que vai perturbar sua tranqüilidade, e não quer nada que vai causar dificuldade para si mesmo.

Mas se converter e obtiver o domínio próprio sobre o seu temperamento, torna-se um crente firme. Tem capacidade de viver na vida harmoniosa. Torna-se líder saliente.

Disciplina própria para o fleumático
  • É primeiramente seu amor por tranqüilidade que precisa combater.
  • Precisa combater a indiferença. 
  • Se o fleumático começa a exercitar um amor para servir seu coração se abrirá mais e mais, para as necessidades e dificuldades de outros, e ele achará que ultrapassa o gozo natural de uma vida calma e serena. 
  • Começa a entender o gozo do puro amor através de ajuda aos outros.

SAIBA DISCERNIR O SEU TEMPERAMENTO

Veja primeiro os pontos fortes, suas qualidades, porque é mais fácil ser objetivo quanto às qualidades do que às fraquezas. Uma vez determinadas as virtudes, procure os defeitos correspondentes:

SANGUÍNEO – atores, vendedores, oradores, recepcionistas, desportistas;

Qualidades – comunicativo, destacado, entusiasta, afável, simpático, bom companheiro, compreensivo, crédulo, etc.

Defeitos – pusilânime (falta de decisão de coragem), volúvel, indisciplinado, impulsivo, inseguro, egocêntrico, barulhento, exagerado, medroso.

COLÉRICO – produtores, construtores, líderes, professor, ditador, político, gerente, líder de movimentos;

Qualidades – enérgico, resoluto, otimista, prático, eficiente, decidido, líder, audacioso;

Defeitos– irancudo (propenso à ira), sarcástico, impaciente, prepotente, intolerante, vaidoso, auto-suficiente, insensível, astucioso.

MELANCÓLICO – artistas, músicos, poetas, inventores, decoradores, filósofos, mestres, contador, esteticista, escritor

Qualidades– habilidoso, minucioso, sensível, perfeccionista, esteta, idealista, leal, dedicado

Defeitos – egoísta, amuado, pessimista, teórico, anti-social, crítico, vingativo, inflexível.

FLEUMÁTICO – diplomatas, administradores, professores, técnicos, cientista, líder, médico, artista plástico, dona de casa

Qualidades – calmo, tranqüilo, cumpridor, eficiente, conservador, prático, líder, diplomata, bem-humorado.

Defeitos – calculista, temeroso, indeciso, contemplativo, desconfiado, pretensioso, introvertido, desmotivado.

PERSONAGENS BÍBLICOS E SEUS TEMPERAMENTOS

Pedro – O Sangüíneo – Mt 16:13-20

Depois do Senhor Jesus Cristo, Pedro é uma pessoa que mais sobressai nos evangelhos, característica típica de um sangüíneo de clamar atenção por onde passa. Dentre os discípulos é o que deixa seus defeitos visíveis a todos, num momento é amável e alegre, no outro assusta com suas atitudes:

- Falava mais que os outros discípulos

- O Senhor conversava muito amiúde com ele

- Teve a ousadia de repreender o Mestre

- Testemunhou outro recebeu louvor tão pessoal do Salvador

Quando experimentou a plenitude do Espírito Santo não só foi o homem de maior influência na Igreja dos primeiros tempos e um desafio para os cristãos exemplificando o que o Espírito Santo pode fazer com uma vida entregue a Ele.

Características do Pedro Sangüíneo

Impulsivo

Mt 4:20 – no modo como atendeu ao chamado de Jesus

Mt 14:28-29 – sua reação ao ver Jesus andando sobre o mar

Mt 17:1-13- sua atitude diante da transfiguração

Jo 18:10 – ao reagir à prisão do Senhor Jesus

Mt 28:6; Jo 20:6 – ao saber da ressurreição do Senhor Jesus

Jo 21:1-11 – ao encontrar-se com o Senhor após a ressurreição

Desinibido

Lc 5:1-11 – sua atitude reveladora na pesca maravilhosa

Falante

Mt 16:13-20, Jo 6:66-69 – o efeito positivo do seu testemunho acerca da identidade de Jesus

Egoísta

Mt 16:22 – sua motivação egoísta valeu-lhe a repreensão mais severa feita pelo Senhor

Interesseiro

Mt 19:27-30 – seus questionamentos quanto aos favores por seguir ao mestre

Fanfarrão

Mt 26:33 – sua tendência a gabolice

Pedro cheio do Espírito Santo

“O que Deus fez por seu apóstolo sangüíneo, Ele fará por você, desde que esteja disposto a cooperar com o Espírito Santo permitindo que o seu poder o fortaleça em suas fraquezas”.

At 1:15 – o primeiro sinal de uma transformação: Pedro, um homem sangüíneo e iletrado, agora, cheio do Espírito Santo torna-se um grande pregador do Evangelho.

At 3:1-7 – a ousadia de Pedro é convertida em glorificar o Senhor Jesus e não a si mesmo.

At 4:5-13 – o Pedro que antes negara o Senhor Jesus, agora confessa abertamente que Ele é o Salvador.

At 5:40-42 – a constância de Pedro é evidente ao ser açoitado severamente pelo oficial do Sinédrio.

At 9:36-42 – a humildade e dependência de Deus.

2 Pe 3:15 – a maturidade de Pedro

Paulo – O Colérico

Personagem bíblico que melhor ilustra o temperamento colérico é o apóstolo Paulo. Ele é de fato excelente exemplo da maneira como o Espírito Santo modifica uma pessoa de vontade férrea, após sua conversão. Saulo de Tarso era um colérico de aprimorada educação e muita religiosidade. Aparece no cenário bíblico, participando do apedrejamento de Estevão (At 7:54-58). As testemunhas deixaram suas vestes aos seus pés de um jovem chamado Saulo, o que indica ser ele o líder do grupo. Estudiosos afirmam que ele era membro do Sinédrio – o conselho dos setenta anciões de Israel. E Saulo que era jovem na época, isto seria um privilégio fora do comum.

Características do Paulo Colérico

Cruel – a Bíblia descreve Saulo como “respirando ameaças e morte contra os discípulos do Senhor”(At 9:1-2). A maioria dos coléricos tem forte tendência a astúcia e a ardilosidade quando motivados pelo ódio ou pela intolerância. Antes de sua conversão era por instinto um líder zeloso e ativo, implacavelmente cruel com os que o contrariavam.

Força de vontade – uma das maiores vantagens do indivíduo com este temperamento é sua força de vontade, o que pode fazer dele uma pessoa muito bem sucedida. Paulo se refere a isso em 1 Co 9:24-27. Suas atitudes tinham metas definidas, Paulo sabia o que queria e para onde ia. Ele sabia que autodisciplina começa ne mente. Se você não resolver em sua mente que faça determinada coisa, provavelmente jamais conseguirá fazê-la (2 Co 10). Esta imensa força de vontade fez dele um líder com capacidade de dirigir e motivar outras pessoas.

Agressivo – ira e agressividade são características deste temperamento. Vimos que tais sentimentos o influenciaram antes de sua conversão, mas depois desta, raramente aquelas aparecem. Um desses casos é relatado em At 15, sua discussão com Barnabé. Paulo mostrou-se intolerante e inflexível. Outra erupção de ira do apóstolo se encontra em At 23, ao ser levado preso perante o Sinédrio. Isto mostra que um colérico, mesmo cristão, tem na ira um problema.

A transformação de Paulo

Apesar do grande potencial, ele é, provavelmente por natureza, o mais carente das características proporcionadas pela plenitude do Espírito Santo do que qualquer dos outros temperamentos. A carta aos Gálatas 5:22-23 – revela-nos as características necessárias ao temperamento colérico. Todas elas se encontram na vida do apóstolo após sua conversão.

Amor – o Espírito Santo, de maneira maravilhosa, transformou um indivíduo irado, amargo e perseguidor, em uma pessoa calorosa e compassiva (Rm 10:1, 9:1-3).

Paz – O Espírito Santo de Deus fez com que Paulo compreendesse que a paz não depende de circunstâncias ideais. Quando o apóstolo foi encarcerado, um sentimento sobrenatural de paz tomou conta de seu ser (Fp 4:11-12; 6,7)

Humildade – O Espírito Santo conhecia bem a necessidade que Paulo tinha de humildade, pois após sua visão do céu relatada em 2 Co 12, foi-lhe posto um espinho na carne (Rm 8:28). Paulo tinha necessidade de sempre relembrar sua dependência de Deus.

Conclusão: Paulo entregou sua férrea vontade ao Senhor Jesus na estrada de Damasco. Quando tomou esta decisão parecia ter muito a perder, porém, sua vida é um exemplo claro das palavras de Jesus “Quem perder a sua vida por minha causa, achá-la há (Mt 10:39).

Moisés – O Melancólico

O melancólico Moisés nos fornece excelente material para um estado analítico do temperamento porque as Escrituras nos dão muitas informações a seu respeito. O melancólico líder de Israel ilustra claramente a diferença que o poder de Deus faz na vida de um homem. Depois de educado aprimoradamente durante quarenta anos na sede da cultura egípcia, este brilhante melancólico passou 40 anos cuidando de animais num deserto distante. Com 80 ouviu o chamado de Deus da sarça ardente, e durante os 40 anos seguintes foi um dos maiores líderes do mundo. Como qualquer cristão dos dias de hoje, Moisés só foi produtivo para Deus quando controlado pelo Espírito Santo.

Características do Moisés Melancólico

Talentoso – em At 7:22, Estevão, 1º mártir do cristianismo, nos informa que Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras. O Egito era na época o centro da civilização e ele absorveu todo o conhecimento dos egípcios sem se deixar dominar. A habilidade de Moisés em conduzir três milhões de pessoas através do deserto; como juiz, profeta reflete sua natureza excepcionalmente bem dotada.

Abnegado – os indivíduos melancólicos têm dificuldades em desfrutar do conforto ou do sucesso sem sentir alguma culpa. Têm freqüentemente a inclinação de se dedicar a causas que exijam sacrifício. Na vida de Moisés isto é visto claramente em Hb 11:23-27, seu exemplo de abnegação e renúncia é prova de que homem algum sai perdendo quando dá sua vida a Deus.

A lealdade de Moisés – um dos traços mais admiráveis do melancólico é a sua lealdade e fidelidade. Embora não seja fácil fazer amigos, é intensamente leal àqueles que adquire. Esta característica fez com que tivesse facilidade em ser de maneira especial devotado a Deus. A devoção de Moisés cresceu durante os 40 anos no deserto. Quando os problemas surgiram, buscava direção divina e como líder deu várias provas de sua fidelidade ao Senhor (Ex 14;16;17). Isto não significa que Moisés era perfeito. Você encontrará diversas falhas em sua vida indicando que era muito humano, durante os anos em que serviu a Deus.

Complexo de inferioridade – os talentos de Moisés são negligenciados devido ao seu excessivo sentimento de inferioridade. As desculpas que Moisés deu ao Deus Todo-Poderoso quando conversaram junto à sarça ardente são um exemplo clássico da depreciação que os melancólicos fazem de si mesmos:

1. Não tenho talento – “quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?”

(Ex 3:11). Moisés depreciava suas habilidades pessoais e recuava diante da idéia de colocar seus talentos à disposição do Senhor. A resposta de Deus a Moisés é válida para todos os cristãos: “Certamente Eu serei contigo”(Ex 3:12) Do que mais Moisés precisava?

2. Ninguém acredita em mim – “Mas eis que não crerão nem acudirão à minha voz”(Ex 4:1)

O medo de ser rejeitado faz parte do complexo de inferioridade do melancólico. Este temor é totalmente egoísta, e quanto mais cedo for reconhecido como pecado, mais depressa experimentaremos o poder transformador de Deus em nossas vidas.

3. Não sei falar em público – “Nunca fui eloqüente…pois sou pesado de boca e pesado de língua”(Ex 4:10). A resposta de Deus a Moisés é hoje tão pertinente quanto foi o passado: “Quem fez a boca do homem?… Eu serei com tua boca e te ensinarei o que hás de falar” (Ex 4:11). Pregar e ensinar a palavra de Deus não tem nada a ver com eloqüência e sim com obediência. A resposta do Senhor a Moisés esclarece que o êxito espiritual é alcançado pelo poder de Deus e não pelo nosso potencial e nossos talentos.

4. A ira de Moisés – além do medo, a ira reprimida freqüentemente espreita o temperamento melancólico. Sua incapacidade de controlar essa emoção o impediu de entrar na terra prometida (Ex 16:20; 32:19). A ira auto-indulgente desagrada a Deus e leva a graves pecados. Nenhuma pessoa compreensiva criticaria Moisés por se irritar com aquele povo ingrato, mas Deus, O Todo-Poderoso, assim o fez, pois o Senhor lhe tinha oferecido toda orientação e poder necessário.

5. A depressão de Moisés – Moisés é um dos três grandes servos de Deus que ficaram deprimidos a ponto de se desesperar e pedir a Deus que lhes permitisse morrer. Os outros dois foram Elias (1 Rs 19) e Jonas (Jn 4:1-3). De todos os temperamentos, o maior problema das pessoas melancólicas é a depressão. O relato da depressão de Moisés é dado em Nm 11:1-15. Deus jamais pediu a Moisés que suportasse a todo aquele peso de responsabilidade, os quais eram Dele. Porém Moisés cultivou de tal forma a auto-piedade que pediu ao Senhor: “Se assim me tratas mata-me de uma vez, eu Te peço, se tenho achado favor aos Teus olhos”. Lembre-se de que a reação de Moisés, face aos acontecimentos, foi o que causou a sua depressão, e não as circunstâncias em si mesmas.

Abraão – o Fleumático

As pessoas de mais fácil convivência são as fleumáticas. Sua natureza calma e sossegada faz com que sejam benquistas por todos. Por ser um tanto introvertido, suas fraquezas e virtudes não são tão perceptíveis. Um de seus maiores problemas é a falta de motivação. Tem a tendência de olhar a situação como mero espectador, evitando a todo custo envolver-se em atividades; o medo de errar perante as outras pessoas, gera relutância em lançar-se a algum projeto. Vários homens dos tempos bíblicos parecem ter possuído boa parcela deste temperamento: Noé, Samuel, Daniel, José (esposo de Maria), Natanael, Felipe e Tiago, porém, o melhor exemplo é Abraão.

Características do Abraão Fleumático

Cauteloso – a hesitação, indecisão e o medo, naturais no fleumático, são vistos em Abraão em Gênesis 12, ao receber o chamado do Senhor, era tão dependente de seus pais que em vez de obedecer inteiramente a ordem de Deus, levou consigo seus familiares o que lhe causou sérios problemas. Muitos cristãos fleumáticos relutam diante das oportunidades, não pela falta de capacidade, mas pela hesitação de aventurarem-se pelo desconhecido.

Pacífico – uma das características mais admiráveis é o seu amor à paz. Tendem a demonstrar serenidade e calma, seu desejo de paz e harmonia é, em geral, maior do que o de possuir bens pessoais. Em Gn 13:8-9 na discussão entre os pastores de Ló e Abraão, este intervém de maneira ordeira, dando ao sobrinho o direito de escolha.

Leal – sua atitude quando pressionado, revela sua personalidade. De todos os tipos de temperamentos, os fleumáticos são os que melhor trabalham sob pressão, demonstram calma e eficiência em tempos de crise. Em Gn 14, ao saber que a terra de Ló estava em guerra e que este havia sido levado cativo, Abraão age como seu defensor demonstrando características latentes de liderança e que sua amizade ao sobrinho estava acima de suas diferenças pessoais.

Passivo – junto à sua inclinação natural para a paz, há a passividade face aos conflitos. Em Gn 16 vemos a exagerada influência de Sara sobre Abraão, o que resultou em sérias conseqüências que permanecem até os dias de hoje. Uma das lições que os fleumáticos precisam aprender é que nada se consegue pela acomodação.

Temeroso – o fleumático possui doses generosas de medo e Abraão tinha grande problema com seus temores íntimos. Por causa da grande fome que assolava a terra, Abraão deixou de lado a vontade de Deus e foi para o Egito; por causa de seu temor a Faraó, nega que Sara era sua esposa. A covardia de Abraão resultou em sua expulsão da terra, dando um péssimo testemunho do Senhor naquela terra pagã (Gn 12). Abraão negou a Sara novamente para conseguir os favores de Abimeleque. Se não fosse a intervenção divina, os dois teriam sido envolvidos em um pecado trágico (Gn 20). Os nossos pretextos e as nossas concessões jamais melhoram o plano e a provisão de Deus.

A transformação de Abraão

O crescimento de Abraão na fé mostra-nos um crescimento gradual que Deus dá a todo crente. Uma das maiores provas deste crescimento está no sacrifício de Isaque (Gn 22). O resultado desta fé está na confiança que Abraão depositou na Palavra de Deus, agindo conforme sua promessa. A fé não precisa de respostas, só de direção.


http://descubraessepoder.blogspot.com.br/2011/11/estudo-temperamentos-transformados-pela.html

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

ASSÉDIO MORAL NA IGREJA: PRÁTICA NEFASTA QUE URGE COMBATER


http://blog.maisestudo.com.br/wp-content/uploads/2011/08/assedio-moral.jpg
Postado por Rev. Liberato Pereira dos Santos

Recebi o artigo abaixo, do Rev. Derli Machado, achei muito pertinente, por isso estou postando no blog. Essa prática está presente em nossas igrejas produzindo muitas vítimas. Para um bom tratamento torna-se necessário um bom diagnóstico, portanto após a leitura, veja se você não está praticando tal procedimento, se for o seu caso, procure mudar sua atitude. Boa reflexão.

O assédio moral vem a ser caracterizado como um comportamento que utilizando técnicas de desestabilização, conduzem o indivíduo a um estado de desconforto psíquico que pode evoluir para a irritação, estresse e até mesmo depressão. Isto pode ocorrer na família, na vida social e dentro de empresas. Evidentemente, numa instituição religiosa (igreja), onde seus membros são “salvos”, as possibilidades da ocorrência do assédio moral são “minimizadas”, certo? Errado! Errado! Infelizmente tem sido “maximizadas”, ampliadas, e o risco de alguém ser vitima de tal pressão são aumentativas, especialmente os envolvidos em cargos de liderança. Infelizmente essa violência perversa cada vez mais atinge as igrejas.

METODOLOGIA: os moralmente perversos utilizam as mais variadas técnicas: os subentendidos, alusões malévolas, a mentira, humilhações. Por meio de palavras aparentemente inofensivas, alusões, sugestões ou não-ditos, é efetivamente possível desequilibrar uma pessoa ou até destruí-la.

1ª) A primeira fase do assédio consiste em DESESTABILIZAR a vítima. É toda e qualquer conduta abusiva manifestando-se, sobretudo por comportamentos, palavras, atos, gestos, escritos que possam trazer dano à personalidade, à dignidade, ou à integridade física ou psíquica de uma pessoa. Em seguida esses ataques vão se multiplicando e a vítima é seguidamente acuada, posta em situação de inferioridade, submetida a manobras hostis e degradantes durante um período maior. É a repetição dos vexames, das humilhações, sem qualquer esforço no sentido de abrandá-las, que torna o fenômeno destruidor. Assim acossada, a pessoa não consegue manter o seu potencial. Ela é estressada, crivada de críticas e censuras, para que se sinta seguidamente sem saber de que modo agir.

2ª) A segunda fase do assédio consiste em DESQUALIFICAR a vítima. Subentendidos, alusões desestabilizantes ou malévolas, observações desabonadoras. Pode-se assim levantar progressivamente a dúvida sobre a idoneidade, a honra, a competência, pondo em questão tudo que ele faz ou diz.

3ª) A terceira fase do assédio consiste em DESACREDITAR a vitima. Para pôr o outro para baixo, é ridicularizado, humilhado e coberto de sarcasmo até que perca toda a autoconfiança. Geralmente usa-se a calúnia, a mentira, tudo de modo que a vítima perceba o que se passa, sem que possa, no entanto, defender-se.

A VITIMOLOGIA – uma pessoa que tenha sofrido uma agressão psíquica como a do assédio moral é realmente uma vítima, pois seu psiquismo é alterado de maneira mais ou menos duradoura.

CONSEQUÊNCIAS: As consequências “emocionais” e “espirituais” desse estado de coisas para uma igreja não devem ser negligenciadas, já que a deterioração do ambiente provoca uma diminuição importante da eficácia ou do rendimento do grupo.
A IMPUNIDADE: O que tem contribuído para o crescimento dessa prática no seio da igreja é, sem dúvida nenhuma, a certeza da impunidade. Se na justiça comum isso já vem sendo tratado como crime (com pena que vai de indenização por danos morais e até prisão), na igreja não se trata nem como pecado. O assédio moral está totalmente liberado. Isso é desmoralizante, para não dizer, uma vergonha. Está na hora de combatermos esse mal, e com coragem, fazermos justiça, afinal, segundo Jesus “a nossa justiça deve exceder a dos escribas e fariseus”. Os sindicatos e organismos que atuam em defesa de trabalhadores desenvolvem campanhas para informar o que é o assédio moral, como ele ocorre, as formas de combatê-lo etc. No entanto, vimos identificando no meio evangélico certas resistências ao combate desse fenômeno, representada pela ausência de reflexão crítica dos seus membros, do corporativismo, do compromisso com as amizades, não com a verdade; com as conveniências, não com as evidências. Daqueles que escolhem o silêncio da covardia em detrimento ao grito da coragem. Preferem o distanciamento, em vez do posicionamento.

As Igrejas deveriam ficar atentas ao problema e combater biblicamente todas as formas de assédio moral que possam atingir os seus membros. Respeito é bom, e todo mundo gosta.

Rev. Derli Machado

http://vidacomsentidopleno.blogspot.com.br/2011/05/assedio-moral-na-igreja-pratica-nefasta.html

Meu Deus! Assédio Moral e Psicológico dentro da Igreja!


http://www.jornalista292.com.br/noticias_fotos/assediomoral2.jpg 

 O assédio moral e psicológico é um fenômeno invisível, mas, global, é um dos piores problemas que tem surgido dentro de empresas e lamentavelmente dentro da igreja e tem chamado a atenção pelos danos que provoca, mas, que precisa ser combatido e denunciado. Tais práticas devem ser rejeitadas com força e união entre as vítimas sem se deixar ser intimidados e que se recusam sofrer calados.
Este problema tão sério não pode ser banalizado e ignorado, seja por indiferença, covardia ou até mesmo desconhecimento.
Nesses casos onde se identifica situações vexatórias, humilhantes e constrangedoras, vemos vítimas sendo tratadas como responsáveis.

Assédio moral aparece pela primeira vez em um título de um livro em 1998 "Assédio Moral: a violência perversa do cotidiano", de uma psicanalista e vitimóloga, publicado na França, e lançado aqui no Brasil, em 2000, pela francesa Hirigoyen. E assim ela define assédio moral:

"toda e qualquer conduta abusiva (gesto, palavra, comportamento, atitude...) que atente por sua repetição ou sua sistematização, contra a dignidade psíquica ou física de uma pessoa, ameaçando seu emprego ou degradando o clima de trabalho."

Olhando para a igreja, vemos alguns líderes se comportando como gerentes de uma empresa, com metas empreendedoras em nome de Deus, provocando divisões no meio da Igreja, bem como, uma enorme insatisfação, devido a forma como se conduz a "obra do Senhor" para atingir novas metas "espirituais". É ai que o medo toma conta, por ser avaliado constantemente sem um reconhecimento. A angústia e a tristeza gerando um quadro depressivo, devido o peso da culpa que lhe é imputado pelo que pratica o abuso de poder, como eu pude ouvir de um determinado pastor que me disse quando fui pregar em sua igreja: "Aqui quando não opera o poder do Espírito Santo, opera o poder do Microfone!". Há o poder do microfone! Meu Deus! Este tem sido o maior vilão dentro das igrejas onde o assédio moral é praticado. Mensagens carregadas de desabafos covardes para atingir pessoas indefesas que não tem o mesmo direito de se defender. Mensagens confusas, potencializando o "erro" de outros líderes para ser visto como um lider melhor do que eles. Transformando a Igreja que deve ser um ambiente de paz, cura e restauração, em um ambiente de medo, inveja, competição e muita fofoca. Além de manipulações nos bastidores. O resultado disso tudo é uma má qualidade de vida física, emocional e espiritual por parte dos membros e lideres, desajustes na harmonia e comunhão entre irmão, causando transtornos psicológicos gerando confrontos indesejáveis em função do assédio moral.

O diálogo aberto despertado pelo amor ao Senhor Jesus e a igreja, o amor cristão, entre as vítimas e o agressor, expondo o mal causado seguido pelo interesse por uma melhor convivência no ambiente da igreja que deve ser espiritual, harmônica e de paz, desfazendo toda hostilidade insuportável e desagradável, gerando restauração, reconciliação e vida em abundância. Se depois de todas as tentativas possíveis perceber que não houve mudanças, busque uma outra congregação e seja curado de todos os transtornos sofridos em nome de Jesus.

Postado há 16th June 2012 por Pastor Welington Batista

http://prwelingtonbatista.blogspot.com.br/2012/06/meu-deus-assedio-moral-e-psicologico.html

O risco do abuso espiritual


Osmar Ludovico

Abuso espiritual significa qualquer situação na qual uma pessoa com mais poder religioso fere uma pessoa com menos poder, causando dano à sua vida espiritual, emocional, física, familiar ou financeira; obstruindo a ação do Deus que liberta, cura, e restaura.

Não acontece por acaso; é necessário que um líder com perfil de abusador se encontre com uma ovelha com perfil de risco de ser abusada.

Acontece, infelizmente, na Igreja Católica, mas também na Igreja Evangélica. Pessoas são usadas, manipuladas em nome de Deus, causando não somente sofrimento, mas resistência e aversão ao Evangelho.

Para ajudar nosso discernimento e prevenir o abuso, alisto algumas características do perfil do abusador e do abusado.

O PERFIL DO LÍDER ABUSADOR
• Liderança rígida que não pode ser questionada ou confrontada.
• A solidão do poder, sempre cercado de subalternos, sem amigos, sem iguais.
• Auto-referência para assuntos teológicos e éticos.
• Enorme necessidade de reconhecimento, afirmação e demonstração de poder.
• Controle sobre a vida dos liderados: como vivem, com quem vivem, como se comportam.
• Interferência nas decisões mais importantes da vida dos membros.
• Censura deliberada de outras fontes de informação teológica e comportamental.
• Espiar os outros membros é encorajado para relatar ao líder “ações desviadas”.
• Adoção de um linguajar próprio e diferenciado caracterizado por clichês.
• Maniqueísmo exarcebado, lógica do preto/branco, bem/mal, nosso grupo/grupos de fora, nossa doutrina/outras doutrinas.
• Estimulação do medo: medo de pensar independentemente, medo do mundo exterior, dos inimigos, de perder a salvação, de deixar o grupo.
• Cria uma atmosfera religiosa divorciada da realidade da vida, com ritos, cânticos, reuniões, declarações e comportamentos.

PERFIL DAS OVELHAS DE RISCO
• Dificuldade de auto-aceitação, de entrar em contato com a realidade de sua história e de suas dores, e tendência a se esconder na religiosidade.
• Filhos de pais inadequados com grande carência afetiva-emocional, necessitando de alguém que lhes transmita segurança, carinho e afirmação.
• Pessoas que precisam de muita estrutura externa para a fé: líderes, rituais, doutrinas.
• Pessoas suscetíveis a estados de consciência alterados através de ritos, cânticos, sinais, pregações, orações.
• Homens e mulheres que, na falta de amigos do coração com quem possam trocar confidências, escolhem um líder que tem acesso a todos os segredos de seu coração.
• Pessoas que se sentem inadequadas e incapazes de se relacionar direta e pessoalmente com Deus e que elegem um intermediário, negando assim o sacerdócio universal dos crentes e perpetuando o sacerdócio clerical da Antiga Aliança.
• Pessoas incapazes de tomar iniciativas, de progredir, de avançar, que se tornam dependentes de líderes empreendedores e diretivos.
• Homens e mulheres acuados por sentimentos de culpa e de medo, que se tornam suscetíveis à manipulação religiosa.
• Pessoas inseguras cheias de medo e apreensões, que buscam refúgio e proteção de alguém mais forte.
• Pessoas que não sabem dizer não e têm dificuldades de conter investidas e assédio.

Tanto líderes como ovelhas precisam de uma fé saudável e libertadora, permeada pela graça e pelo amor de Jesus Cristo. Quando identificamos algumas das características acima descritas, precisamos de ajuda de homens e mulheres que aprenderam através da vida e da experiência a se tornarem santos e sábios em Cristo Jesus. São poucos, mas estão entre nós. A nós compete ter o discernimento para perceber o risco e procurar a ajuda daqueles que verdadeiramente são amigos de Cristo e podem nos ajudar a chegar mais perto d’Ele.

A verdadeira fé contrasta com os relacionamentos de co-dependência e inspira vínculos saudáveis entre pastores e seus mentores, entre pastores e seus pares, entre pastores e suas ovelhas, e gera amizade e liberdade.

Osmar Ludovico da Silva, diretor e mentor espiritual, dirige cursos de espiritualidade, revisão de vida e de pastoreio de pastores e missionários. Casado com Isabelle e pai de Priscila e Jonathan, reside em Cabedelo, Paraíba

http://www.revistaenfoque.com.br/index.php?edicao=57&materia=387