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terça-feira, 16 de setembro de 2014

“Não Desperte o Amor” por Nicole Whitacre

Uma mãe nos escreveu com a seguinte pergunta:
“Eu tenho uma filha de 15 anos, uma jovem mulher que tenta viver segundo os princípios bíblicos. Você tem algum conselho para nós em relação a esta fase da sua vida onde ela está muito consciente de homens jovens e percebendo as qualidades bíblicas e caráter deles, mas também ainda está na fase de crescimento, amadurecimento, término da escola … na fase de ‘casamento é no futuro’? Como podemos ajudá-la a guardar o seu coração? Manter suas emoções sob controle?”

Como minha mãe sempre lembrava a mim e às minhas irmãs: gostar de meninos é normal! Deus nos fez para ser atraídas pelo sexo oposto. E conforme uma jovem cresce em feminilidade, esses desejos certamente se tornarão mais evidentes.

E como é maravilhoso que a sua filha se sinta atraída por um caráter divino em homens jovens e não se encante simplesmente com aparência ou personalidade. Isso é um sinal de que ela foi treinada por seus pais para discernir o que é verdadeiramente admirável em um homem.

No entanto, também temos a advertência poética e ainda solene do Cântico dos Cânticos: “Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis, nem desperteis o amor, até que este o queira.” (Cântico dos Cânticos 3:5), seguido do santo pressuposto em 1 Coríntios 7, que “a mulher, tanto a viúva como a virgem, cuida das coisas do Senhor, para ser santa, assim no corpo como no espírito;” 1 Cor 7:34.

Na adolescência, o fato de Deus ter nos criado como mulheres para serem atraídas por homens, assim como a admoestação bíblica para guardar nossos corações até o momento apropriado, devem permanecer em constante e saudável tensão. E sua filha vai precisar da sua ajuda para fazer isso!


Para começar, minha mãe iniciou uma conversa comigo e com minhas irmãs sobre rapazes; consistentemente perguntando quem nos atraía e por quê. “Ser atraído não é um pecado”, ela nos disse. “Mas entregar-se a pensamentos sobre eles, mudar o comportamento em torno deles, permitindo-lhes que se distraiam da sua busca por Deus e do serviço a outros é errado.”

Pureza era para ser a nossa busca constante; a Bíblia nos exorta a “fugir paixões da mocidade” (2 Tm. 2:22). Através de conversas constantes sobre nossos corações, nos ajudando a evitar situações que nos tentam a ter pensamentos impuros ou ações, e uma dieta constante da Palavra de Deus sobre este assunto, mãe e pai foram a nossa maior ajuda em nossa busca pela pureza.

No entanto, não foi só sobre “fugir das paixões.” Mamãe nos ajudou a ver que, além de lutar pela pureza, também devemos estar ocupadas perseguindo as coisas de Deus. Ficar sentada tentando não pensar sobre um cara só tem eficácia limitada; mas uma jovem que está ocupada servindo a Cristo não terá muito tempo para saciar suas emoções. Então me deixe encorajá-la a ajudar a sua filha a encontrar formas que ela possa usar seus dons espirituais, servindo no lar e na igreja.

Por fim, até que um jovem tenha manifestado interesse em nós, mamãe nos ajudou a manter os pés firmemente plantados no chão: “Pense nele como o marido de outra pessoa”, ela dizia. “Você não iria considerar adequado sonhar ou fantasiar sobre um homem casado. E o mais provável: este cara que você gosta vai se casar com outra mulher um dia. Suponha que ele não vá ser o seu marido, a menos que ele torne suas intenções conhecidas”. E para a sua filha de 15 anos de idade, esse tempo estará, provavelmente a alguns anos de distância.

Há muito mais que poderia ser dito sobre esse assunto. Eu praticamente nem comecei e essa já é uma longa postagem. Eu quero recomendo três livros Joshua Harris: Eu Disse Adeus ao Namoro, Garoto Encontra Garota, e Not Even a Hint.

Eu oro para que estas poucas dicas, e mais importante, que esses recursos úteis, lhe sirvam, no sentido de ajudar a sua filha a andar pelo caminho da pureza em toda a sua adolescência!
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b2d307377c700a7f023599.L._V341005666_SX200_*  Este é artigo foi publicado originalmente no site GirlTalk traduzido e publicado em português conforme autorização das autoras do site.
** Nicole Whitacre é esposa e mãe de quatro filhos. Ela é filha de C.J. e Carolyn Mahaney e é co-autora dos livros Girl Talk (publicado em português pela Editora Monergismo sob o título Papo de Garota), Shopping for Time e True Beauty. Ela tem um blog com sua mãe e irmãs no GirlTalk, um blog sobre a feminilidade bíblica.
*** Tradução: Bruna Bugana

“Querida Mamãe, não Desperdice a Sua Culpa!” por Jani Ortlund


by | quarta-feira, 10 setembro, 2014 |
 
Culpa é uma sombra constante na vida de uma jovem mãe e ela tem um jeito desagradável de saturar muitos de seus esforços em educar, servir e amar a outros. “Eu estou fazendo o suficiente por meus filhos? Por outros? O que eles pensam de mim? O que Deus pensa de mim?”
Quando você é uma jovem mãe, todos querem algo de você — sua família, sua igreja, seu chefe, seu vizinho. E o mais provável é que você ceda mais do que jamais pensou que poderia. Mas ao longo do percurso, a culpa mordisca a sua alma, comendo aos poucos a sua paz interior e a sua alegria. E ela frequentemente perdura por anos, mesmo após seus filhos terem crescido e ido embora.
Querida mãe: não desperdice a sua culpa!

Não desperdice a sua culpa
Não desperdice a sua culpa, mas ouça-a e avalie-a. Tire-a das sombras e a examine à luz da Escritura. Exponha os sentimentos diante de Cristo. Essa culpa é convicção legítima do pecado? Então confesse o seu pecado, receba o perdão de Cristo e pergunte onde e como ele quer que você mude.
Mas talvez a sua culpa seja um medo egocêntrico e incômodo de que se você fosse um pouco melhor ou trabalhasse só um pouco mais árduo, então você seria notada e admirada o suficiente para sentir-se bem consigo mesma. Isso é falsa culpa, arraigada em orgulho. Ela magoará a sua família e prejudicará o relacionamento com o seu gracioso Pai. Se isso descreve a sua culpa, então lembre–se que, através da morte e da ressurreição de Cristo, você é aceita por Deus. A solução para a falsa culpa, bem como para a verdadeira culpa, é o evangelho.

Paulo fala desses dois tipos de culpa em 2 Coríntios 7.10. Existe uma tristeza piedosa que produz arrependimento e uma tristeza do mundo que produz morte. Faça a si mesma a seguinte pergunta: aquilo para o que eu dedico o meu tempo e as minhas energias é guiado por arrependimento que dá vida ou por um orgulho que produz morte?

O campo de missão primário de uma jovem mãe
Uma razão pela qual uma jovem mãe pode se sentir erroneamente culpada é quando ela esquece que o seu campo de missão primário e crucial devem ser os filhos.

Deus valoriza as crianças. Ele dá grande importância em ensinarmos os nossos filhos a amá-lo e servi-lo (Dt 6.7-9). Jesus ficou indignado quando os discípulos não reconheceram o valor das crianças na expansão do reino de Deus (Mc 10.13-16). E Deus nos diz que os filhos são bênção dele para nós (Sl 127.3).

Maternidade exige o melhor de nós como mulheres. Como mães, moldamos as almas de nossos filhos e, em última análise, influenciamos o mundo. Filhos são o nosso presente para o futuro. Então aceite o chamado de Deus para servir a sua família. A culpa piedosa não afastaria você de um investimento em seus pequeninos de todo o coração por amor a Deus. Não se sinta culpada por investir em seus filhos como seu ministério primário quando eles são pequenos. Você está ensinando a geração mais nova a formar laços emocionais íntimos com outros. Sua sensibilidade, disponibilidade, devoção, afeição e sua paciente atenção são insubstituíveis.

Maternidade: trabalho árduo puro e simples
Por outro lado, a palavra de Paulo a mim como mulher mais velha é para instruir “as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos, a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada” (Tt 2.4-5).

Por que o apóstolo tem que dizer a nós, mulheres mais velhas, que ensinemos tais coisas às mulheres mais jovens? Porque pode ser difícil amar o seu marido e os seus filhos. De fato, pode ser mais fácil ministrar fora de casa. Por que é mais gratificante para nós planejar um retiro feminino para duzentas mulheres do que planejar um “acampadentro” para os nossos pequeninos em uma tarde chuvosa? Eu penso que é porque as recompensas são mais imediatas e não exigem tanto de nós.

Ser uma mãe jovem é trabalho árduo puro e simples. Às vezes parece trabalho escravo! Jovens mamães podem se identificar com o cartoon de um menininho vendo um álbum de casamento com seu pai e dizendo: “Então esse foi o dia em que a mamãe veio trabalhar para nós!”

Mas Deus chamou você para esse ministério. Ele sabe que não há momentos neutros na vida de uma criança pequena, cuja experiência está em contínua necessidade e desenvolvimento. Os seus filhos carregarão a marca do seu trabalho como mãe ao longo de suas vidas, pois muito do comportamento humano brota a partir da imitação.

Você é a única mãe que os seus filhos têm. O seu ministério para eles é a mais profunda expressão do seu amor por eles. Criar os seus filhos tem de ser feito da maneira correta logo de primeira. Essa é uma das poucas áreas na vida que não se pode dizer: “Se você não conseguir de primeira, tente novamente”.

Você recebeu essa comissão de Deus. Como mãe, seu privilégio é ensiná-los como respeitar o pai e ser gentil para com seus irmãos, como escolher comida nutritiva e entretenimento saudável, porque eles devem valorizar a cortesia e a capacidade de serem organizados, e quais causas são dignas dos seus esforços, de suas reputações e até mesmo do seu sangue.

Você é desencorajada quando passa dia após dia imersa nas tarefas mundanas da maternidade? Então pense na honra de guiar o desenvolvimento espiritual, intelectual e social das pequenas mentes e corações. Pense na emoção de ensinar-lhes as verdades da Palavra de Deus. Pense na importância de ensinar aos seus filhos pequenos como viver sob autoridade, e de prepará-los para futuros relacionamentos, ensinando-os a respeito de amor e confiança. Pense no deleite de enviar mais um jovem piedoso, vibrante, forte, seguro e amável a este mundo necessitado, com a coragem necessária para viver bem por amor de Cristo. Que investimento digno!

O que jovens mães precisam: um coração pelo lar
Outro desafio para uma jovem mãe é cultivar o amor pelo lar.

Deus nos chamou para amar os nossos filhos em nosso lar (Tt 2.4-5). Não somos capazes de melhorar o desígnio de Deus! Isso significa mais do que ficar em casa. Significa fixar o seu coração no seu lar. Contudo, as mulheres podem deixar seus lares por outros caminhos que não o trabalho ou ministérios externos.
Celulares, e-mails e salas de bate-papo também podem remover uma mãe de seu ministério primário.

Ministério significa estar “lá por inteiro”. Significa alegrar-se por poder mostrar aos seus filhos como pedalar um triciclo, arrumar a própria cama, construir boas memórias e compartilhar seus brinquedos com outros. Você pode servir a sua família e, em última análise, o seu Pai celestial, ao ajudar os seus filhos a montar aquele quebra-cabeças pela décima-sétima vez, ao lavar aqueles dedos grudentos, ao plantar um pequeno jardim, ao interpretar histórias bíblicas e orar juntos, e ao preparar-se para o retorno do papai como o ponto alto do seu dia!

Qual é a alternativa? “A criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe” (Pv 29.15).
Lembre-se disto: você tem o privilégio de transmitir a jovens corações uma percepção de Deus! Você deveria se sentir culpada por isso? Conforme você deixa seus filhos experimentarem intimidade, proximidade e disponibilidade em seus primeiros anos com você, você poderá fazê-los encontrar essas necessidades da alma em Cristo, o Salvador deles, quando eles amadurecerem. E então você terá o prazer de enviá-los com uma luz em suas almas para que abençoem este mundo em trevas.
Alguém irá influenciar os seus filhos, inculcando valores e marcando padrões em suas jovens mentes impressionáveis. Que essa pessoa seja você!

Esta fase passa
Isso significa que você nunca investirá em outros fora de sua família? É claro que não. Mas se você é uma jovem mãe, use o seu ministério primário da maternidade para guiar as suas escolhas sobre onde servir a Cristo agora. Não deixe nada afastá-la de seu papel singular como esposa e mãe.

Esta fase na sua vida é só isso – uma fase. E cada fase é um chamado divino do nosso Criador e Rei. Organizar um novo evento na igreja é importante. Ensinar o seu rapazinho a ser gentil com a sua irmã também é importante. Mas qual das duas coisas pode ser feita melhor por você durante esta fase? Sirva a Deus bem ministrando primeiro aos seus filhos. Muito em breve eles crescerão e irão embora, e todos aqueles momentos únicos de ensino terão passado. E você terá a ampla oportunidade de servir a Cristo fora do seu lar nas próximas fases da sua vida.

“Mas sede fortes! E não desfaleçam as vossas mãos, porque a vossa obra terá recompensa” (2Cr 15.7).

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Jani OrtlundEste post foi publicado originalmente no site MinisterioFiel, re-publicados com permissão.
Jani é casada com o pastor Ray Ortlund. Eles têm quatro filhos casados e cinco netos, e servem em Nashville, Tennessee.
 
 
http://www.mulherespiedosas.com.br/querida-mamae-nao-desperdice-a-sua-culpa-por-jani-ortlund/ 

Faz da estéril mãe de filhos

{O Senhor} Faz com que a mulher estéril habite em casa, e seja alegre mãe de filhos. Louvai ao Senhor. Salmos 113:9
Desde o “pecado original”, o ser humano está sujeito às doenças e enfermidades que atacam não somente o físico, mas também a alma, além dos problemas espirituais. Dentre estas consequências físicas do ingresso do pecado no mundo está a esterilidade.

A esterilidade se resume numa incapacidade de um homem ou uma mulher gerar filhos, devido às limitações no sistema reprodutor. Tanto o homem quanto a mulher estão sujeitos a esta incapacidade, que pode ser permanente (esterilidade) ou temporária (infertilidade).

Imagino quão difícil deve ser esta situação, afinal, o sonho da grande maioria dos casais é constituir uma família com filhos, e manter uma linhagem de sangue que perdure por gerações e gerações.

A primeira ambição, de simplesmente ter filhos para constituir uma linda família, é algo mais visado nos nossos tempos, pois há muitos séculos, a visão era outra. Os homens de um passado bem distante olhavam para a reprodução com outros olhos. Provavelmente a mulher não, mas o homem sim. Eles ambicionavam ter uma descendência numerosa. Uma árvore genealógica infindável, que perfizesse uma grande linhagem.

Você se lembra da promessa de Deus a Abraão, por exemplo? Sua descendência seria numerosa como as estrelas. Deus disse isso, pois conhecia o desejo do homem em formar uma grande família. E os olhos de Abraão devem ter brilhado como as estrelas, quando ouviu essa promessa.

Mas porque os homens ambicionavam tanto esta conquista?

Dentre os fatores, considero os seguintes:

Há milhares de anos atrás, como em qualquer período da história mundial, havia muitas guerras, e as sociedades, em especial as tribais, que quisessem sobreviver precisavam ser numerosas, e nessa contagem, apenas os homens tinham valor, pois eram eles quem representavam o trabalho majoritário na lavoura, na caça, pesca e na criação do gado, e o mais importante, no exército. Desta forma, um povo pequeno, com taxa de natalidade baixa seria uma presa fácil para povos genocidas, e bons candidatos ao extermínio!
Sendo assim, precisavam ter muitos filhos para a sociedade crescer, ter trabalhadores que aumentem a produção do povo, e que sejam valentes, para defender suas terras.

Além disso, podemos levar em conta a questão da visão da Vida Eterna. Hoje em dia, nós, cristãos, temos uma visão clara acerca da Vida Eterna, e sabemos que após esta vida, reinaremos em glória com Cristo Jesus. Porém, há milhares de anos atrás as pessoas não tinham essa clareza, nem um conceito muito bem formado e inteligível a respeito deste assunto, portanto, acreditavam que a vida se acabaria na morte física e pronto.

Com essa mentalidade, os homens daquela época, que ambicionavam a glória, a grandeza, e a perpetuidade de seus nomes, não podiam aceitar a idéia de morrer sem deixar herdeiros nominais, ou seja, filhos que levassem seus nomes adiante, afinal, a vivência na terra era o que eles tinham, portanto, ambicionavam um nome terreno longevo.

Sendo assim, os “homens da casa” eram valorizados pela sociedade quando tinham filhos, mas principalmente filhos homens. Por este e outros motivos vemos a dureza e obstinação no coração do homem desde aquela época, quando passaram a se valer da bigamia, poligamia e concubinato para serem bem vistos na sociedade, pois com várias mulheres, mais chance de ter muitos filhos homens, e ser uma peça importante na sociedade.

Nestas condições, a supervalorização dos homens gerou muito machismo, tornando assim a função da mulher inferior a do homem. Mulher servia para procriar! Era uma função única, importantíssima, e aquelas que não a cumprisse seriam totalmente desprezíveis e descartáveis.

Muitas vezes a esposa principal do homem da casa inclusive sugeria que ele se deitasse com outra mulher, afim de não perder a posição de esposa por “livre e espontânea pressão”, e todos os demais direitos que uma esposa possuía.

Sabemos que a mulher já não era muito bem quista e valorizada pela grande maioria das sociedades do passado, por diversos fatores, quanto mais uma mulher estéril, que não fosse capaz de vingar a tarefa mais necessária a ela estabelecida: procriar. E esse peso caia sobremodo sobre elas, que deveriam a qualquer custo gerar herdeiros, deixando assim a linhagem do marido cravada por mais uma geração, e assim sucessivamente.

Por isso, vemos em alguns casos o desespero de mulheres implorando ao Senhor que lhes abrisse a madre, para não se sentirem um completo fracasso, inúteis e marginalizadas pela sociedade de então, que reputava como malditas as mulheres estéreis. Casos como o de Raquel (Gn 30.1) e de Ana (1 Sm 1.10), que desesperadamente ansiavam pela gravidez, nos mostram quão importante e desejável era a concepção. Se hoje em dia já é, imagine naqueles tempos, em que para muitos, a única finalidade do sexo feminino era a procriação!

Porém, como Deus é um Deus sobrenatural, que opera maravilhas em favor daqueles que n’Ele esperam, encontramos na Palavra algumas promessas para essas mulheres do passado, que enfrentaram esta luta, e que se estendem às mulheres do presente, como.

OS CASOS
Confirmando esta promessa, resumirei abaixo a experiência das seis mulheres constantes na Palavra do Senhor que servem de testemunho da grandeza do Senhor.

1) SARA
O primeiro caso registrado nas Escrituras é o de Sara, esposa do patriarca Abraão. Sua história é narrada em Gênesis 16.

Quando Abraão e Sara já formavam um casal de velhinhos, com 75 e 65 anos respectivamente, Sara queria muito engravidar, porém, era estéril. Ainda assim, Deus lhes prometeu um filho. Mas o tempo passava e nada acontecia. No afã de resolver o problema do marido, Sara sugeriu que Abraão tivesse relações com sua serva, Hagar, gerando assim um descendente para ele. Abraão aceitou a idéia e teve um filho com Hagar, o qual deu o nome de Ismael (provável pai de todos os árabes). Após a gravidez de Hagar, esta começou a provocar e irritar Sara, que não conseguia ter filhos. Sara se irritou tanto que começou a perseguir a serva, que ainda grávida fugiu de casa. Nesta fuga, o Anjo do Senhor aparece à serva e lhe orienta a voltar à casa de Abraão. Ali nasceu o menino Ismael. Após isto, alguns anjos do Senhor vieram ao casal para lembrar-lhes da promessa do Senhor, que continuava de pé. Deus promete a Abraão um filho legítimo, de sua própria esposa. A cada dia que se passava, a situação ficava mais improvável, humana e biologicamente falando.

Porém, mesmo após uma longa espera de 25 anos, Deus cumpriu Sua promessa, e deu a Abraão um filho chamado Isaque, por meio da estéril Sara. Ele com 100 anos e ela com 90!

Vimos neste caso que o milagre foi ainda maior. Deus fez questão de mostrar sua soberania e poder, ao permitir que uma mulher não apenas estéril, mas com noventa anos de idade concebesse, para Sua glória.

Lembre-se que Isaque significa riso. Quando Deus lhe manifestar Seu poder e lhe prometer bênçãos impossíveis, não ria de incredulidade, mas o adore, lembrando-se que o mesmo Deus de Sara é o seu Deus!
E quando os médicos, as pessoas ou você mesma duvidarem de um milagre, ao invés de chorar de tristeza, ria de alegria, lembrando-se que a glória de Deus é tremenda e Seu poder, ilimitado!

2) REBECA
O segundo caso é o de Rebeca, esposa de Isaque.

Em Gn 25.19-27, lemos a história desta mulher, também biologicamente incapaz de gerar filhos. Mas, o Senhor ouve a oração de seus servos, e atendeu ao pedido de Isaque, marido de Rebeca. Aparentemente em pouco tempo, Rebeca engravidou, e qual não foi sua surpresa ao ver que a barriga crescia mais do que o comum. Isto porque Deus operou um milagre em dobro! Deu não apenas um, mas dois filhos de uma vez, a uma mulher estéril.

De Rebeca, nasceram os gêmeos Esaú e Jacó.

3) RAQUEL
O terceiro caso é o da pastora Raquel. Em Gênesis 29, lemos que após muito esforço, Jacó conquistou Raquel, porém, ela passava pelo mesmo problema de sua sogra Rebeca, que por sua vez também enfrentou as mesmas dificuldades que sua sogra Sara. Era estéril! E assim como Sara, viu o marido engravidando outras mulheres, porém nada acontecia com ela. Lia, irmã da própria Raquel e também esposa de Jacó, teve vários filhos com seu marido, mas Sara continuava sofrendo com sua infertilidade.
Chegou a um momento tão desesperador que Raquel gritou a Jacó:
 
- Jacó! Dá-me filhos senão eu morro!

Como nada acontecia, Raquel sugeriu a Jacó que se deitasse com sua serva, Bila, e tivesse filhos com ela. E ele o fez! Após muito tempo o Senhor abriu a madre de Raquel e ela concebeu, dando a luz a José. Algum tempo depois, engravidou novamente, dando à luz Benjamim. Este último filho nasceu com saúde, porém a mãe sofreu a morte pós-parto. Talvez por não ter sido grata a Deus por seu primeiro filho e já ter logo pedido outro. Ou como conseqüência de seu desabafo a Jacó, em Gn 30.1. Ou simplesmente por causas naturais, não conseqüentes de qualquer atitude errada.

4) A MÃE DE SANSÃO
O quarto caso é o da mãe de Sansão. O caso está relatado no livro de Juízes, capítulo 13.

A Bíblia não informa o nome da mãe do valente Sansão, mas apenas nos diz que era a esposa de Manoá, e que era estéril. Certo dia, ela estava sozinha quando o Anjo do Senhor anunciou a ela que teria um filho, e lhe deu três regras para consagração do menino, pois o fruto do seu ventre seria usado por Deus para libertar os israelitas da opressão dos povos dominadores, em especial os filisteus.

Veio ao mundo Sansão, que, educado e criado pela mãe conforme especificações do Anjo, tornou-se o mais forte guerreiro da Bíblia, e sozinho libertou os israelitas das mãos de seus inimigos, na força do Senhor.

5) ANA
O quinto caso é o de Ana, narrado em 1 Samuel 1.

Um homem de Ramataim chamado Elcana tinha duas mulheres. Uma chamada Ana e outra chamada Penina. A segunda tinha filhos normalmente, porém Ana tinha dificuldades, sendo estéril. Em 1 Samuel 1.6, lemos que o próprio Deus havia lhe “cerrado a madre”. Elcana amava muito a Ana, e não a desprezava por conta de sua situação. Como outros exemplos anteriores, Ana também era discriminada e zombada por Penina, por sua humilhante condição familiar e social. Seu marido tentava consolá-la, porém a dor era muito grande, e a fazia chorar constantemente, entregando suas forças ao Senhor.

Ana queria tanto ter um filho, que prometeu ao Senhor que se ela engravidasse, dedicaria o fruto do seu ventre ao serviço do Senhor, integralmente, por todos os dias da vida dele. Fez uma promessa em nome do próprio filho, assegurando-se de que ele seria consagrado ao nazireado, não cortando o cabelo nem a barba ao longo de toda a sua vida.

Quando o sumo sacerdote Eli a viu, após uma pequena confusão, entendeu a amargura de Ana e lhe liberou uma palavra, desejando que o Senhor atendesse a sua oração.

Após isso, mesmo sem ter certeza de nada, nem alguma evidência palpável acerca do cumprimento desta palavra, Ana adorou ao Senhor com o marido, e após regressarem para sua casa, Ana rapidamente engravidou, e desta gestação veio ao mundo o pequeno Samuel. Pequeno, hein?! Alguém pode dizer:
- É… Mas de que adianta, se ela deixou o único filho com Eli, para trabalhar no templo?

Acontece que Deus viu a fidelidade de Ana, e para não deixá-la só, ainda deu a ela mais três filhos e duas filhas. (1Sm 2.21)

Quem diria, hein?! Uma mulher estéril ser em tão pouco tempo mãe de seis filhos.

6) ISABEL
O sexto e último testemunho narrado pela Bíblia foi o de Isabel, e encontra-se em Lucas 1.7.
Ali, vemos que Isabel, esposa do sacerdote Zacarias sofria de esterilidade. Vale lembrar que ambos eram pessoas íntegras, justas aos olhos do Senhor, e obedientes em todos os mandamentos de Deus, e mesmo assim passaram por este sofrimento. Além de estéril, Isabel era de idade avançada, como Sara. Mas para Deus, não há impossível!

Zacarias e sua esposa estavam orando por este propósito, e o Senhor os ouviu. Parece que a resposta de Deus a este pedido foi a primeira promessa do Senhor após os 400 anos de silêncio, entre o Antigo e o Novo Testamento. Um mensageiro do Senhor apareceu a Zacarias e lhe prometeu um filho que traria muita alegria aos pais. O filho daria muito prazer a eles e seria um grande homem aos olhos de Deus. Porém, a guisa de Samuel, o anjo deu uma restrição à criança: Não poderia beber jamais vinho nem bebida fermentada. Continuou dizendo que a criança seria cheia do Espírito Santo, e que converteria muitos à vontade de Deus, preparando o povo para a vinda de Jesus Cristo. Que promessa, hein?!

Talvez por ser algo tão grandioso, a fé de Zacarias se abalou um pouco, pois além de tudo isso, ele e sua esposa eram velhos. Porém o anjo Gabriel, incumbido de trazer essa mensagem dos altos céus, o repreendeu por esta incredulidade e como conseqüência, e também como sinal da veracidade da promessa e da aparição, fez com que Zacarias emudecesse, situação que perdurou até o dia do registro da criança. Assim nasceu o pequeno Joãozinho.

Estes são os seis casos narrados na Bíblia sobre pessoas estéreis, e vemos que nos seis casos, o milagre aconteceu.

Vale lembrar que estamos discorrendo sobre nascimentos sobrenaturais, ou seja, sobre situações em que crianças nasceram quando as evidências sugeriam concretizações impossíveis, portanto, quero com muita alegria incluir nesta lista o nascimento mais importante que já houve na história da humanidade: Jesus Cristo. Lembrem-se que Maria engravidou sendo virgem!

Se você acha impossível ter filhos porque seu útero está comprometido, ou porque o sistema reprodutor de seu marido está debilitado, o que dizer de uma mulher que engravidou sem sequer ter relações sexuais com homem algum! Hoje a ciência possibilita isso, mas há 2 mil anos atrás, este fato era a realização de mais um milagre.

Embasado nestas sete histórias, e nos inúmeros casos que são testemunhados em nossos dias, extrai algumas conclusões que desejo compartilhar com vocês:

1) Para Deus, nada é impossível!

2) As coisas que para nós são meio difíceis, muito difíceis ou extremamente impossíveis são para ele igualmente fáceis. Repare que em alguns casos, Deus fez questão de “dificultar” ainda mais a concretização do sonho, para mostrar a seus filhos que para Ele, tudo é possível, e que Ele não precisa de intervenções humanas, nem se vale de seus diagnósticos.

3) Deus mostrou que além de fazer um milagre, pode fazer algo ainda mais grandioso. Rebeca tinha dificuldades em ter um filho, e Deus lhe concedeu seu maior desejo em dose dupla. Deu-lhe logo dois filhos.

4) Se você está passando por esta dificuldade, procure ser grata (o) a Deus por tudo. Não ligue para as confrontações da Ciência, nem para as palavras de desânimo que cruzarem seu caminho. Olhe para cima e lembre-se que é lá de cima que virá seu socorro.

5) Espero que você tenha reparado quais foram as crianças que nasceram destas mulheres. Ouso dizer que foram algumas das pessoas mais importantes da história das Escrituras. Nada menos que Isaque, Jacó, José, Sansão, Samuel, João Batista e o próprio Jesus. Dizem que quanto maior a nossa luta, maior a nossa vitória. Creio que o seu esforço e confiança no Senhor serão recompensados por uma criança ricamente abençoada por Deus.

6) A Palavra nos diz que devemos viver pela fé, então assim como Ana, consagre seu futuro filho ao Senhor, mesmo antes de qualquer evidência de sua vinda. Ana era estéril, não tinha nenhum sinal de que engravidaria, mas pela fé já consagrou seu futuro filho ao Senhor.
Espere no Senhor, e lembre-se que:
    • Desde a antiguidade, nunca existiu um Deus como o nosso, que trabalha em nosso favor quando esperamos n’Ele.
    • Devemos ter esperança, sempre lembrando que a esperança só é esperança quando não estamos vendo nada, ou seja, precisamos ter esperança naquilo que não estamos vendo.
    • Deus traz à existência as coisas que não existem. As coisas que não vemos. As coisas impossíveis.
    • Para Deus, não há nada impossível.
    • A Fé é a certeza das coisas que não vemos, e a convicção do recebimento daquilo que esperamos.
    • Tudo o que pedirmos a Deus, sendo em Seu nome, de acordo com Sua vontade e com fé, nos será dado.
Quando algum homem disser que não é possível, um médico disser que não vai acontecer, e alguém disser para desistirmos, vamos ficar com a palavra de Deus! Só ela é infalível!
Que Deus te abençoe mulher!

Fonte: Eduardo Feldberg

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domingo, 14 de setembro de 2014

QUANDO O CORPO PEDE UM POUCO MAIS DE ALMA!



Que tempo este que nós vivemos. As mulheres buscam emagrecer para ficar com uma silhueta adequada ao “padrão” de beleza. Os homens, por sua vez, empenham-se em engordar, aumentam o volume para transformá-lo em músculos. Ao final, todavia, o que temos são mulheres esbeltas de corpo e pobres de alma, e homens fortes e musculosos, mas fracos de mente.  

O culto a imagem não é coisa da sociedade contemporânea. Em nossos dias, todavia, exacerbou-se a tal ponto que virou patologia. No caso dos homens, a disfunção chama-se vigorexia e, no caso das mulheres, anorexia. Ambas as doenças se remetem a transtornos dismórficos corporais, ou seja, a percepção por parte do doente de que sua própria imagem está distorcida.

Foi Platão, na Grécia antiga, o primeiro a formular a pergunta: “o que é o belo?”. Para os gregos, a beleza sempre foi algo fundamental. Mas eu penso que só agora, em nosso tempo, a questão ganhou contornos neurotizantes.

As pessoas preocupam-se tanto com a imagem que esquecem que são mais do que apenas um corpo! Bem falou Confúcio, filósofo chinês, "ainda não vi ninguém que ame a virtude tanto quanto ama a beleza do corpo".

O avanço da indústria dos cosméticos, associado com as novas práticas da medicina estética – com plásticas restauradoras e modeladoras – tornou, a meu ver, o tema ainda mais dramático.  

Para quem tem dinheiro, o “céu” é o limite – ou seria o “inferno”? Corta, puxa, estica, infla, pinta, tudo é possível! É gente de 50, 60 anos querendo ter corpo de 20, ainda que a “cabeça” continue nos 15. Hoje, inclusive, estas práticas estão sendo cada vez mais buscadas precocemente.

Até os adolescentes já entraram na “dança” do “culto ao corpo”, a “caça” pela perfeição estética, ainda que, do lado de dentro, falte-lhes um elemento essencial ao ser: a ética.

Sou contra se investir na aparência? Não. Sou contra tudo o que maquia a verdade e camufla a essência, sou contra a falta de bom senso, de equilíbrio e inteligência. Ademais, lembrando David Hume "a beleza das coisas existe no espírito de quem as contempla".

Na verdade, assisto com desânimo homens de 40, 50 anos trocando suas esposas, companheiras de toda uma vida, por garotas de 20. O mesmo acontece com as mulheres... Talvez nenhum deles saiba que “enganosa é a beleza e vã a formosura”. Sim, haverá um tempo em que será inevitável esconder rugas, calvície, celulites, cabelos brancos, culotes, varizes, marcas que o tempo produziu no corpo que, ainda sem querer, teve de acolher as “pinturas” que a vida trouxe com o findar da “primavera”. 

De que adianta um corpo perfeito numa alma disforme? De que vale cabelos bem tratados e um coração amargurado? Ou um rosto perfeito e uma mente perversa? Pernas e braços torneados e uma alma árida, áspera? Pele de seda e olhos de aço?

Ha, como gostaria de ver gente investindo em ser mais generosa, mais misericordiosa, quebrantada, obediente, santa, temperante, amorosa, humilde e verdadeira! Gente que desejasse ser mais do que “carne emoldurada”, e sim “alma esculpida”, talhada pelo cutelo do Espírito Santo, refeita e ressignificada para servir aos propósitos do “Oleiro”. 

Não é a toa que a alma adoece tanto, pois a ela não é dispensado qualquer tipo de cuidado. Toda nossa atenção está voltada para o corpo, para a imagem. E de tanto se viver de disfarce, de futilidades, a substância interior se dilui, as estruturas do ser desmoronam, as “vigas” da alma se quebram e fazem irromper toda sorte de somatização que, não raro, acabam por destruir os “investimentos” realizados no corpo.  

Certo estava Lenine quando, em sua poesia urbana, declarou que o corpo precisava mais de alma! Sim, um corpo sem alma é como uma casa sem mobília – triste, vazia e sem vida.

Num tempo onde a aparência conta mais do que o caráter e a beleza mais do que valores, sei que estou na contramão do “sistema”, investindo em ter conteúdos e consciência. Cuido razoavelmente do corpo que recebi, mas estou mesmo interessado no que ainda está por vir.

Texto escrito por Carlos Moreira - Formado em Teologia pelo Seminário Episcopal Evangélico do Brasil e em Filosofia pela Universidade do Sul de Santa Catarina. Escritor, compositor, músico e conferencista, é mentor da Estação do Caminho da Graça em Recife.


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

MESMO SEM DINHEIRO, NADA NOS FALTARÁ!


“Se Deus dá tanta atenção à aparência das flores do campo – e muitas delas nem mesmo são vistas -, não acham que ele irá cuidar de vocês, ter prazer em vocês e fazer o melhor por vocês? Quero convence-los a relaxar, a não se preocuparem tanto em adquirir. Em vez disso, prefiram dar, correspondendo, assim, ao cuidado de Deus. Quem não conhece Deus e não sabe como ele trabalha é que se prende a essas coisas, mas vocês conhecem Deus e sabem como ele trabalha. Orientem sua vida de acordo com a realidade, a iniciativa e a provisão de Deus. Não se preocupem com as perdas, e descobrirão que todas as suas necessidades serão satisfeitas. Prestem atenção apenas no que Deus está fazendo agora e não se preocupem quanto ao que pode ou não acontecer amanhã. Quando se depararem com uma situação difícil, Deus estará lá para ajudá-los.” (Mateus 6:30-34 na versão “A Mensagem” escrita por Eugene Peterson).

Existe um Deus, um Deus que não é apenas deus, mas é também pai, amigo e abrigo e que nos convida a nos assentarmos e contemplarmos os lírios do campo, as aves do céu, ou se você preferir, assim como eu, as estrelas e as águas do mar... O que realmente importa é que ao contemplarmos a exuberante natureza que por vezes nos cerca, saibamos reconhecer as pegadas do Criador, seus sinais de zelo, cuidado e carinho para conosco. Que não apenas criou um mundo para nós habitarmos, mas foi além, e criou um mundo belo para vislumbrarmos.

O belo sara nossa alma em muitos momentos, é só lembrarmos o bem-estar em nós produzido quando vemos uma bela imagem ou ouvimos uma bela canção.

O belo de Deus vai além, pois mais do que nos alegrar e sarar, ele vem para nos consolar, para nos ajudar a confiar, para nos lembrar de que não estamos sós e que ainda que os assombros e as preocupações de uma vida-rotina cada vez mais insana tentem nos tomar de assalto, podemos suspirar, parar e contemplar os lírios que se estendem e nos dizem em sua silenciosa e bela presença que NADA nos faltará. 

Eis o desafio de nossos dias: parar, silenciar, confiar...

Interessante que Deus não nos manda olhar para a carteira, para a carreira, para o carro, para o cargo, para a casa, para a pessoa mais próspera que conhecemos. Ele nos manda olhar para o simples lírio, para a frágil ave, nos lembrando assim que tudo vem DELE, é por Ele e para Ele.

E que ainda sem dinheiro, bens ou similares, nada nos faltará. Pois Ele é Aquele que enviou seus discípulos apenas com a capa, sandálias e nada mais excedente, pois como já foi escrito: “para que ninguém se glorie, a excelência é Dele, somos apenas os vasos de barro”.

Texto escrito por Roberta Lima e publicado no site http://www.meninasdoreino.com/

Deus te abençoe!

Sérgio Müller